RÁDIO BPA

TV BPA

Presidente do México propõe reforma constitucional para reduzir número de legisladores

O plano de Andrés Manuel López Obrador também pretende criar um novo órgão de supervisão das eleições, cujos membros sejam eleitos por voto popular, além de reduzir o orçamento para tal entidade e para os partidos políticos. Andrés Manuel López Obrador em discurso em 28 de abril de 2022
Divulgação/Reuters
O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, fez uma proposta de reforma constitucional que prevê a redução do número de deputados e senadores. Prevê-se que a negociação no Congresso será complicada.
Compartilhar pelo WhatsApp
Compartilhar pelo Telegram
O plano dele é mudar também o órgão organizador das eleições e criar um outro em seu lugar, cujos membros sejam eleitos por voto popular, além de reduzir o orçamento para tal entidade e para os partidos políticos.
A iniciativa propõe eliminar os chamados legisladores “plurinominais”, que são designados a partir do voto obtido pelos partidos, passando dos atuais 500 para 300, e no Senado reduziria de 128 para 96.
Leia também
Por que o presidente do México pediu uma consulta popular que pode tirá-lo do poder?
Mexicanos decidem se presidente López Obrador continua o mandato até 2024
Mexicanos votam pela permanência de Lopez Obrador na presidência
O governo também propõe a extinção do Instituto Nacional Eleitoral (INE), assim como as entidades eleitorais para substituí-las pelo Instituto Nacional de Eleições e Consultas, que teria alcance nacional, e por um conselho diretor de sete membros no lugar dos 11 do INE.
Atualmente os conselheiros do órgão são eleitos pela Câmara de Deputados e seus mandatos são de nove anos.
López Obrador é um crítico do INE, ao qual acusa de ter acobertado fraudes quando disputou a presidência em 2006 e 2012, além de pontuar que é o órgão eleitoral “mais caro do mundo”.
“O que queremos é que haja uma autêntica e verdadeira democracia no país e que se acabe com as fraudes eleitorais”, afirmou o chefe do Executivo mexicano.
A iniciativa propõe também limitar a entrega de financiamento público aos partidos políticos para as campanhas eleitorais, eliminando o modelo atual de arrecadação, assim como a implementação do voto eletrônico.
Ela “busca baratear a democracia em nosso país”, disse Horacio Duarte, um dos responsáveis pela elaboração da proposta.
Meta difícil
A reforma, que modificaria 18 artigos constitucionais e acrescentaria sete provisórios, exige o voto de pelo menos dois terços dos deputados (334 de 500), ou seja, a “maioria qualificada”.
Esta é uma meta difícil para o partido no poder e seus aliados, que possuem 277 votos, e que terão que negociar o resto com os partidos da oposição, que já lhes viraram as costas na tentativa anterior de aprovar uma reforma constitucional do sistema eletrônico, no último dia 18 de abril.
Veja os vídeos mais assistidos do g1g1 > MundoRead More

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *