Eberlin diz que Ponte está na “UTI”, mas aposta em melhora: “2026 será diferente”
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O presidente Marco Antonio Eberlin fez um balanço dos quatro anos à frente da Ponte Preta e admitiu as dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube. Em entrevista à rádio CBN Campinas, o dirigente afirmou que a Ponte ainda vive uma fase delicada, mas acredita em avanços a partir de 2026 – mesmo sem saber se continuará no comando.
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– A Ponte está na UTI, estava entubada no último ano e acredito que no próximo vai para o quarto de recuperação. Essa é a analogia para dizer que todo mundo precisa mudar. O caminho para resolver é longo e será feito através da organização – afirmou Eberlin.
Presidente da Ponte Preta, Marco Antonio Eberlin
Oscar Herculano/ EPTV
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O presidente integra a chapa “77”, única registrada para o pleito, mas a definição sobre quem ocupará a cadeira presidencial será tomada apenas após o dia 20. O ge apurou que Eberlin ainda é uma possibilidade forte para permanecer no cargo, embora outros nomes, como Luiz Torrano, também sejam cogitados nos bastidores.
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Durante a entrevista, Eberlin reforçou que o clube ainda sente os impactos de gestões anteriores, mas acredita que o cenário será gradualmente revertido.
– Quando a bola entra, não está tudo certo. Quando a bola não entra, também não está tudo errado. A gente trabalha para deixar a Ponte o mais saudável possível nos próximos anos.
– Isso não vai ocorrer imediatamente em 2026. Talvez as coisas comecem a melhorar definitivamente em 2034. Até lá todos os anos serão de reconstrução. O torcedor vai precisar de paciência, porque isso exige equilíbrio – disse.
Estádio Moisés Lucarelli, casa da Ponte Preta
Júlio Cesar Costa/ PontePress
O dirigente ainda destacou o desafio de manter o time competitivo diante da supervalorização do mercado e projetou um futuro de austeridade.
– Não podemos prometer um time extremamente caro porque o clube está debilitado financeiramente. O que eu enfrentei em quatro anos não é 10% do que esperava. O futebol brasileiro está se tornando inviável. Vamos precisar arrumar a casa e usar da criatividade para competir – completou.
Autocrítica e balanço da gestão
Eberlin reconheceu erros ao longo da gestão, especialmente nas mudanças constantes de elenco e na falta de aproveitamento da base.
– A troca constante de elenco foi um dos erros. No passado eu mantive a mesma base por cinco ou seis temporadas, mas aqui não consegui repetir isso. Cheguei em 2022 com um elenco fraco, sem jogadores formados no clube, e precisei contratar em massa. Isso ficou inviável. A Ponte precisa voltar a revelar atletas – avaliou.
Eberlin Ponte Preta
Reprodução/EPTV
O presidente também fez autocrítica sobre decisões técnicas e admitiu arrependimento por não ter demitido o técnico Alberto Valentim após a goleada sofrida para o Brusque, além de destacar o peso dos rebaixamentos recentes.
– Sei que tenho muitas coisas que não consegui atingir como gostaria. O rebaixamento no Paulistão era difícil de evitar, mas o da Série B foi o meu maior erro. Ainda assim, conseguimos dar a volta por cima nas duas ocasiões, com títulos e melhorias estruturais – apontou.
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Entre os pontos positivos, Eberlin citou obras no CT e no Moisés Lucarelli, como pintura, iluminação, telão e a criação do alojamento para o sub-20.
– Conseguimos melhorar muito a estrutura nos últimos anos. Fizemos um trabalho de base para o futuro – ressaltou.
O futuro, porém, ainda é incerto. Eberlin evita cravar se continuará na presidência, mas garante que seguirá à disposição da Ponte.
– Ainda não sei qual papel vou ter. Isso será definido apenas no dia 30. Temos nomes competentes e estarei sempre à disposição para ajudar a Ponte Preta – concluiu. geRead More


