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Cinco países da Otan lançam iniciativa para produzir drones de baixo custo em até um ano

Cinco países da Otan lançam iniciativa para produzir drones de baixo custo em até um ano

A Alemanha, França, Itália, Polônia e Reino Unido anunciaram o lançamento de uma iniciativa conjunta para desenvolver e produzir drones autônomos de baixo custo no prazo de até um ano. A medida foi confirmada após reunião ministerial em Cracóvia e integra um esforço estratégico da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para reforçar a defesa aérea europeia. As informações são do Politico.

O projeto foi batizado de Low-Cost Effectors and Autonomous Platforms (LEAP, “Sistemas de ataque de baixo custo e plataformas autônomas”, em tradução livre) e será conduzido pelos ministros da Defesa do chamado grupo E5. A proposta é criar soluções mais baratas e eficientes para neutralizar ameaças aéreas, especialmente diante do uso crescente de drones e mísseis de menor custo em cenários de conflito.

Drone RQ-4D da Otan, apelidado de “Fênix” (Foto: WikiCommons)

Segundo o vice-ministro da Defesa do Reino Unido, Luke Pollard, o objetivo é alinhar o custo da defesa ao custo das ameaças enfrentadas. A aliança tem sido criticada por empregar caças multimilionários para interceptar drones avaliados em poucos milhares de dólares.

A iniciativa surge após uma série de episódios envolvendo incursões aéreas próximas ao território da Aliança Atlântica, incluindo movimentações sobre a Estônia e registros no espaço aéreo da Polônia. Embora as ameaças tenham sido neutralizadas, o debate sobre eficiência e custo operacional ganhou força dentro da aliança.

O programa também ocorre em meio à pressão política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que países europeus assumam maior responsabilidade por sua própria defesa. O ministro da Defesa polonês, Władysław Kosiniak-Kamysz, afirmou que a Europa está motivada a avançar em autonomia estratégica.

Especialistas avaliam que o LEAP pode acelerar a modernização militar europeia e ampliar a capacidade de resposta a ameaças híbridas e ataques de baixo custo, que têm se tornado cada vez mais frequentes nos conflitos contemporâneos.

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