Retrô – Jerusa Geber: paratleta acreana vira maior recordista brasileira em mundiais de atletismo
A paratleta acreana Jerusa Geber, 43 anos, teve uma temporada que jamais será esquecida. Não apenas pelas duas medalhas de ouro conquistadas no Campeonato Mundial de Atletismo Paralímpico, em Nova Déli, na Índia, mas pelo recorde histórico que quebrado.
Dobradinha brasileira: Jerusa Geber é campeã dos os 200m T12 no Mundial de Atletismo Paralímpico; Thalita Simplício leva o bronze
Com os dois ouros faturados nas provas de 100m e 200m T11 (classe destinada aos atletas com deficiência visual), Jerusa Geber alcançou a marca de 13 medalhas em mundiais de atletismo e se tornou a maior medalhista do Brasil entre homens e mulheres.
O recorde anterior era de Terezinha Guilhermina (T11), que por anos ostentou a marca de 12 conquistas – oito ouros e quatro pratas. Jerusa Geber soma sete ouros, cinco pratas e um bronze em mundiais.
Jerusa Geber e o guia Gabriel Garcia celebram o tetra mundial com a bandeira do Brasil
Alessandra Cabral / CPB
Com 44 medalhas, o Brasil terminou o Mundial da Índia no topo da classificação pela primeira vez na história: 15 ouros, 20 pratas e nove de bronzes.
O desempenho para o recorde
Jerusa Geber se igualou a Terezinha Guilhermina ao conquistar o tetra nos 100m T11 no Mundial da Índia. Ao lado do atleta-guia Gabriel Garcia, a velocista e atual campeã paralímpica quebrou o recorde da competição com tempo de 11s81, ficando apenas a um centésimo do próprio recorde mundial.
Jerusa Geber é tetracampeã dos 100m T11 no Mundial Paralímpico de atletismo
Ela se tornou a maior medalhista brasileira em mundiais ao faturar o ouro dos 200m T11, também ao lado de Gabriel Garcia. Jerusa Geber terminou a prova em 24s88, o melhor desempenho dela na temporada.
Sobre Jerusa Geber
Resenha Aquiry #25: velocista Jerusa Geber, campeã paralímpica em Paris 2024
Jerusa nasceu totalmente cega. Ao longo da vida, fez algumas cirurgias que possibilitaram que ela enxergasse um pouco, mas voltou a perder totalmente a visão aos 18 anos.
Ela conheceu o esporte paralímpico aos 19 anos, a convite de um amigo também deficiente visual. Em 2019, ela se tornou a primeira atleta cega a correr os 100m abaixo dos 12s. É a atual recordista mundial nos 100m pela classe T11, com o tempo de 11s80. geRead More


