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Guterres pede ‘diálogo e cooperação’ em busca da paz e da segurança coletivas

Em sessão no Conselho de Segurança sobre manutenção da paz e segurança internacionais, o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, afirmou que “o caminho para a paz é forjado pelo diálogo e cooperação” e moldado por “um entendimento comum das ameaças e desafios”. 

Nos últimos dias, Guterres visitou Ucrânia, Turquia e Moldávia, onde avaliou os progressos da Iniciativa de Grãos do Mar Negro. Para ele, os avanços do acordo são um exemplo concreto de como o diálogo e a cooperação podem trazer esperança, mesmo em meio a um conflito.

O chefe da ONU pediu que esse compromisso seja aplicado à situação na Usina Nuclear de Zaporizhzhya, na Ucrânia, a maior da Europa. Guterres reforçou que as Nações Unidas têm as capacidades logísticas e de segurança para apoiar uma missão da AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica) ao local.

O secretário-geral também citou a ameaça nuclear, destacando a necessidade de acelerar os esforços durante a Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, este mês, em Nova York.

Secretário-geral da ONU, o português António Guterres (Foto: UN Photo/Evan Schneider)

Citando outros desafios globais para a manutenção da paz e segurança, Guterres afirmou que é necessário restabelecer um consenso global em torno da cooperação para garantir a segurança coletiva, o que inclui o trabalho da ONU.

Na opinião dele, o Conselho de Segurança representa uma parte vital do processo de paz e prevenção, mas o sistema de segurança coletiva de hoje está sendo testado como nunca. Guterres ressaltou que “a confiança é uma mercadoria em falta”.

Ele adicionou que diferenças persistentes entre as grandes potências do mundo, incluindo as com assento no Conselho de Segurança, continuam a limitar a capacidade de responder coletivamente.

Ao afirmar que é necessário revitalizar os pontos que evitam um conflito de escala global, ele falou de recomendações de seu relatório “Nossa Agenda Comum”. 

Além de explorar formas de mediação para acabar com os conflitos, o secretário-geral afirma que devem ser levadas em conta a prevenção e a construção da paz. Para ele, isso inclui fortalecer a previsão de ameaças futuras e antecipar a escalada de conflitos.

O líder da ONU reforçou, ainda, a necessidade de um novo contrato social que construa e fortaleça os laços de confiança entre as pessoas que habitam as mesmas fronteiras, bem como esforços conjuntos para reunir os países em torno da necessidade de reduzir os riscos decorrentes da guerra cibernética e das armas autônomas.

Por fim, ele voltou a pedir que mais esforços sejam feitos para eliminar todas as formas de ameaça nuclear. Guterres acredita que os países com armas nucleares devem ser os primeiros a se comprometer a não usar essas armas.

O secretário-geral encerrou sua participação lembrando aos representantes dos Estados-Membros sobre sua responsabilidade com o futuro da humanidade e pedindo engajamento nas ferramentas de paz: diálogo, diplomacia e confiança. 

Conteúdo adaptado do material publicado originalmente pela ONU News

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Guterres pede ‘diálogo e cooperação’ em busca da paz e da segurança coletivas

Em sessão no Conselho de Segurança sobre manutenção da paz e segurança internacionais, o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, afirmou que “o caminho para a paz é forjado pelo diálogo e cooperação” e moldado por “um entendimento comum das ameaças e desafios”. 

Nos últimos dias, Guterres visitou Ucrânia, Turquia e Moldávia, onde avaliou os progressos da Iniciativa de Grãos do Mar Negro. Para ele, os avanços do acordo são um exemplo concreto de como o diálogo e a cooperação podem trazer esperança, mesmo em meio a um conflito.

O chefe da ONU pediu que esse compromisso seja aplicado à situação na Usina Nuclear de Zaporizhzhya, na Ucrânia, a maior da Europa. Guterres reforçou que as Nações Unidas têm as capacidades logísticas e de segurança para apoiar uma missão da AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica) ao local.

O secretário-geral também citou a ameaça nuclear, destacando a necessidade de acelerar os esforços durante a Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, este mês, em Nova York.

Secretário-geral da ONU, o português António Guterres (Foto: UN Photo/Evan Schneider)

Citando outros desafios globais para a manutenção da paz e segurança, Guterres afirmou que é necessário restabelecer um consenso global em torno da cooperação para garantir a segurança coletiva, o que inclui o trabalho da ONU.

Na opinião dele, o Conselho de Segurança representa uma parte vital do processo de paz e prevenção, mas o sistema de segurança coletiva de hoje está sendo testado como nunca. Guterres ressaltou que “a confiança é uma mercadoria em falta”.

Ele adicionou que diferenças persistentes entre as grandes potências do mundo, incluindo as com assento no Conselho de Segurança, continuam a limitar a capacidade de responder coletivamente.

Ao afirmar que é necessário revitalizar os pontos que evitam um conflito de escala global, ele falou de recomendações de seu relatório “Nossa Agenda Comum”. 

Além de explorar formas de mediação para acabar com os conflitos, o secretário-geral afirma que devem ser levadas em conta a prevenção e a construção da paz. Para ele, isso inclui fortalecer a previsão de ameaças futuras e antecipar a escalada de conflitos.

O líder da ONU reforçou, ainda, a necessidade de um novo contrato social que construa e fortaleça os laços de confiança entre as pessoas que habitam as mesmas fronteiras, bem como esforços conjuntos para reunir os países em torno da necessidade de reduzir os riscos decorrentes da guerra cibernética e das armas autônomas.

Por fim, ele voltou a pedir que mais esforços sejam feitos para eliminar todas as formas de ameaça nuclear. Guterres acredita que os países com armas nucleares devem ser os primeiros a se comprometer a não usar essas armas.

O secretário-geral encerrou sua participação lembrando aos representantes dos Estados-Membros sobre sua responsabilidade com o futuro da humanidade e pedindo engajamento nas ferramentas de paz: diálogo, diplomacia e confiança. 

Conteúdo adaptado do material publicado originalmente pela ONU News

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