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Boto diz que renovação de Filipe Luís com o Flamengo pode sair a qualquer momento: “Mais um ano aqui vai fazer bem”

Boto diz que renovação de Filipe Luís com o Flamengo pode sair a qualquer momento: “Mais um ano aqui vai fazer bem”

Diretor esportivo do Flamengo, José Boto conversa com a ge tv após título brasileiro
O diretor de futebol José Boto disse que a renovação de Filipe Luís com o Flamengo pode sair a qualquer momento. O português afirmou que o treinador está preparado para treinar uma equipe na Europa, mas opinou que mais um ano ao técnico no Brasil fará bem a Filipe.
— Eu e Filipe entramos às 8h da manhã e saímos 8h da noite. Isso, durante o ano, dá muitas horas de conversa. Muito trabalho, mas muitas horas de conversa. Filipe é muito preparado, preparado para voos na Europa, mas penso que mais um ano aqui vai fazer bem a ele.
— Pode sair a qualquer momento (a renovação) — completou.
Boto diz que renovação de Filipe Luís pode sair a qualquer momento
Reprodução
Ao ser perguntado sobre o planejamento do Flamengo para 2025, que contou basicamente com três zagueiros durante toda a temporada, José Boto afirmou que o clube correu “um risco controlado”. Ele disse que a direção optou por investir mais dinheiro em outras posições.
— Os elencos nunca são perfeitos, nem para vocês, nem nós. Mas o que temos que fazer e vocês não é ter opções. O dinheiro não é infinito. Temos que escolher e ter riscos. Foi isso que fizemos. Foi um risco controlado, principalmente em relação aos zagueiros. No ataque, não foi tanto assim. Tínhamos o Pedro, o Arrascaeta, o Plata, o Juninho, que vocês não veem como atacante, mas o treinador vê. Tem o Wallace Yan. São cinco atacantes. Com as características do Pedro, não tínhamos. Mas queríamos jogadores de diferentes características.
— Com os zagueiros, é verdade. Havia essa brecha. Mas confiávamos muito no João. Foi lançado em uma altura complicada. Mas foi um risco que corremos para ter mais dinheiro para outras posições. Não deixamos de ter razão, já que os resultados tivemos.
Filipe Luís e José Boto no CT do Flamengo
Adriano Fontes / Flamengo
Para o ano que vem, Boto citou a busca por mais um zagueiro no mercado de transferências e disse que há outras posições que o planejamento é ter outros tipos de funções.
— Pode ser. Mais um zagueiro, mas há outras posições que queremos ter outros tipos de funções. O mercado é muito volátil. A pior coisa que há para quem tem que construir um elenco é perder para fora. Temos este, este e este, e de repente perdemos um jogador porque alguém comprou a cláusula. Temos que estar preparados para isso. Temos uma ideia, mas não sabemos.
Boto afirmou que o mais difícil em seu primeiro ano no Flamengo foi blindar as pressões externas, de torcida e imprensa, sobre o planejamento do clube. Ele disse que a janela estará aberta com o Brasileirão andando, após a mudança do calendário, e afirmou que os jogadores terão férias até o dia 7 de janeiro.
— O mais difícil foi a emoção que os brasileiros vivem o futebol. Muitas vezes interfere na gestão de um clube. Não deixar isso entrar dentro do clube é a coisa mais difícil.
— As janelas não mudam (de data). A janela vai estar aberta com o campeonato andando. Como nós gostamos de ter tudo preparado para o início da temporada, é realmente termos um tempo mais curto para fazer isso. A primeira rodada é 28 de janeiro. Temos que dar férias porque eles merecem e precisam. Teremos um período curto de preparação. Se Deus quiser, teremos ter até o dia 17 competindo. E dia 7 ou 8 temos que voltar para começar a temporada.
Boto pediu mais confiança da torcida para 2026:
— Recado é para a torcida confiar um pouco mais no nosso trabalho. Sabemos o que queremos, como fizemos no mercado no meio do ano, mas não nos vamos precipitar para só manter a torcida contente. Vamos fazer aquilo que queremos pegar, não só para agradar à torcida. Eu disse quando cheguei que queria a torcida contente em dezembro, não apenas em janeiro. Está contente, né? Confiem um pouco em nós.
Veja outros trechos da entrevista
Dificuldades no Brasil
— No futebol é sempre tudo fácil, não é? É fácil jogar, é fácil treinar, é fácil gerir, não é? Normalmente quem diz isso nunca fez. É sempre difícil gerir um clube, seja lá onde for, mas aqui no Brasil há uma carga emocional que interfere e entra dentro dos clubes. Quando toda a parte emocional que vocês vivem o futebol – e isso não é uma crítica, é até bom em alguns momentos -, quando isso entra dentro dos clubes temos que pensar, travar as coisas, arranjar formas para que isso não afete nosso planejamento. Essa foi a maior dificuldade que tive.
Planejamento
— Já estamos há algum tempo pensando no ano que vem. Temos as coisas que queremos para o ano bem definidas. Não estão avançadas porque não era o momento de avançar com isso, mas a partir de amanhã já começaremos a avançar. No timing que queremos, as coisas que nós queremos. Que a torcida tenha confiança em nós, principalmente em mim e no Filipe para montarmos um elenco ainda mais forte do que fizemos esse ano.
Grandes mudanças em 2026?
— Não, em princípio não (teremos grandes mudanças). Um time que se comporta como este e ganha o que ganha, mostra ainda uma saúde muito grande, não há de se ter grandes revoluções, apenas alguns pequenos ajustes.
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