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Duas Testemunhas de Jeová são julgadas e condenadas pela Justiça da Rússia

A Justiça da Rússia julgou e condenou dois cidadãos locais acusados de participação em atividades extremistas. O crime: eles frequentaram cultos religiosos das Testemunhas de Jeová, organização banida no país desde 2017. As informações são do grupo de direitos humanos OVD-Info.

Sergei Belousov foi julgado e condenado a três anos de prisão com a pena suspensa, o que o coloca em liberdade condicional. Ele também foi proibido de fazer postagens na internet por cinco anos, além de ficar proibido de sair de casa entre as 22h e as 18h e de comparecer a eventos religiosos e culturais.

Vitaly Ilinykh, por sua vez, foi condenado a dois anos de prisão, igualmente com a pena suspensa. A mãe dele, que teria se tornado uma fiel influenciada pelo filho, também foi investigada e sofreu um infarto e um AVC (acidente vascular cerebral) durante o processo.

Sede mundial das Testemunhas de Jeová, em Warwick, Nova York, nos EUA (Foto: divulgação)

Por que isso importa?

Há décadas as Testemunhas de Jeová são vistas com desconfiança na Rússia, onde a Igreja Ortodoxa dominante é importante aliada do presidente Vladimir Putin. Em 2017, a religião foi considerada “extremista” e banida no país.

Antes mesmo da proibição, as autoridades regionais já invadiam reuniões e prendiam sacerdotes, enquanto agentes do Estado coletavam evidências sobre o grupo. A repressão aos fieis apenas aumentou após o veto, com relatos frequentes de seguidores presos.

Entre as características mais marcantes das Testemunhas de Jeová estão a pregação de porta em porta, o estudo da Bíblia, a rejeição ao serviço militar e a recusa em celebrar feriados ou aniversários nacionais e religiosos.

Em 2015, 16 membros do grupo religioso foram acusados de extremismo depois que agentes se infiltraram e gravaram reuniões de oração em Taganrog, na região do mar de Azov. A partir de então, julgamentos em massa contra o grupo passaram a justificar prisões de congregações inteiras durante batidas policiais.

Já os primeiros relatos de tortura contra os fieis surgiram em 2019, quando membros de uma igreja de Surgut relataram choques elétricos e sufocamento em um interrogatório.

Desde 2017, mais de cem Testemunhas de Jeová foram condenadas por proselitismo. Cerca de 30 deverão ficar na prisão por até sete anos e meio. A perseguição fez com que boa parte dos cerca de 175 mil membros do grupo religioso deixassem o país.

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Duas Testemunhas de Jeová são julgadas e condenadas pela Justiça da Rússia

A Justiça da Rússia julgou e condenou dois cidadãos locais acusados de participação em atividades extremistas. O crime: eles frequentaram cultos religiosos das Testemunhas de Jeová, organização banida no país desde 2017. As informações são do grupo de direitos humanos OVD-Info.

Sergei Belousov foi julgado e condenado a três anos de prisão com a pena suspensa, o que o coloca em liberdade condicional. Ele também foi proibido de fazer postagens na internet por cinco anos, além de ficar proibido de sair de casa entre as 22h e as 18h e de comparecer a eventos religiosos e culturais.

Vitaly Ilinykh, por sua vez, foi condenado a dois anos de prisão, igualmente com a pena suspensa. A mãe dele, que teria se tornado uma fiel influenciada pelo filho, também foi investigada e sofreu um infarto e um AVC (acidente vascular cerebral) durante o processo.

Sede mundial das Testemunhas de Jeová, em Warwick, Nova York, nos EUA (Foto: divulgação)

Por que isso importa?

Há décadas as Testemunhas de Jeová são vistas com desconfiança na Rússia, onde a Igreja Ortodoxa dominante é importante aliada do presidente Vladimir Putin. Em 2017, a religião foi considerada “extremista” e banida no país.

Antes mesmo da proibição, as autoridades regionais já invadiam reuniões e prendiam sacerdotes, enquanto agentes do Estado coletavam evidências sobre o grupo. A repressão aos fieis apenas aumentou após o veto, com relatos frequentes de seguidores presos.

Entre as características mais marcantes das Testemunhas de Jeová estão a pregação de porta em porta, o estudo da Bíblia, a rejeição ao serviço militar e a recusa em celebrar feriados ou aniversários nacionais e religiosos.

Em 2015, 16 membros do grupo religioso foram acusados de extremismo depois que agentes se infiltraram e gravaram reuniões de oração em Taganrog, na região do mar de Azov. A partir de então, julgamentos em massa contra o grupo passaram a justificar prisões de congregações inteiras durante batidas policiais.

Já os primeiros relatos de tortura contra os fieis surgiram em 2019, quando membros de uma igreja de Surgut relataram choques elétricos e sufocamento em um interrogatório.

Desde 2017, mais de cem Testemunhas de Jeová foram condenadas por proselitismo. Cerca de 30 deverão ficar na prisão por até sete anos e meio. A perseguição fez com que boa parte dos cerca de 175 mil membros do grupo religioso deixassem o país.

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