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Da Prata em Paris ao Oriente Médio: veja caminhada da Adriana Silva, atacante do Al-Qadisiyah

Da Prata em Paris ao Oriente Médio: veja caminhada da Adriana Silva, atacante do Al-Qadisiyah

Titular da Seleção, Adriana vira inspiração para meninas no futebol do Piauí
Adriana Silva encerrou a temporada 2025 em alta pelo Al-Qadisiyah, da Arábia Saudita. Após conquistar a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris e fazer história com o Orlando Pride, nos Estados Unidos, a atacante piauiense busca retomar espaço na seleção brasileira, após um período de poucas convocações — a última ocorreu na Data Fifa de junho deste ano. O ge detalhou toda a trajetória da jogadora de 29 anos após a conquista olímpica, passando pelo encerramento da parceria com a meia Marta e pelo brilho no futebol asiático até agora. Confira abaixo.
Da Prata em Paris ao Oriente Médio: veja caminhada da Adriana Silva, atacante do Al-Qadisiyah
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Prata nos Jogos Olímpicos de Paris
Depois de boas apresentações nas últimas duas temporadas pelo Orlando Pride, dos Estados Unidos, Adriana Silva foi convocada para defender a seleção brasileira de futebol feminino nos Jogos Olímpicos de 2024, sediados em Paris. A atacante piauiense disputou quatro das cinco partidas da campanha e marcou um gol na semifinal contra a Espanha, aos 27 minutos do segundo tempo.
No entanto, o Brasil acabou derrotado na decisão do torneio pelos Estados Unidos, por 1 a 0, e ficou com a medalha de prata. Adriana tornou-se a primeira jogadora piauiense a conquistar uma medalha no futebol feminino dos Jogos Olímpicos.
Olimpíadas 2024: piauiense Adriana Silva fica com a prata e faz história em Paris
Caminhada com a Marta ao título inédito nos EUA
Logo depois da medalha de prata nos Jogos Olímpicos em Paris, Adriana manteve seu futebol em alto nível e, ao lado da meia Marta, levou o Orlando Pride ao título inédito da Liga Feminina dos Estados Unidos (National Women’s Soccer League) de 2024.
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Marta (a esquerda) e Adriana Silva (a direita) celebrando o título do Orlando Pride na NWSL de 2024
Divulgação | Orlando Pride
A equipe terminou a temporada regular na liderança, somando 60 pontos em 26 partidas, e no mata-mata eliminou o Chicago Red Stars nas quartas, o Kansas City Current na semifinal e derrotou o Washington Spirit na decisão por 1 a 0, conquistando a taça da NWSL. Na campanha, Adriana marcou seis gols em 26 jogos.
Adriana Silva, do Orlando Pride, mostra bastidores nas redes sociais após título nos EUA
Despedida e transferência para o futebol saudita
Após duas temporadas pelo Orlando Pride, onde marcou 12 gols e deu cinco assistências em 46 partidas entre 2023 e 2024, Adriana deixou o clube americano e acertou com o Al-Qadisiyah, da Arábia Saudita, em janeiro de 2025. A transferência custou cerca de US$ 500 mil (aproximadamente R$ 2,9 milhões), e ela passou a vestir a camisa 16 no novo time.
Adriana Silva sendo anunciada no Al-Qadisiyah, da Arábia Saudita
Divulgação | Al-Qadisiya Club
Brilho no futebol saudita, mas as convocações…
Adriana estreou na reta final do Campeonato Saudita Feminino 2024/2025. Na goleada por 9 a 0 contra o Al-Amal, entrou no segundo tempo e marcou seu primeiro gol pelo clube aos nove minutos da etapa final. Apesar de ajudar as Cavaleiras do Leste a terminar na terceira posição, com 35 pontos, registrando sete gols e quatro assistências em seis partidas, Adriana passou a receber poucas convocações para a seleção brasileira, atuando apenas em amistosos internacionais com pouca minutagem em campo.
Al-Qadisiyah x Eastern Flames – Saudi Women’s Premier League (Adriana Silva em campo)
Divulgação | Saudi WPL
Para comparação: após os Jogos Olímpicos, ainda pelo Orlando Pride em 2024, ela disputou quatro amistosos contra Colômbia e Austrália, sendo titular em dois e marcando um gol na vitória por 3 a 1 sobre as colombianas, em 29 de outubro — seu último gol pela seleção até o momento.
Quando passou a jogar pelo Al-Qadisiyah, em 2025, participou de três dos quatro jogos do Brasil, sendo titular em dois, mas não balançou as redes. Sua última atuação pela Canarinha foi em 2 de junho, na vitória por 2 a 1 contra o Japão, quando foi substituída aos 16 minutos do segundo tempo.
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Atacante Adriana é convocada para defender a seleção no amistoso contra o Japão
Adriana, atacante da Seleção (Brasil), em amistoso contra o Japão
Lívia Villas Boas | CBF
Passagem mágica no futebol saudita
Mesmo distante da seleção, a temporada 2025/2026 indica que Adriana pode voltar a ser convocada pelo técnico Arthur Elias. Pelo Al-Qadisiyah, ela é vice-líder na artilharia da Liga Saudita Feminina, com sete gols em sete rodadas, atrás apenas da tanzaniana Clara Luvanga, do Al-Nassr, que balançou as redes 12 vezes. Além disso, a atacante piauiense marcou seu primeiro hat-trick na vitória por 8 a 1 sobre o Eastern Flames, na sexta rodada, e foi eleita melhor jogadora do mês de novembro na competição.
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Adriana Silva marca hat-trick na goleada do Al-Qadisiyah em cima do Eastern Flames
Divulgação | Al-Qadisiyah S.C.
Números de Adriana Silva em 2025 com o Al-Qadisiyah e Seleção
Jogos: 16 de 17 (13 pelo Al-Qadisiyah e 3 pela Seleção brasileira);
Titular: 13 jogos (11 pelo Al-Qadisiyah e 2 pela Seleção brasileira);
Minutos jogados: 1.250 (1.080 pelo Al-Qadisiyah e 170 pela Seleção brasileira);
Gols marcados: 14;
Assistências: 4;
Vitórias: 12 (9 pelo Al-Qadisiyah e 3 pela Seleção brasileira);
Empate: 1;
Derrotas: 4 (3 pelo Al-Qadisiyah e 1 pela Seleção brasileira).
Perfil de Adriana Silva
Nome: Adriana Leal da Silva;
Naturalidade: União-PI;
Idade: 29 anos;
Posição: atacante;
Clubes por onde passou: Flamengo-PI, Tiradentes-PI, Rio Preto-SP, Corinthians, Orlando Pride (EUA) e Al-Qadisiyah (Arábia Saudita).
Adriana Silva, atacante do Al-Qadisiyah
Divulgação | Al-Qadisiya Club
Natural de União, no norte do Piauí, Adriana iniciou sua carreira pelo Flamengo-PI em 2012. Depois, passou por Tiradentes-PI e Rio Preto-SP antes de se transferir para o Corinthians, onde marcou 72 gols em 143 partidas e conquistou títulos importantes entre 2018 e 2022, como a Série A1 do Brasileiro, Supercopa do Brasil, Campeonato Paulista Feminino e Copa Libertadores Feminina.
A atacante também atuou pelo Orlando Pride, nos Estados Unidos, onde jogou ao lado de Marta, antes de chegar ao Al-Qadisiyah na temporada 2024/2025, clube pelo qual segue atuando. Pela seleção brasileira, ela chegou a faturar a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2024, sediados em Paris, e a Copa América Feminina em 2022. geRead More