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Como a guerra de Putin na Ucrânia pode se estender para a Transnístria?

Ataques evidenciam que a região separatista pró-Rússia na Moldávia corre o risco de ser arrastada para o conflito. Imagem de povoado na região da Transnístria, feita em 2021. A região, que faz fronteira com a Ucrânia, preserva símbolos soviéticos até hoje.
Sergei Gapon/ AFP
Três misteriosas explosões atingiram, nos últimos dias, alvos na Transnístria, uma região separatista pró-russa da Moldávia, na fronteira sul da Ucrânia. Com apenas cinco mil quilômetros quadrados e 470 mil habitantes, tornou-se foco de atenção e pode ser sugada para a guerra que Putin promove há dois meses na Ucrânia.
A independência proclamada em 1992, após a desintegração da URSS, não é oficialmente reconhecida por ninguém, nem mesmo pela Rússia, mas a região atua como um estado separado.
Preserva símbolos soviéticos, como a foice e o martelo na bandeira, a estátua de Lênin na entrada do Parlamento, assim como nomes de comunistas proeminentes em suas ruas.
Transnístria, região separatista da Moldávia, fica na fronteira da Ucrânia
Arte g1
Essa faixa estreita de terra tem governo, parlamento, moeda e polícia próprios e é sustentada pela Rússia, que fornece gás gratuito à região e mantém ali 1.500 soldados – o equivalente a um terço de suas forças armadas.
Não fossem os laços estreitos com Moscou, a Transnístria já teria sido inteiramente absorvida pela Moldávia, que se opõe claramente aos separatistas. Os ataques na região atingiram uma estação de rádio, a sede do Ministério de Segurança e uma base militar, num indício de que a guerra restrita ao território ucraniano pode se espalhar.
Separatistas e autoridades ucranianas se acusam mutuamente pela responsabilidade das explosões. A Rússia já admitiu o plano de criar um corredor de Donbass à Crimeia, para depois tomar o sul da Ucrânia e garantir, assim, o acesso à Transnístria. Mas, para assegurar o controle total do Sul, as forças russas teriam que conquistar Mykolaiv e Odessa, que ainda estão fortemente sob o domínio ucraniano.
A distância de apenas 80 quilômetros separa Chisnau, a capital da Moldávia, da Transnístria evidencia os temores sobre a extensão do conflito. Os tão propalados ataques de “bandeira falsa” poderiam facilmente servir de justificativa para uma ação militar russa.
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