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Comissão Europeia anuncia mais uma rodada de sanções impostas à Rússia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou na terça-feira (5) uma quinta rodada de sanções impostas à Rússia pela União Europeia (UE) em função da invasão da Ucrânia. A decisão surge em meio à consternação global pelo massacre de Bucha, citado no comunicado oficial que serviu para divulgar as punições. “Essas atrocidades não podem e não ficarão sem resposta”, diz ela no texto.

Segundo von der Leyen, as sanções impostas a Moscou até agora não são mera punição, mas sobretudo uma forma de sufocar as finanças russas e assim tentar dar fim à guerra. “Os quatro pacotes de sanções atingiram duramente e limitaram as opções políticas e econômicas do Kremlin. Estamos vendo resultados tangíveis”.

Esta quinta rodada de sanções tem seis pilares, sendo o primeiro deles o fim das importações de carvão russo pelo bloco, um negócio avaliado em 4 bilhões de euros anuais. “Isso cortará outra importante fonte de receita para a Rússia”, diz o documento.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fevereiro de 2019 (Foto: Wikimedia Commons)

O segundo item da lista é a exclusão de quatro bancos russos do mercado europeu. Entre eles está o VTB, segundo maior banco da Rússia. Somadas, as quatro instituições financeiras respondem por 23% do setor bancário no país, de acordo com o comunicado.

Embarcações russas ou operadas por entidades ou cidadãos russos também serão impedidas de acessar os portos europeus, sendo esta a terceira das seis medida. Serão admitidas algumas exceções: alimentos, ajuda humanitária e energia. Também está sendo estudada a possibilidade de banir as operações de transporte rodoviário tanto da Rússia quanto de Belarus.

De olho em um setor vulnerável da Rússia, a quarta sanção é a proibição das exportações de bens como computadores quânticos e semicondutores, totalizando 10 bilhões de euros em bens e serviços banidos. “Com isso, continuaremos a degradar a base tecnológica e a capacidade industrial da Rússia”, afirma o texto.

O quinto ponto do pacote de sanções visa a “cortar o fluxo de dinheiro da Rússia e seus oligarcas, em produtos da madeira ao cimento, dos frutos do mar ao licor”. Por fim, a UE vetou a “participação de empresas russas em contratos públicos nos Estados-Membros” e determinou a “exclusão de qualquer apoio financeiro, europeu ou nacional, a organismos públicos russos”.

Por que isso importa?

A escalada de tensão entre Rússia e Ucrânia, que culminou com a efetiva invasão russa ao país vizinho no dia 24 de fevereiro, remete à anexação da Crimeia pelos russos, em 2014, e à guerra em Donbass, que começou naquele mesmo ano e se estende até hoje.

O conflito armado no leste da Ucrânia opõe o governo central às forças separatistas das autodeclaradas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, que formam a região de Donbass e foram oficialmente reconhecidas como territórios independentes por Moscou. Foi o suporte aos separatistas que Putin usou como argumento para justificar a invasão, classificada por ele como uma “operação militar especial”.

“Tomei a decisão de uma operação militar especial”, disse Putin pouco depois das 6h de Moscou (0h de Brasília) de 24 de fevereiro, de acordo com o site independente The Moscow Times. Cerca de 30 minutos depois, as primeira explosões foram ouvidas em Kiev, capital ucraniana, e logo em seguida em Mariupol, no leste do país, segundo a agência AFP.

Desde o início da ofensiva, as forças da Rússia caminham para tentar dominar Kiev, que tem sido alvo de constantes bombardeios. O governo da Ucrânia e as nações ocidentais acusam Moscou de atacar inclusive alvos civis, como hospitais e escolas, o que pode ser caracterizado como crime de guerra ou contra a humanidade.

Fora do campo de batalha, o cenário é desfavorável à Rússia, que tem sido alvo de todo tipo de sanções. Além das esperadas punições financeiras impostas pelas principais potencias globais, que já começaram a sufocar a economia russa, o país tem se tornado um pária global. Representantes russos têm sido proibidos de participar de grandes eventos em setores como esporte, cinema e música.

De acordo com o presidente dos EUA, Joe Biden, as punições tendem a aumentar o isolamento da Rússia no mundo. “Ele não tem ideia do que está por vir”, disse o líder norte-americano, referindo-se ao presidente russo Vladimir Putin. “Putin está agora mais isolado do mundo do que jamais esteve”.

