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Retrospectiva da Ferroviária em 2025: masculino tem ano frustrante e feminino bate na trave

Retrospectiva da Ferroviária em 2025: masculino tem ano frustrante e feminino bate na trave

Técnico da Ferroviária, Rogério Corrêa define metas para a próxima temporada
A palavra que resume o ano do time masculino da Ferroviária é frustração. Mais uma vez a equipe não conseguiu o acesso ao Paulistão e, de quebra, amargou um rebaixamento doído para a Série C do Brasileiro no retorno à segundona nacional após 30 anos.
Sob o comando de Júnior Rocha, mantido após o acesso à Série B em 2024, a Locomotiva começou a Série A2 oscilando e até chegou a figurar fora do G-8. A situação ficou insustentável após o quinto jogo sem vitória e houve troca no comando, com o retorno de Vinícius Bergantin, que havia deixado o clube para ser auxiliar de Tite no Flamengo.
Ferroviária é eliminada da Série A2 nas quartas de final pelo Ituano
Luis Miguel Ferreira / Ferroviária SAF
A equipe voltou a se encontrar na competição e foi para as quartas de final em sexto lugar, contra um dos favoritos, o Ituano. Mesmo com a vitória 2 a 0 na ida, a Locomotiva levou a virada em Itu (3 a 1) e, nos pênaltis, também foi derrotada por 3 a 2. Segunda eliminação seguida nas penalidades, nas quartas da Série A2.
No total, no estadual, foram sete vitórias, quatro empates, seis derrotas, 26 gols marcados e 22 gols sofridos.
Bom enquanto durou…
Para a Série B, praticamente um novo time, com destaque para a contratação de Dênis Júnior, goleiro que foi um dos principais jogadores da equipe na competição, e a volta do artilheiro Carlão, que terminou o campeonato com 13 gols, um atrás de Pedro Rocha, do Remo, maior goleador da segundona.
O começou empolgou e a Ferroviária chegou a aparecer entre os oito primeiros na terceira rodada. O futebol seguro defensivamente e o ataque certeiro dava esperanças de um ano tranquilo para garantir a permanência. O time era regular e não dava sinais de que poderia cair.
Mas oscilou, como todos. Chegou a passar as três últimas rodadas do primeiro turno no Z-4, com Vinícius Bergantin balançando no cargo, mas conseguiu uma pequena reação.
Vinícius Bergantin, técnico da Ferroviária, em jogo contra o Volta Redonda
Luis Miguel Ferreira / Ferroviária SAF
A segunda parte do campeonato começou boa, com uma das melhores campanhas do returno, mas uma nova oscilação não segurou Bergantin no cargo. Para o lugar dele, Claudinei Oliveira, que já tinha feito mal campanha no rebaixado Paysandu e repetiu o trabalho ruim na Ferroviária.
Em nove jogos, foram cinco empates, três derrotas e apenas uma vitória. Foi demitido restando dois jogos para o final, sendo comandado pelo auxiliar Daniel Azambuja.
Claudinei Oliveira, técnico da Ferroviária em jogo com o Athletic na Série B
Luis Miguel Ferreira/Ferroviária SAF
O time se afundou e, assim como no primeiro turno, passou as últimas três rodadas do segundo turno no Z-4, terminando a competição com 40 pontos, na 17ª posição (oito vitórias, 16 empates, 14 derrotas, 43 gols marcados e 52 sofridos). A Locomotiva volta para a Série C após passar apenas seis rodadas entre os últimos.
Após a Série B, Filippo Bertolucci deixou o comando da SAF e até o momento nenhum nome foi escolhido para a presidência do Conselho de Administração. O comando técnico da equipe será de Rogério Correâ, ex-Volta Redonda.
2025 do time masculino em números
55 jogos
15 vitórias
20 empates
20 derrotas
69 gols marcados
74 gols sofridos
Titulares da Ferroviária antes de jogo contra o Criciúma na Série B
Luis Miguel Ferreira/Ferroviária SAF
Guerreiras batem na trave
Para as Guerreiras Grenás, no entanto, o 2025 foi de “quase”. No Brasileirão, a equipe até então comanda por Jéssica de Lima liderou durante boa parte da primeira fase, mas começou a oscilar e terminou a primeira fase na sexta colocação.
Na pausa para Data Fifa antes do mata-mata, no entanto, ela foi demitida pelo clube. Jéssica era técnica mais longeva do futebol feminino brasileiro.
Jéssica de Lima, ex-técnica da Ferroviária
Rafael Zocco / Ferroviária
Para o lugar dela, o retorno de Léo Mendes, que já havia sido campeão da Libertadores com as Guerreiras Grenás, em 2015.
Nas quartas do Brasileiro, com a equipe ainda se adaptando ao novo treinador, a Ferroviária parou nos pênaltis para o São Paulo.
Léo Mendes conversa com jogadoras da Ferroviária
Rafael Zocco/Ferroviária
No retorno da Copa do Brasil ao calendário feminino, porém, o time foi mais longe. Em uma campanha de quatro vitórias, chegou à final, em casa, contra o Palmeiras, mas acabou perdendo a decisão e ficando com o vice.
A competição mais importante do ano era a Libertadores Feminina, e o time não decepcionou. Fez uma boa primeira fase, mas, na semifinal, pegou o Corinthians. O duelo foi muito equilibrado, com as Brabas saindo na frente, mas as Guerreiras empatando. Nos pênaltis, porém, deu Corinthians. A Ferroviária terminou o campeonato no terceiro lugar, ao bater o Colo-Colo.
Ferroviária, terceira colocada da Libertadores Feminina
Rafael Zocco/Ferroviária SAF
Por fim, restava o Paulista, mas o time parou na semifinal diante do campeão Palmeiras, encerrando o ano sem títulos, mas com dois pódios e esperança de retorno aos tempos de glórias na modalidade.
Ferroviária inicia planejamento para temporada 2026 do futebol feminino.
2025 do time feminino em números
44 jogos
22 vitórias
13 empates
9 derrotas
77 gols marcados
37 gols sofridos
Ferroviária, vice-campeã da Copa do Brasil Feminina
Jonatan Dutra/Ferroviária geRead More