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Na Etiópia, 373 são presos por violência contra muçulmanos

Pelo menos 20 muçulmanos morreram em uma região do país. Há uma disputa com cristãos ortodoxos por causa de um cemitério que fiéis das duas religiões reivindicam. Muçulmanos em Adis Abeba, na Etiópia, em 29 de abril de 2022
Amanuel Sileshi / AFP
Na Etiópia, 373 pessoas suspeitas de participar de atos de violência contra muçulmanos que ocorreram na terça-feira (26).
Pelo menos 20 pessoas morreram nos ataques na cidade de Gondar. O chefe do Departamento de Paz e Segurança da região de Amhara, Desalegn Tassew, não fez um balanço preciso do número de vítimas.
“Consideramos responsáveis ante a Justiça as forças de segurança e os dirigentes que não assumiram suas responsabilidades”, disse ele, sem dar mais detalhes.
Segundo o Conselho de Assuntos Muçulmanos da região de Amhara, as mortes ocorreram durante o funeral de um líder muçulmano na localidade de Gondar. Esses atos foram qualificados de “massacre cometido contra muçulmanos por extremistas cristãos”.
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Cristãos ortodoxos e muçulmanos reivindicam o cemitério onde ocorreu o enterro.
“Apesar das ações incessantes para tomar posse do cemitério de Cheij Elias, o lugar é, desde sempre, um cemitério muçulmano”, afirmou o Conselho em comunicado.
O cemitério está no limite entre uma mesquita e uma igreja ortodoxa, o que enfureceu alguns cristãos.
A região de Amhara é majoritariamente cristã ortodoxa, a religião mais importante da Etiópia (43% da população). Já os muçulmanos são 30% da população.
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