O que se sabe sobre os ataques contra bases aéreas dentro do território da Rússia

Explosões misteriosas atingiram duas bases aéreas russas nesta semana. A série de ataques de drones no interior do país, registrados na segunda (5) e na terça-feira (6), segundo a mídia estatal local, matou três pessoas e deixou seis feridas após a explosão de um caminhão de combustível. Pelo menos dois aviões teriam sido danificados. Como a Ucrânia teria conseguido? O que se sabe até agora? As informações são da rede CNN.

Segundo autoridades russas, todos os três ataques foram contra a infraestrutura militar. O primeiro atingiu um aeródromo perto da cidade de Ryazan, distante cerca de 200 quilômetros a sudeste de Moscou.

Já o segundo drone chegou até a cidade de Engels, cerca de 800 quilômetros a sudeste da capital, antes de atacar uma base aérea com o mesmo nome. O último foi registrado em um aeródromo na região de Kursk, na fronteira com a Ucrânia. Segundo o governador regional Roman Starovoit, um petroleiro pegou fogo após a ofensiva. Não houve vítimas.

Lançadores de mísseis em base russa (Foto: Facebook/mod.mil.rus)

O Ministério da Defesa da Rússia apontou o dedo para a Ucrânia. A agência estatal de notícias RIA Novosti publicou um comunicado em que a pasta afirma ter interceptado os ataques fazendo uso de suas defesas aéreas.

“Na manhã de 5 de dezembro, o regime (Kiev), a fim de desativar aeronaves russas de longo alcance, tentou atacar com veículos aéreos não tripulados (drones) de fabricação soviética os aeródromos militares de Diaghilevo, na região de Ryazan, e Engels, na região de Saratov”, descreve o comunicado.

A Ucrânia não comentou as explosões. Oficialmente, os alvos estão muito além do alcance dos drones declarados do país. Na terça-feira, entretanto, o conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak, pelo Twitter, publicou uma mensagem enigmática, sugerindo que Kiev estaria por trás dos ataques.

“A Terra é redonda – descoberta feita por Galileu. A astronomia não foi estudada no Kremlin, dando preferência aos astrólogos da corte. Se fosse, eles saberiam: se algo for lançado no espaço aéreo de outros países, mais cedo ou mais tarde objetos voadores desconhecidos retornarão ao ponto de partida”, disse ele.

The Earth is round – discovery made by Galileo. Astronomy was not studied in Kremlin, giving preference to court astrologers. If it was, they would know: if something is launched into other countries’ airspace, sooner or later unknown flying objects will return to departure point

— Михайло Подоляк (@Podolyak_M) December 5, 2022

Especulações dão conta de que Kiev teria desenvolvido um drone de ataque com um surpreendente alcance de mil quilômetros. No final de novembro, um soldado ucraniano disse que a arma já havia sido usada contra os militares russos. 

Caso se confirme, de acordo com o jornal britânico Guardian, “isso significa que grande parte da Rússia europeia está agora ao alcance”. Diante desse cenário, a publicação ainda diz que “a vantagem assimétrica que Moscou desfrutou neste ano – a capacidade de lançar mísseis de cruzeiro com segurança do interior da própria Rússia – está ameaçada”.

Kiev não reconhece que acrescentou esses drones à sua capacidade bélica. Porém, o fabricante de armas estatal ucraniano Ukroboronprom sinalizou diversas vezes nas últimas semanas que estava prestes a concluir o trabalho de “um novo drone de longo alcance”.

No sábado (3), a agência de notícias estatal Ukrinform, ao citar a porta-voz da empresa, Natalia Sad, disse que “várias etapas de testes bem-sucedidos foram concluídas”.

No entanto, não há confirmação pública de que o drone em questão tenha sido preparado para ser implantado ou mesmo tenha sido usado nas explosões em território russo.

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