Entenda como o Corinthians explorou a linha alta do Vasco para ser campeão da Copa do Brasil
Vasco 1 x 2 Corinthians | Melhores momentos | Final | Copa do Brasil 2025
O Corinthians é tetracampeão da Copa do Brasil. Em um jogo de resistência e inteligência, sem domínio da posse e diante de um Maracanã lotado, a equipe de Dorival Júnior soube sofrer, conter a pressão e neutralizar o bom Vasco de Fernando Diniz.pe de Dorival Júnior soube sofrer, conter a pressão e neutralizar o bom Vasco de Fernando Diniz.+ Dorival diz que tinha dívida com o Corinthians e cita saída da Seleção: “Poucos estenderam a mão”
+ Memphis dispara após título da Copa do Brasil: “Quem quer f… o Corinthians, saia do clube”
+ Corinthians fatura R$ 77 milhões com título da Copa do Brasil; veja total arrecadado com premiaçãoA intensidade do confronto exigiu ajustes na escalação. Dorival mudou a escalação em relação ao jogo de ida, sacou Garro e colocou Breno Bidon, retomando o 4-3-1-2, o losango no meio-campo. Maycon, Martínez e Raniele formaram a trinca de volantes, dando sustentação defensiva e leitura de jogo para os momentos de maior pressão.Como mandante, o Vasco assumiu o controle territorial desde o início. Acostumado a ter a bola, o time de Diniz impôs marcação alta e agressiva no primeiro tempo, com Nuno, Rayan, Coutinho e Andrés pressionando a saída, além dos volantes Barros e Thiago Mendes avançando para encurtar espaços.A cena abaixo é clara: a postura vascaína empurra o Corinthians para trás, com linhas adiantadas e poucos caminhos para progredir. Raniele aparece como a única opção livre na base da jogada, cercado por boa parte do bloco adversário. Como sair jogando sob esse nível de pressão?Artboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTALSem ter o domínio da bola, o Corinthians decidiu ter o domínio do espaço. No parágrafo acima, todos os jogadores do meio e do ataque do Vasco são mencionados. E a defesa?Composta por Puma do lado esquerdo, Cuesta, Renan e Paulo Henrique, a linha de defesa do 4-2-3-1 de Diniz jogou bem avançada. Quando o time tinha a bola, os defensores ficavam quase que na divisão do campo no meio. Quando o time pressionava na frente, a defesa avançava.As intenções eram das melhores, mas o Corinthians conta com um dos atacantes que melhor explora defesas adiantadas no Brasil: Yuri Alberto. Dorival colocou ele para explorar a lacuna entre Paulo Henrique e Cuesta e buscar jogadas de arranque e pique o tempo todo. Foram ao menos três tentativas, como essa na imagem abaixo, que foi bloqueada.Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTAL
O Corinthians é tetracampeão da Copa do Brasil. Em um jogo de resistência e inteligência, sem domínio da posse e diante de um Maracanã lotado, a equipe de Dorival Júnior soube sofrer, conter a pressão e neutralizar o bom Vasco de Fernando Diniz.
Memphis comemora o título da Copa do Brasil pelo Corinthians
Alexandre Loureiro/AGIF
A intensidade do confronto exigiu ajustes na escalação. Dorival mudou a escalação em relação ao jogo de ida, sacou Garro e colocou Breno Bidon, retomando o 4-3-1-2, o losango no meio-campo. Maycon, Martínez e Raniele formaram a trinca de volantes, dando sustentação defensiva e leitura de jogo para os momentos de maior pressão.
+ Dorival diz que tinha dívida com o Corinthians e cita saída da Seleção: “Poucos estenderam a mão”
+ Memphis dispara após título da Copa do Brasil: “Quem quer f… o Corinthians, saia do clube”
+ Corinthians fatura R$ 77 milhões com título da Copa do Brasil; veja total arrecadado com premiação
Como mandante, o Vasco assumiu o controle territorial desde o início. Acostumado a ter a bola, o time de Diniz impôs marcação alta e agressiva no primeiro tempo, com Nuno, Rayan, Coutinho e Andrés pressionando a saída, além dos volantes Barros e Thiago Mendes avançando para encurtar espaços.
