Dólar opera em alta, mas caminha para fechar maio com perda frente ao real
Na segunda-feira, a moeda norte-americana fechou em alta e voltou ao patamar de R$ 4,75. Notas de dólar
Reuters
O dólar abriu em alta nesta terça-feira (31), mas caminha para encerrar o mês de abril em queda frente ao real. O dia deve ser de volatilidade por conta do final do mês, enquanto ao redor do mundo prevalecem os temores sobre a inflação e possíveis altas nas taxas de juros nas principais economias.
Às 9h35, a moeda norte-americana subia 0,11%, vendida a R$ 4,7587. Veja mais cotações.
Na segunda-feira, o dólar fechou em alta de 0,33%, a R$ 4,7535. Com o resultado, passou a acumular recuo de 3,82% na parcial do mês. No ano, tem desvalorização de 14,73% frente ao real.
s
LEIA TAMBÉM:
Comercial x turismo: qual a diferença e por que o turismo é mais caro?
O que faz o dólar subir ou cair em relação ao real?
Qual o melhor momento para comprar?
Dinheiro ou cartão? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens?
Entenda o que faz o dólar subir ou descer
O que está mexendo com os mercados?
No exterior, o foco segue nos temores de desaceleração global em meio à inflação persistente e perspectiva de juros mais altos nas grandes economias.
A inflação na zona do euro bateu um novo recorde em maio, com uma taxa de 8,1% em ritmo anual, pressionada pelo impacto da guerra na Ucrânia sobre os preços da energia e dos alimentos.
“O bloco europeu tem sido o mais resistente em elevar os juros e retirar os estímulos, mesmo que isso signifique a maior inflação registrada desde a fundação da União Europeia, com o temor que a recessão possa ser pior do que a inflação”, observou Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, em relatório.
Os preços internacionais do petróleo subiam, com o barril de Brent sendo negociado acima de US$ 120, após líderes da União Europeia fecharem acordo para proibir a exportação de petróleo russo para o bloco de 27 países.
Por aqui, o IBGE divulgou mais cedo a taxa de desemprego no trimestre encerrado em abril: o indicador recuou para 10,5% – ainda na casa dos dois dígitos, e atingindo 11,3 milhões de brasileiros.
Na cena política, o Ministério de Minas e Energia (MME) pediu formalmente ao Ministério da Economia a inclusão da Petrobras na lista de estudos para uma possível privatização, em meio à disparada dos preços dos combustíveis e críticas à política de preços da Petrobras.
O anúncio ocorre em momento em que a Petrobras atravessa uma transição de comando, após Bolsonaro indicar na semana passada Caio Paes de Andrade para a terceira mudança no comando da empresa seu governo, diante de descontentamento do chefe do Executivo com a política de preços de combustíveis da estatal.
Pacheco diz que vai levar projeto que limita ICMS ao Plenáriog1 > EconomiaRead More