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Mirassol coroa campanha histórica com resiliência em São Januário

Mirassol coroa campanha histórica com resiliência em São Januário

Uma das trajetórias recentes mais fascinantes do futebol brasileiro teve um glorioso desfecho na noite desta terça-feira. Mesmo sem repetir o nível de atuação de seus melhores jogos no campeonato, o Mirassol bateu o Vasco por 2×0 e está matematicamente classificado para a fase de grupos da Libertadores 2026. Surpresa na escalação, Renato Marques abriu o placar do triunfo.
O Cruzmaltino teve dois momentos claros de domínio. Até os 30 minutos do 1º tempo, quando conseguiu boas pressões na saída de bola adversária, mas terminou mal os ataques. E até os 20′ da 2ª etapa, quando conseguiu finalizar com perigo, mas parou em um eficaz Walter. O Mirassol foi mais certeiro. Arrematou menos. Teve, no entanto, frieza e organização para vencer.
Escalações
Fernando Diniz repetiu a mesma equipe que bateu o Internacional na última sexta-feira. Thiago Mendes e Cauan Barros foram os volantes. A inversão de lado entre Nuno Moreira e Andrés Gómez foi mantida.
Rafael Guanaes contou com o retorno de Jemmes na defesa. Optou por Shaylon pela direita e Renato Marques no centro do ataque. Gabriel e Carlos Eduardo foram para o banco. Neto Moura recuperou espaço como primeiro homem de meio-campo e José Aldo saiu. Na lateral-esquerda, Reinaldo seria o titular, mas voltou a sentir no aquecimento e deu lugar a Felipe Jonatan.
Como Vasco e Mirassol iniciaram o duelo válido pela 37ª rodada do Brasileirão 2025
Rodrigo Coutinho
O jogo
Um 1º tempo de boas intenções nos dois times, mas cheio de falhas na hora de terminar os ataques e dificuldade de controlar as ações com a bola perto da área rival. Assim foi a metade inicial da partida no pesado gramado de São Januário. O Mirassol terminou com mais finalizações, mas a que levou maior perigo saiu dos pés de Rayan. Walter fez boa defesa em chute forte do atacante de fora da área.
O Vasco buscou marcar com bastante intensidade a saída de bola do Mirassol. Basicamente fazia isso forma individual, tentando forçar erros. O time do interior paulista se mexia para gerar linhas de passe aos zagueiros e ao goleiro Walter, mas o comportamento agressivo e a compactação carioca dificultaram a progressão regular com a bola de pé em pé.
É verdade, no entanto, que o Leão não cometeu tantos erros que geraram lances de perigo ao Cruzmaltino. Quando perdia a posse, mostrava alta capacidade de proteção da área com os seguros João Victor e Jemmes. O Vasco também se precipitou ao tomar algumas decisões e pecou tecnicamente. Gómez foi o maior retrato disso.
Aliás a dificuldade para se adaptar ao gramado após a forte chuva que caiu antes da bola rolar foi grande nos dois lados. O Mirassol conseguiu obter mais avanços diante da boa marcação adiantada do Vasco depois dos 30 minutos. Guanaes trouxe Shaylon para o centro do campo e fez Negueba partir do lado direito. As opções de passe aumentaram e a ”pegada” defensiva do Cruzmaltino caiu.
Robert Renan protege a bola em partida contra o Mirassol
André Durão
Renato Marques conseguiu finalizar quatro vezes nos últimos 20 minutos do 1º tempo. Uma delas com muito perigo, aproveitando erros de Nuno Moreira e Thiago Mendes na construção vascaína. Em outra, chegou a tentar uma bicicleta para arrematar cruzamento de Lucas Ramon. Negueba, Alesson, Danielzinho e Shalon subiram de produção. Os laterais mantiveram-se seguros na defesa.
O Vasco ganhou mais precisão ao atacar na 2ª etapa. Conseguiu boas finalizações com Andrés Gómez, Philippe Coutinho e Paulo Henrique da entrada da área. Walter mostrou muita segurança e velocidade de reação. O time da casa encontrou espaços com mais facilidade em relação ao 1º tempo. A marcação visitante perdeu intensidade após o intervalo.
Guanaes começou a trocar aos 17 minutos. Tirou Shaylon e Alesson. Guilherme Marques e Carlos Eduardo entraram. Logo depois, Yago Felipe substituiu Neto Moura. No Vasco, Lucas Piton saiu sentindo o joelho e cedeu espaço a Puma Rodriguez. A sucessão de mexidas e o longo tempo de atendimento a Piton mudaram o cenário da partida, e o Mirassol aproveitou.
Conseguiu encaixar algumas posses de bola mais duradouras, ajustou novamente a marcação. Chegou ao gol em bola retomada por Lucas Ramon pela direita. Ele se antecipou a Gómez após corte de cabeça de Puma Rodriguez e tocou para Guilherme servir Carlos Eduardo em profundidade. O atacante cruzou rasteiro e Renato Marques bateu de canhota ao explorar as costas de Cuesta.
Rayan em Vasco x Mirassol, no Brasileirão 2025
André Durão
Diniz tirou os apagados Thiago Mendes e Nuno Moreira. Tchê Tchê e David entraram. Na sequência, já aos 34 minutos, lançou Vegetti. Gómez saiu. O Vasco teria mais preenchimento na área e usaria as bolas aéreas para finalizar os ataques, já pressionava em busca disso. A resposta visitante foi a entrada do zagueiro grandalhão Luiz Otávio no lugar do atacante Negueba. Passou ao 5-4-1.
No ataque, Cristian Renato substituiu Renato Marques. Rayan e Vegetti ficaram mais fixos na área. O centroavante argentino escorou um cruzamento de Robert Renan aos 42′, mas David perdeu grande chance ao bater firme à esquerda da meta. Muito expostos aos rápidos contra-ataques do Leão, os donos da casa receberam o golpe de misericórcia nos acréscimos.
Carlos Eduardo iniciou um ataque rápido que contou com as participações de Lucas Ramon e Cristian Renato, recebeu diante de Léo Jardim, driblou o goleiro, e deu números finais ao jogo que ficará marcado na história do centenário Mirassol. geRead More