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Diretor do Novorizontino faz balanço da Série B e vê clube no “caminho certo” por acesso

Diretor do Novorizontino faz balanço da Série B e vê clube no “caminho certo” por acesso

O diretor de futebol do Novorizontino, Michel Alves, fez um balanço da temporada – e, em especial, da Série B – do clube após a despedida de 2025 com a vitória por 3 a 0 sobre o CRB, no último sábado.
O Tigre chegou à última rodada da competição sem chances de acesso, ficando entre os primeiros colocados, mas fora do G-4 pelo terceiro ano consecutivo. Questionado sobre possíveis erros ou arrependimentos no planejamento e execução do clube, o dirigente negou.
– De pronto, não faria nada diferente. Quando começamos a montagem do elenco, falava-se que o Novorizontino não tinha meia. Fomos lá, com muito esforço para vencer muitas equipes, e trouxemos (Matheus Frizzo). Atacantes nós tivemos todo tipo de característica. Tivemos um índice de lesões baixo. Quando fizemos a mudança de comando e trouxemos o Umberto (Louzer), ele fez 36 pontos no primeiro turno. É muito ponto. Somos a equipe com o menor número de derrotas e brigamos novamente até o fim. O “se” não acontece no futebol.
– Não vejo como se tivéssemos que corrigir alguma coisa. Acho que fizemos aquilo que deveria ser feito naquele momento. Tem decisões que precisam ser tomadas no momento, e é preciso coragem para tomar.
Michel Alves, diretor de futebol do Novorizontino
Higor Basso/Novorizontino
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A troca de comando às vésperas do início da Série B foi tema recorrente na entrevista de Michel Alves. O clube demitiu Eduardo Baptista – que estava há mais de dois anos no cargo – e anunciou Louzer três dias antes de estrear na competição.
Com Louzer, o Tigre virou o primeiro turno na terceira colocação, mas ele acabou demitido em meio à uma sequência negativa que veio logo em seguida. Para o diretor de futebol, a troca foi um “movimento normal” dentro do futebol.
– Quando fizemos a mudança do Eduardo, que junto com todos fez um belíssimo trabalho, porque aqui ninguém trabalha sozinho, um movimento normal no futebol, e trazemos o Umberto, se falou muito que eu trouxe meu amigo. Isso é temerário de tal forma que não tem sentido. Nós trouxemos um campeão brasileiro, um cara com experiência e foi isso que buscamos. Não tem amigo. Se for meu amigo e competente, melhor. Mas não existe amigo, existem profissionais competentes para entregar aquilo que o clube necessita e planejou.
– No momento em que entendemos que, com o Umberto as coisas não estavam dentro daquilo que alinhamos, fizemos o movimento do Enderson (Moreira, atual técnico). Trouxemos um treinador tricampeão da divisão. Existe um trabalho muito sério aqui, e trabalhamos para executar em um nível de excelência. Não é por acaso que estamos há três anos brigando na parte de cima e crescendo como clube.
Troca de Eduardo Baptista por Umberto Louzer foi assunto recorrente na entrevista do diretor
Higor Basso/Novorizontino
Michel Alves também citou a ascensão do Novorizontino nos últimos anos e falou em não olhar pela perspectiva que “diminui” o trabalho feito no clube.
– Nós temos um CT com uma estrutura que vem melhorando a cada dia, em termos de competições, nos últimos três anos disputamos mais de 150 partidas com mais de 50% de vitórias. Não quero olhar sempre para um lado que diminui o trabalho feito por todos os profissionais que aqui estão. O Novorizontino tem muita gente séria, competente que vive o clube e que também sofre porque queria o acesso.
– A impressão é de que estamos no caminho certo e temos de fazer ajustes. Todos queriam o acesso e estamos muito perto. Fizemos um Campeonato Paulista muito consistente, voltamos a disputar a Copa do Brasil. Hoje, o valor do clube externamente é muito forte. Julga-se muito o resultado, então, se não ganhou, você não tem valor. Pelo contrário, e quem trabalha aqui sabe muito disso. geRead More