Tuma detalha plano para débitos e mudanças internas no Paysandu: “Não temos margem para erro”
Em nova coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, dia 24, a segunda desde que assumiu oficialmente a presidência do Paysandu, Márcio Tuma voltou a tratar de temas sensíveis da gestão bicolor. O dirigente detalhou o plano para equacionar as dívidas do clube e explicou as mudanças internas adotadas para tornar a administração mais eficiente e profissional.
Márcio Tuma e Diego Moura, presidente e vice do Paysandu
Jorge Luís Totti/Paysandu
Ao lado do vice-presidente Diego Moura e de membros da nova direção, Tuma reforçou o compromisso com responsabilidade financeira e organização administrativa, apontando que o clube vive um momento decisivo.
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– Nós não temos margem para erro este ano. Precisamos acertar desde o princípio para que, ao longo da temporada, possamos apenas ajustar aquilo que for necessário, sem comprometer a competitividade.
Plano para solucionar os débitos
Um dos principais pontos abordados pelo presidente foi o débito financeiro do Paysandu com alguns jogadores que atuaram pelo time em 2025. Tuma garantiu que a diretoria trabalha com prazo definido para apresentar uma proposta concreta.
– Em até 90 dias, vamos apresentar um plano para solucionar os débitos da melhor maneira que o Paysandu conseguir fazer o equacionamento desse passivo. Esse é um compromisso firmado, não só meu, mas de toda a diretoria.
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O mandatário destacou que a solução passa por diálogo, planejamento e responsabilidade, evitando decisões que coloquem em risco o funcionamento do clube.
– Não existe fórmula mágica. O que existe é trabalho sério, transparência e respeito à instituição.
Mudanças internas e mais executivos
Tuma também explicou as mudanças na estrutura administrativa, que passam pela descentralização de funções e pelo aumento no número de executivos responsáveis por áreas estratégicas do clube.
– Hoje, o Paysandu tem quatro áreas administrativas importantes: a comercial, o sócio-torcedor, o acesso ao estádio e a comunicação. Antes, tudo isso estava concentrado em um único gestor — explicou.
Segundo o presidente bicolor, a nova gestão optou por dividir melhor as responsabilidades.
— Agora, teremos três gestores para cuidar dessas quatro áreas. Isso permite mais foco, mais cobrança e mais eficiência. A exigência aumenta, mas também aumenta a capacidade de entrega.
Foco em previsibilidade e organização
O presidente ressaltou ainda que a reestruturação administrativa está diretamente ligada à necessidade de previsibilidade financeira, especialmente por meio do fortalecimento do programa de sócio-torcedor, tema já abordado na primeira coletiva.
– A receita de ingresso é incerta. O sócio-torcedor nos dá previsibilidade e nos deixa mais confortáveis para fazer os investimentos necessários no futebol profissional.
Ao encerrar a coletiva, Márcio Tuma reforçou que o momento exige decisões firmes e planejamento de médio e longo prazo.
– O Paysandu é maior do que qualquer gestão. Nosso papel é organizar a casa, romper ciclos negativos e criar bases sólidas para que o clube volte a crescer de forma sustentável. geRead More


