Presidente do Inter faz autocrítica, admite erros e prevê 2026 difícil: “Ano de recuperação”
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O presidente do Inter, Alessandro Barcellos, admitiu erros de avaliação da direção em 2025 e apontou isso como um dos fatores para o momento vivido pelo clube no Campeonato Brasileiro, com a briga contra o rebaixamento até a última rodada.
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A declaração ocorreu em entrevista coletiva nesta sexta-feira, quase uma semana após o time escapar do rebaixamento na última rodada do Brasileirão. Barcellos reconheceu que a análise do elenco não foi precisa. E que a decisão de investir pouco para evitar um maior endividamento, além da redução da folha, teve peso. A análise, no entanto, era que o Inter não correria riscos de ser rebaixado.
– Tínhamos a necessidade de redução da folha, já tínhamos orientação do Conselho Fiscal de um cuidado com endividamento, e tomamos a decisão, entendendo que não traria esses riscos que corremos no final do ano. Temos que reconhecer que erramos na montagem do equilíbrio do grupo, em termos técnico, físico e mental. A formação do grupo tem carências importantes. Quando a gente percebe todas essas questões já não tinha mais janela – afirmou Barcellos.
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O dirigente avaliou que o clube cumpriu as metas do primeiro semestre, mas não conseguiu manter o desempenho. Ele também citou o impacto financeiro como um dos motivos para a queda de rendimento na reta final do campeonato.
Vai ser um ano de recuperação, não vamos prometer títulos. Vamos prometer muito trabalho.”
– Nós precisamos fazer uma reestruturação financeira. É o desafio. Porque vai ser um momento, e eu quero deixar claro isso agora, vai ser um ano de recuperação. Não vamos prometer títulos, vamos prometer muito trabalho, isso eu conversei muito com a Abel. Vamos prometer um esforço enorme na montagem de uma equipe buscando suprir carências que a gente entende que existem. A gente não vai ficar gerando expectativas porque a gente precisa trabalhar com muita seriedade em uma reestruturação financeira, em termos de capacidade de recuperação de credibilidade no mercado.
Alessandro Barcellos, presidente do Inter
Esther Fischborn
Questionado sobre a possibilidade de renúncia, Barcellos descartou deixar o cargo antes do fim do mandato, que acaba no fim de 2026. O presidente reforçou que mudanças fora do processo eleitoral podem gerar instabilidade.
– Página virada, olhar pra frente. Temos um desafio de um ano de gestão ainda, portanto responsabilidade com o clube… – disse.
– Existem regras, existem caminhos. É perigoso quando a gente navega num caminho diferente. Gera instabilidade, isso é ruim para o mercado, para as relações, para os jogadores que estamos conversando – completou.
A eleição para a presidência do Inter está prevista para novembro de 2026. Até lá, Barcellos promete ajustes na condução do futebol.
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