A cena abaixo é clara: a postura vascaína empurra o Corinthians para trás, com linhas adiantadas e poucos caminhos para progredir. Raniele aparece como a única opção livre na base da jogada, cercado por boa parte do bloco adversário.
Como sair jogando sob esse nível de pressão?
Postura adiantada do Vasco surpreendeu o Corinthians
Reprodução
Sem ter o domínio da bola, o Corinthians decidiu ter o domínio do espaço. No parágrafo acima, todos os jogadores do meio e do ataque do Vasco são mencionados. E a defesa?
Composta por Puma do lado esquerdo, Cuesta, Renan e Paulo Henrique, a linha de defesa do 4-2-3-1 de Diniz jogou bem avançada. Quando o time tinha a bola, os defensores ficavam quase que na divisão do campo no meio. Quando o time pressionava na frente, a defesa avançava.
As intenções eram das melhores, mas o Corinthians conta com um dos atacantes que melhor explora defesas adiantadas no Brasil: Yuri Alberto. Dorival colocou ele para explorar a lacuna entre Paulo Henrique e Cuesta e buscar jogadas de arranque e pique o tempo todo. Foram ao menos três tentativas de conectar o atacante assim, sempre na corrida explorando as costas da defesa.
Defesa do Vasco jogou adiantada
Reprodução
Na quarta…não deu outra: gol!
Houve uma falha de posicionamento geral do Vasco: os laterais estão adiantados, e os volantes tiveram que fazer o bote. Matheuzinho consegue o cruzamento para Yuri, que explora novamente a lacuna entre os defensores, e quase que no limite do impedimento, aproveita todo um espaço vazio.
Lance do gol do Corinthians: linha alta do Vasco falhou
Reprodução
O gol fez o Vasco ir para cima e conseguir domínio e bons passes, mas poucas reais chances de gol. O Corinthians escolheu se retrair no final do primeiro tempo, mesmo após levar o empate, e no começo do segundo, dada a postura agressiva do Vasco.
+ Memphis Depay comemora título do Corinthians e desabafa: “Ninguém acreditava em nós”
+ Fabinho Soldado revela reunião com presidente do Corinthians e deixa futuro aberto: “Vamos alinhar”
Afinal, não era só a linha alta: a marcação do Vasco era rápida, sempre com muita gente buscando pressionar a bola e a defesa sempre alta, posicionada para colocar mais gente no campo de ataque.
E se um bote dá errado? E se a defesa fica exposta? O lance do gol do título é um exemplo claro de que, no futebol, não existem erros: apenas escolhas. O Vasco decidiu avançar e buscar o gol na base do seu estilo de jogo.
Essa escolha geru uma certa desproteção na defesa, que o Corinthians explorou de forma brilhante: primeiro com o drible perfeito de Bidon, depois com o contra-ataque em uma situação de três contra dois: Matheuzinho, o lateral, avança mais do que qualquer outro lateral do Vasco.
Corinthians foi brilhante e contra-atacou com perfeição no segundo gol
Reprodução
A escolha do Vasco por ser protagonista e ter a bola fez o time sair da Arena NeoQuímica melhor no jogo, e quase que favorito para a decisão no Maracanã. Também fez o Corinthians ajustar seu time e elaborar um plano para explorar as fraquezas do rival.
Um título que no final das contas foi merecido. Pelo peso de Memphis Depay no clube, pela qualidade de Yuri Alberto e a estrela de Dorival Júnior como técnico, agora recordista de títulos da competição: 4. Um deles antes de sair para a Seleção e outro depois de ser demitido.
Nada mal para Dorival e a Fiel Torcida que precisava de um título de expressão, que não vinha desde 2017. Tempo demais sem ganhar para uma equipe tão grande como o Corinthians.
+ Leia mais notícias do Corinthians
🎧 Ouça o podcast ge Corinthians🎧
+ Assista: tudo sobre o Corinthians na Globo, sportv e ge geRead More