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Comissão Europeia anuncia mais uma rodada de sanções impostas à Rússia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou na terça-feira (5) uma quinta rodada de sanções impostas à Rússia pela União Europeia (UE) em função da invasão da Ucrânia. A decisão surge em meio à consternação global pelo massacre de Bucha, citado no comunicado oficial que serviu para divulgar as punições. “Essas atrocidades não podem e não ficarão sem resposta”, diz ela no texto.

Segundo von der Leyen, as sanções impostas a Moscou até agora não são mera punição, mas sobretudo uma forma de sufocar as finanças russas e assim tentar dar fim à guerra. “Os quatro pacotes de sanções atingiram duramente e limitaram as opções políticas e econômicas do Kremlin. Estamos vendo resultados tangíveis”.

Esta quinta rodada de sanções tem seis pilares, sendo o primeiro deles o fim das importações de carvão russo pelo bloco, um negócio avaliado em 4 bilhões de euros anuais. “Isso cortará outra importante fonte de receita para a Rússia”, diz o documento.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fevereiro de 2019 (Foto: Wikimedia Commons)

O segundo item da lista é a exclusão de quatro bancos russos do mercado europeu. Entre eles está o VTB, segundo maior banco da Rússia. Somadas, as quatro instituições financeiras respondem por 23% do setor bancário no país, de acordo com o comunicado.

Embarcações russas ou operadas por entidades ou cidadãos russos também serão impedidas de acessar os portos europeus, sendo esta a terceira das seis medida. Serão admitidas algumas exceções: alimentos, ajuda humanitária e energia. Também está sendo estudada a possibilidade de banir as operações de transporte rodoviário tanto da Rússia quanto de Belarus.

De olho em um setor vulnerável da Rússia, a quarta sanção é a proibição das exportações de bens como computadores quânticos e semicondutores, totalizando 10 bilhões de euros em bens e serviços banidos. “Com isso, continuaremos a degradar a base tecnológica e a capacidade industrial da Rússia”, afirma o texto.

O quinto ponto do pacote de sanções visa a “cortar o fluxo de dinheiro da Rússia e seus oligarcas, em produtos da madeira ao cimento, dos frutos do mar ao licor”. Por fim, a UE vetou a “participação de empresas russas em contratos públicos nos Estados-Membros” e determinou a “exclusão de qualquer apoio financeiro, europeu ou nacional, a organismos públicos russos”.

Por que isso importa?

A escalada de tensão entre Rússia e Ucrânia, que culminou com a efetiva invasão russa ao país vizinho no dia 24 de fevereiro, remete à anexação da Crimeia pelos russos, em 2014, e à guerra em Donbass, que começou naquele mesmo ano e se estende até hoje.

O conflito armado no leste da Ucrânia opõe o governo central às forças separatistas das autodeclaradas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, que formam a região de Donbass e foram oficialmente reconhecidas como territórios independentes por Moscou. Foi o suporte aos separatistas que Putin usou como argumento para justificar a invasão, classificada por ele como uma “operação militar especial”.

“Tomei a decisão de uma operação militar especial”, disse Putin pouco depois das 6h de Moscou (0h de Brasília) de 24 de fevereiro, de acordo com o site independente The Moscow Times. Cerca de 30 minutos depois, as primeira explosões foram ouvidas em Kiev, capital ucraniana, e logo em seguida em Mariupol, no leste do país, segundo a agência AFP.

Desde o início da ofensiva, as forças da Rússia caminham para tentar dominar Kiev, que tem sido alvo de constantes bombardeios. O governo da Ucrânia e as nações ocidentais acusam Moscou de atacar inclusive alvos civis, como hospitais e escolas, o que pode ser caracterizado como crime de guerra ou contra a humanidade.

Fora do campo de batalha, o cenário é desfavorável à Rússia, que tem sido alvo de todo tipo de sanções. Além das esperadas punições financeiras impostas pelas principais potencias globais, que já começaram a sufocar a economia russa, o país tem se tornado um pária global. Representantes russos têm sido proibidos de participar de grandes eventos em setores como esporte, cinema e música.

De acordo com o presidente dos EUA, Joe Biden, as punições tendem a aumentar o isolamento da Rússia no mundo. “Ele não tem ideia do que está por vir”, disse o líder norte-americano, referindo-se ao presidente russo Vladimir Putin. “Putin está agora mais isolado do mundo do que jamais esteve”.

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