Vai chover? Veja quem pode ter vantagem com pista molhada no GP de São Paulo
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A chuva costuma ser um fator que mexe bastante com o andamento das corridas da Fórmula 1, e em São Paulo não é diferente. Os olhos dos pilotos e equipes já estão na previsão do tempo para este fim de semana, e há possibilidade de a corrida ser com pista molhada – a maior probabilidade é para o sábado, mas a precipitação não está descartada para o domingo.
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Mas se a água cair em Interlagos, quem leva mais vantagem? Para responder a essa pergunta, o ge revisitou as corridas com chuva de 2015 para cá – no Brasil e nas demais etapas.
Largada corrida do GP de São Paulo 2024 de F1
Reuters
Na atualidade, dois pilotos despontam como principais nomes quando o assunto é correr na chuva: os multicampeões Max Verstappen e Lewis Hamilton. Entre 2015 e 2025, 27 corridas tiveram chuva durante pelo menos uma parte da disputa ou iniciaram com pista molhada. Hamilton ganhou 11 dessas provas, e Verstappen triunfou em nove.
Mas apesar da fama, apenas duas das corridas em Interlagos neste período entram na contagem: 2016 e 2024. Na edição de 2016, Hamilton ganhou com a Mercedes, enquanto o jovem Verstappen chamou atenção pelo arrojo com a pista molhada e terminou em terceiro. Já em 2024, Max triunfou de forma surpreendente após largar em 17º – depois da prova, disse considerar aquela a melhor vitória de sua carreira.
Lewis Hamilton diante das arquibancadas de Interlagos durante o GP do Brasil de F1 2016
Clive Mason/Getty Images
Se por um lado há um equilíbrio no número de vitórias dos dois em corridas com chuva, Verstappen pode ser considerado o piloto com mais chances entre os dois, quando se leva em conta o histórico recente e as máquinas que os dois pilotam.
O piloto da RBR vem em uma crescente no campeonato de 2025 e voltou a lutar pelo título, o que parecia improvável após ficar 104 pontos atrás de Oscar Piastri ao término do GP da Holanda, no fim de agosto. Hamilton, por sua vez, só venceu a corrida sprint do GP da China e ainda não subiu ao pódio com a Ferrari aos domingos.
Além disso, dez das 11 vitórias de Hamilton na chuva no recorte de 2015 a 2025 aconteceram até 2021, quando a Mercedes tinha um carro, no mínimo, bastante competitivo. A exceção é o GP da Inglaterra de 2024, em que Lewis pilotou de forma consistente para ganhar pela nona vez em casa.
Por outro lado, oito dos nove triunfos de Verstappen na chuva aconteceram de 2021 para cá – o caótico GP da Alemanha de 2019 é o ponto fora da curva. Fato é que, independentemente das comparações, os dois devem torcer para que a água caia no circuito de Interlagos e embole as coisas – especialmente Hamilton, que tem lutado para acertar o carro da Ferrari.
Max Verstappen dirigindo sob forte chuva no GP de São Paulo de Fórmula 1
Clive Mason/Getty Images
E os pilotos da McLaren?
Norris e Piastri podem não ter números tão expressivos com pistas molhadas como Verstappen e Hamilton, mas não podem ser descartados. E um fato chama atenção na análise fria dos números: os pilotos da McLaren ganharam as três provas de 2025 realizadas com alguma influência da chuva.
No caótico GP da Austrália, Norris largou na frente e tinha Piastri e Verstappen logo atrás. Os três pilotos cometeram erros ao longo da prova – o mais grave deles de Piastri, que derrapou, parou por um bom tempo na grama e caiu para o fundo do pelotão. A chuva apertou nas voltas finais, e Max chegou a assumir a liderança após Norris entrar nos boxes.
Lando Norris no GP da Austrália
Clive Mason/Getty Images
Porém, a estratégia arriscada não deu certo, e o holandês teve que parar para colocar pneus intermediários. Com isso, Norris retomou a liderança e conseguiu ganhar a primeira corrida do ano.
Na Inglaterra, Norris largou em terceiro, atrás de Piastri e Verstappen. Contudo, um safety car e a relargada na volta 21 resolveram a vida do britânico: quando a bandeira verde foi acionada, Verstappen rodou e caiu para nono. O holandês reclamou de Piastri, que comandava a fila e teria desacelerado excessivamente – o que fez com que Max quase ultrapassasse o rival.
A direção de prova concordou com a visão de Verstappen e aplicou dez segundos de punição a Piastri, o que fez com que Norris assumisse a liderança para não soltar mais.
A terceira e última corrida do ano com pista (brevemente) molhada foi na Bélgica, mas o atraso de 1h20min fez com que a maior parte da prova transcorresse já com pista seca. No fim, Piastri foi o vencedor. De qualquer forma, o desempenho expressivo das McLarens na chuva é uma novidade: Norris e Piastri ainda não tinham vencido nessas condições até este ano.
Carros atrás do safety car no início do GP da Bélgica da F1 2025
Clive Rose – Formula 1/Formula 1 via Getty Images
Vai dar zebra?
Embora corridas caóticas sempre abram possibilidades de vencedores inusitados, a enorme maioria dos pilotos que ganharam nestas condições nos últimos anos pilotava por equipes que estavam em três das principais escuderias: RBR, McLaren e Mercedes. Nomes de peso, como George Russell e Charles Leclerc, não venceram neste cenário.
Esteban Ocon com troféu de segundo lugar no GP de São Paulo da F1 em 2024
Gongora/NurPhoto via Getty Images
De 2015 para cá, a única exceção entre as gigantes Esteban Ocon. Atualmente na Haas, o piloto francês conquistou a vitória com a Alpine no GP da Hungria de 2021, que começou com pista molhada e terminou seco. Aliás, Ocon costuma se dar bem na chuva: três dos quatro pódios da carreira do piloto de 29 anos aconteceram nessas condições – os outros dois foram em Mônaco (2023) e em São Paulo, no ano passado.
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