Pode onde anda? Técnico que marcou época no ASA, Vica pensa em voltar ao futebol em 2026
Vica lembra como foi o jogo do acesso do ASA para a Série B, em 2009
Vica voltou a Alagoas neste fim de ano. Ainda não acertou com nenhum time, nem iniciou negociação com dirigentes, nada disso. O técnico que marcou época no ASA recebeu o ge na última terça-feira, na calçada do prédio na Jatiúca em que está hospedado, e contou por onde anda.
No meio da conversa, porém, Vica demonstrou o interesse de voltar a comandar um time, o que não acontece desde 2019, quando deixou a Portuguesa de Desportos. Antes, falou sobre a relação com Maceió e Arapiraca.
— Eu adoro Alagoas. Todo ano, fico praticamente um mês aqui. Maceió é minha segunda casa. Me sinto muito bem aqui, tenho várias amizades, algumas que encontrei no futebol, principalmente no ASA, e estou sempre voltando. Costumo falar muito bem daqui, porque me acolheram muito bem, o estado de Alagoas, Maceió e Arapiraca, e a gente leva isso para o resto da vida.
Vica, ex-treinador do ASA
Victor Mélo
Vica tem um acesso histórico para a Série B, em 2009, e dois títulos alagoanos pelo ASA, em 2009 e 2011, mas o tempo parado exigiu um certificado especial. Ele fez o curso da CBF em 2024 e foi aí que começou a pensar no retorno ao futebol profissional.
“Ano passado, fiz realmente esse curso da licença A do Brasileiro, com a CBF Academy, até porque sem essa licença, você não trabalha no futebol”.
Vica foi duas vezes campeão alagoano
Josiel Martins
Aos 64 anos, Vica disse que fez algumas exigências para voltar a comandar um time. Ele não abre mão, por exemplo, de ter um comando forte.
— De tanto o Gringo, meu auxiliar, me cobrar, eu fiz o curso e, eu, de posse dessa licença, tenho poderes para voltar ao futebol e comandar alguns times do Brasil. Esse ano, não tomei essa decisão de voltar, mas, para 2026, pode ser. Está acabando o ano, conversei com meu auxiliar também, e a gente está estudando aí. Fiz algumas exigências pequenas também aos empresários, onde gostaria de trabalhar e onde não gostaria. Mas (se surgir um convite) a gente não pode falar não a Alagoas.
Vica trabalhou pela última vez no ASA em 2016 e disse que, de lá para cá, muita coisa mudou no futebol alagoano.
— Eu sinto que o futebol aqui deu uma melhorada muito grande. A gente vê isso no ASA, no CSA e no CRB também, em Maceió. O futebol de Alagoas cresceu muito nesse tempo que fiquei parado, dando uma condição muito boa para o profissional trabalhar. Isso faz a diferença.
Lembrança marcante
Em 16 de agosto de 2009, Vica conquistou o primeiro acesso do ASA para a Série B do Brasileiro e mudou a história do clube. Ele lembrou como foi o jogo decisivo da Série C, contra o Rio Branco, que terminou empatado por 2 a 2 e valeu a classificação na capital do Acre.
— Alguns jogos, principalmente em decisões aqui em Maceió, contra o CRB, ficam marcados, mas nada tão marcante como o jogo do acesso, no Acre. Esse aí nos últimos dias de nossa vida vamos nos lembrar. Acho que não só eu, a maioria que estava lá não vai esquecer. O vice-campeonato brasileiro foi importante, mas nem tanto quanto o acesso, que teve o valor de título – recordou Vica, continuando:
— O ASA, daquele tempo, serviu de alerta para CRB e CSA. Era o único time de Alagoas na Série B e tudo estava caminhando direitinho. Não era só nosso trabalho, era o trabalho de uma diretoria que abraçava a causa, o time, era uma cidade que se envolvia. E, depois, o estado se envolveu. Na Copa do Brasil, por e exemplo, empatamos com o Palmeiras no Allianz Parque e poderíamos tirar o time paulista pela segunda vez da competição na história. Sofremos lá, mas conseguimos o resultado. Tudo isso ficou marcado.
O time do ASA jogou contra Rio Branco com: Tuti; Paulão, Leandro e Edson Veneno; Ricardinho, Ivo (Foiani), Jota, Didira (Flávio), Fábio Lopes e Rodriguinho; Nena.
Vica, técnico do ASA
Ailton Cruz / Gazeta de Alagoas
O treinador tem hoje uma escolinha do Fluminense no interior de São Paulo. Ele foi tricampeão carioca pelo Tricolor em 1985, formando a zaga ao lado de Ricardo Gomes, e mantém um vínculo afetivo com o clube.
— Tenho em Araraquara uma franquia, em parceria com o Fluminense. Tenho uma escolinha lá, com cinco campos societys e salão de festas, para promover alguns eventos. Nada tem ligação com empresário de futebol, de descobrir garoto, não. Levei três garotos para Xerém. Deu certo no primeiro momento, mas depois a família não queria que fossem mais. geRead More


