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Conta de luz continua sem cobrança extra em maio, diz Aneel

Agência e Operador Nacional do Sistema Elétrico dizem que bandeiras amarela e vermelha, com custo adicional, não voltam em 2022. Bandeira verde está em vigor desde 16 de abril. A conta de luz continuará sem cobrança extra em maio, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (29).
A agência manteve acionada a bandeira tarifária verde, que não acrescenta custos à conta de luz com base no consumo de energia no mês.
Até 15 de abril, os consumidores vinham pagando um adicional de R$ 14,20 por 100 quilowatt-hora (KWh) consumidos no mês, porque estava em vigor a bandeira de escassez hídrica.
A única exceção eram as famílias inscritas na Tarifa Social de energia elétrica, que já estavam isentas de cobranças adicionais desde dezembro.
No início de abril, o presidente Jair Bolsonaro e o Ministério de Minas e Energia haviam anunciado que o fim do acionamento da bandeira de escassez hídrica seria antecipado para 16 de abril.
De acordo com a Aneel e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a bandeira verde deve permanecer acionada para todos os consumidores até o final de 2022. A depender do custo para a produção de energia, o adicional pode voltar a partir do ano que vem. Veja no vídeo abaixo:
Operador do Sistema Elétrico diz que setor prevê conta de luz sem taxa extra até o fim do ano
Maior consumo mensal desde 2004
O consumo nacional de energia elétrica em março foi o maior dos últimos 19 anos, de acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgados nesta sexta.
O valor chegou a 44.101 gigawatts-hora (GWh), recorde da série histórica iniciada em 2004.
Segundo a EPE, o avanço de 1,6% em relação a março do ano passado foi puxado pelo consumo do comércio e das residências, bem como da região Sul. Já o consumo por parte da indústria caiu 3% em relação a 2021.
Escassez hídrica
A bandeira de escassez hídrica é a mais cara do sistema e foi criada em setembro do ano passado para fazer frente aos custos adicionais para a produção de energia gerados pela crise hídrica.
Para compensar a queda na produção das usinas hidrelétricas, o governo teve que acionar usinas térmicas, mais caras e poluentes.
Porém, no início de abril o governo afirmou que o nível de chuvas nos últimos meses e a adoção de medidas emergenciais contribuíram para reduzir a contratação das termelétricas, o que permitiu acionar a bandeira verde antes do previsto.
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