Bruninha vive recomeço no Maringá Vôlei após três anos de suspensão por doping
Bruninha vive recomeço no Maringá e sonha com a seleção
Depois de três anos longe das quadras, Bruninha vive um recomeço no Maringá. Aos 30 anos, a levantadora voltou a jogar ao fim de uma longa suspensão por doping e inicia um novo ciclo, após a carreira ter sido interrompida no melhor momento.
Em 2022, Bruninha era capitã do Fluminense, já tinha no currículo o titulo da Superliga e o vice do Mundial, ambos com o Minas, e alimentava o sonho de chegar à seleção brasileira. Porém, esse caminho foi interrompido.
A levantadora foi punida pela ABCD (Autoridade Brasileira de Controle Antidopagem). O exame apontou a presença de clenbuterol, que auxilia a perda de peso, oxandrolana, que ajuda no ganho de massa muscular, além de metabólitos. Foram três anos de suspensão.
– Eu tive uma gripe muito forte em dezembro [de 2021], no começo do mês. Ia tomar uma substância proibida por 10 dias por conta… Ninguém sabia, nenhum médico do clube, ninguém, nem minha esposa sabia. O antidoping bateu lá, e foi assim que aconteceu – contou Bruninha.
Bruna assumiu ter usado oxandrolona. A confissão fez com que a suspensão fosse reduzida, mas, ainda assim, ela precisou se adaptar a uma vida fora das quadras.
– Desde o começo, eu falei: não posso ficar três anos esperando eu voltar a jogar. Decidi que ia estudar. A Flávia, minha esposa, lá no Rio, estava muito bem como personal, ela tinha fila de espera. Assim que me formei, peguei os alunos dela e enchi minha agenda também – disse Bruninha.
– No momento em que terminou minha suspensão, eu podia escolher voltar ou não a jogar vôlei. Óbvio que eu não via a hora de voltar, eu sou obstinada e apaixonada por isso – prosseguiu.
Bruninha em ação pelo Maringá Vôlei
Hedgard Moraes/Minas Tênis Clube
Retorno às quadras
Bruninha voltou a ser contratada pelo Fluminense e teve o primeiro jogo pós-suspensão em janeiro de 2025, quando chegou ao fim a punição.
A levantadora foi contratada pelo Maringá em julho para ser a levantadora da equipe na temporada 2025/26 da Superliga Feminina. A indicação foi feita pelo técnico Aldori Galdêncio, que já a conhecia desde o começo da carreira dela.
Em quadra, Bruninha vai buscando ajudar o time no objetivo de alcançar novamente os playoffs e tem acumulado bons números individuais. Em 10 rodadas, ela é a quinta com mais pontos de saque na Superliga (10 ao todo) e oitava em eficiência nesse quesito (34,5%).
Bruninha (número 2) comemora ponto do Maringá Vôlei
Cristiano Trindade/@cf.fotosimagem/Sancor Maringá Vôlei
Em cada jogo, Bruninha mantém o sonho que continua vivo ao longo de toda a carreira: poder chegar à seleção brasileira.
– É para isso que eu me preparo todos os dias, 24 horas, para buscar uma oportunidade dentro desse ciclo – resumiu.
Com Bruninha, o Maringá entra em quadra nesta sexta-feira, quando encara o Paulistano Barueri, em confronto direto na última rodada do primeiro turno da Superliga Feminina. Os times se enfrentam às 21h (de Brasília), no Chico Neto, em Maringá. O sportv2 transmite o jogo ao vivo.
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