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Novo diretor jurídico do Paysandu admite momento delicado e mira estabilidade do clube

Novo diretor jurídico do Paysandu admite momento delicado e mira estabilidade do clube

O Paysandu apresentou, na Curuzu, seu novo diretor jurídico nesta sexta-feira, dia 26. Advogado com longa história no clube, Bruno Castro retorna ao Papão em um dos momentos mais delicados da sua trajetória recente.
Ao lado do presidente Márcio Tuma, ele destacou a gravidade da situação atual, relembrou passagens anteriores pelo clube e afirmou que a missão do jurídico será dar condições para que a diretoria consiga administrar o futebol sem bloqueios, insegurança financeira ou riscos contratuais.
Bruno Castro, diretor jurídico do Paysandu
Jorge Luís Totti/Paysandu
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Com uma relação que começou em 1997, ainda na gestão do presidente Ricardo Rezende, Bruno Castro afirmou que perdeu as contas de quantas vezes já atuou em favor do Paysandu ao longo da carreira. Segundo ele, o retorno acontece por identificação com o clube e pela necessidade apresentada pela atual gestão.
– Depois de muito esforço, lembro que ingressei no clube em 1997, em um momento bastante grave do Paysandu. A partir dali, nunca escolhi quem apoiar. Sempre estive à disposição quando fui chamado.
Bruno relembrou a evolução da estrutura jurídica do clube ao longo dos anos e destacou o comprometimento da equipe atual, mesmo em períodos sensíveis como o Natal.
– O que era, antigamente, o escritório do Paysandu dentro do meu carro, cheio de papel, hoje o nível é outro. A equipe estava no Natal, com seus familiares, trabalhando. Não existe data, não existe hora.
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Segundo o novo diretor jurídico, o convite partiu diretamente do presidente Márcio Tuma, que apresentou a necessidade de mudanças profundas no setor.
– Sempre disse que nunca gostei de cargo. Sempre trabalhei quando me pediam em qualquer situação. O presidente me mostrou uma necessidade, verifiquei isso com meus colegas e estou aqui. Já tomei cabo da situação.
Integrantes do departamento jurídico e o presidente do Paysandu
Jorge Luís Totti/Paysandu
Bruno comparou o atual cenário a outros períodos críticos da história do clube, destacando que, apesar das diferenças financeiras, o desafio é semelhante: retomar a confiança da torcida.
– A torcida está muito ferida. Eu também, sou torcedor. Aceitei o chamado para ajudar. Agora é grave, é bem grave. Talvez eu não tenha alguns êxitos, mas vitória na Justiça é dar condições ao presidente para administrar, disputar uma Série C de qualidade, não ter bloqueio de renda e cumprir contratos.
O advogado destacou que o Paysandu convive diariamente com ações trabalhistas antigas e que o objetivo não é eliminar o passivo de forma milagrosa, mas controlar e organizar a situação.
— O Paysandu nasceu em 1914. Isso tudo chegou em 2025 como um ano que não agradou ninguém. Não estou vindo como salvador da pátria. Estou feliz por ter carta branca para mudar o jurídico.
Uma das principais mudanças anunciadas por Bruno Castro é a integração do jurídico com o departamento administrativo e o futebol, desde o início das negociações com atletas.
– Ao entrar em contato com o atleta, o jurídico precisa analisar tudo dentro das condições que o Paysandu aceita. O contrato tem que ser confeccionado e regido pelo clube. Não abrimos mão disso. Hoje o jogador não tem só empresário, tem advogado.
Márcio Tuma, novo presidente do Paysandu
Jorge Luís Totti/Paysandu
Presente na apresentação, o presidente Márcio Tuma elogiou a chegada de Bruno Castro e destacou a importância do setor jurídico para o futuro do clube.
– Nota 10 não é possível, porque sempre há espaço para crescer. O Dr. Bruno tem condições de fazer uma gestão ainda melhor. O jurídico dá sustentação para que o clube avance.
Tuma também reforçou que a responsabilidade pelo passivo é coletiva e que a meta da diretoria é clara.
– O ano de 2026 precisa ser superavitário. O Paysandu não pode gastar mais do que ganha. É uma regra básica para sobreviver. geRead More