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Taekwondo e boxe sobem, vela e natação despencam: veja a gangorra dos esportes em 2025

Taekwondo e boxe sobem, vela e natação despencam: veja a gangorra dos esportes em 2025

Guilherme Costa faz a retrospectiva dos esportes olímpicos de 2025
Na montanha russa que é o esporte brasileiro, 2025 termina com mais altos do que baixos. Boxe e taekwondo, com quatro medalhas cada em Campeonatos Mundiais, foram os destaques da temporada. O judô, com duas medalhas no Mundial, manteve a tradição de medalhas, mesmo com ausências de algumas estrelas. Atletismo, vôlei e vôlei de praia fizeram seus papeis e conquistaram medalhas, surfe e skate se mantiveram no topo. Mas, claro, alguns esportes tiveram um ano ruim, como vela e natação.
AS MEDALHAS DO BRASIL NOS MUNDIAIS
🥇Yago Dora (surfe)
🥇Caio Bonfim (atletismo – marcha atlética 20km)
🥇Rebeca Lima (boxe – categoria 60kg)
🥇Henrique Marques (taekwondo – categoria até 80kg)
🥇Maria Clara Pacheco (taekwondo – categoria até 57kg)
🥇Rayssa Leal (skate street)
🥈Daniel Cargnin (judô até 73kg)
🥈Hugo Calderano (tênis de mesa)
🥈Marcus D´Almeida (tiro com arco)
🥈Yuri Falcão (boxe até 65kg)
🥈Luiz Oliveira (boxe até 60kg)
🥈Isaias Ribeiro (boxe até 90kg)
🥈Milena Titoneli (taekwondo até 67kg)
🥈Alison dos Santos (atletismo 400m com barreiras)
🥈Miguel Hidalgo (triatlo)
🥈Ginástica rítimica (conjunto)
🥉Shirlen Nascimento (judô- categoria até 57kg)
🥉Ana Satila (C1 canoagem slalom)
🥉Vôlei feminino
🥉Rebecca/Carol (vôlei de praia)
O PAÍS DAS LUTAS
Maria Clara Pacheco é campeã mundial de Taekwondo; veja os melhores momentos da final
Quase metade das 20 medalhas conquistadas em Campeonatos Mundiais veio de esportes de luta. Foram quatro no boxe, três no taekwondo e duas no judô.
O taekwondo saiu do Mundial com dois ouros – Maria Clara Pacheco e Henrique Marques -e uma prata- Milena Titoneli (Edival Pontes foi prata em uma categoria de peso que não está nas Olimpíadas, então não entra nessa lista). O resultado colocou o Brasil em terceiro no quadro geral. Henrique e Maria Clara, aliás, terminaram o ano como líderes do ranking.
Henrique Marques vence chinês e é campeão mundial de Taekwondo
O boxe teve um ano de ressurgimento. Depois de um resultado abaixo do esperado nas Olimpíadas de Paris, o país voltou do Mundial com uma medalha de ouro (Rebeca Lima) e três de prata (Yuri Falcão, Luiz Oliveira e Isaias Ribeiro). Com uma mescla de novos talentos com os que já estavam no ciclo passado, o boxe parece ter se reencontrado após o tropeço em Paris.
Por fim, o judô manteve a tradição de medalhas em Mundiais. Com uma prata, de Daniel Cargnin, e um bronze, com Shirlen Nascimento, o Brasil fez um Mundial “na conta do chá”. Esse ano foi marcado pelas ausências de Willian Lima, Larissa Pimenta e um ritmo mais calmo de Bia Souza.
Entrevista com Bia Souza, ouro no Judô nas olimpiadas de 2024, para o Rumo ao Pódio
MANTIVERAM A TRADIÇÃO
Rayssa Leal melhora a manobra e recebe um 8.7 na final da SLS Super Crown 2025
Skate e surfe se mantiveram no topo do mundo. Rayssa Leal conquistou o tetracampeonato da Street League, principal competição do skate na temporada, e Yago Dora foi campeão no surfe. Se esperava até mais medalhas destas modalidades, mas a lesão de Gabriel Medina (ficou fora do ano inteiro), o ano sabático de Tati Weston Webb, o quase de Ítalo Ferreira(terminou em quarto) e falta de um Campeonato Mundial de skate park impediram um maior número de medalhas.
Brasil no topo do surfe! Yago Dora é campeão do mundo
Atletismo e vôlei seguiram com a escrita de pódios. No Mundial de atletismo, as duas principais estrelas do Brasil confirmaram o status de favoritos e conquistaram medalhas. Caio Bonfim foi campeão da marcha atlética e Alison dos Santos vice nos 400m com barreiras. No vôlei, a seleção feminina foi bronze no Mundial de quadra e Rebecca/Carol bronze na praia.
QUADRO DE MEDALHAS DOS MUNDIAIS 2025
PARA SUPERAR PARIS 2024
Nas Olimpíadas de Paris, muitos esportes ficaram perto da medalha, mas acabaram sem ir ao pódio. Boa parte deles “lavou a alma” em 2025 com medalhas em Campeonatos Mundiais.
Marcus D´Almeida é vice-campeão do Finals do tiro com arco
Hugo Calderano, quarto em Paris no tênis de mesa, foi vice-campeão. Marcus D´Almeida também foi prata no Mundial desse ano, após ser nono no tiro com arco em Paris 2024. Miguel Hidalgo, décimo nas Olimpíadas, conquistou a inédita medalha de prata para o triatlo brasileiro no Mundial de 2025. Ana Sátila, quarta colocada em Paris na canoagem slalom, foi bronze no Mundial desse ano. Por fim, a ginástica ritmica, que viu a chance de medalha olímpica escapar por uma lesão de uma atleta em Paris, ficou com o vice-campeonato mundial em casa em 2025.
Brasil fica com a prata no Conjunto Misto do Mundial de Ginástica Rítmica
NEM TUDO FORAM FLORES
A natação foi o grande ponto negativo do esporte olímpico brasileiro em 2025. Tirando a campanha de Guilherme Caribé, que teve um ano positivo e ficou muito perto da medalha no Mundial, a seleção, como um todo, foi desastrosa. Nenhum atleta melhorou de marca no Mundial e, assim, como apenas duas finais, o Brasil teve o pior desempenho em 20 anos na competição.
A vela, esporte que mais medalhas de ouro trouxe para o Brasil na história das Olimpíadas, segue na entressafra. Não conquistou nenhuma medalha em Campeonatos Mundiais mas, ao contrário da natação, se vê uma luz no fim do túnel. Matheus Isaac, por exemplo, foi quarto colocado no Mundial da IQ Foil. Bruno Lobo e Lucas Fonseca tiveram um ano consistente na Kite.
A ginástica artística vive um ano de “ressaca olímpica”. Rebeca Andrade não participou de nenhuma competição, Flavia Saraiva voltou apenas no segundo semestre e Jade Barbosa engravidou. No Mundial, Flavinha ficou perto da medalha, em quarto lugar na trave. O time masculino segue sem renovação, com destaque para Caio Souza e Diogo Soares, finalistas no Mundial.
Por fim, a seleção masculina de vôlei. Depois de ir ao pódio em seis Campeonatos Mundiais seguidos, o time sequer passou de fase esse ano. Terminou a competição num amargo 17º lugar.
NÃO SÃO SÓ MEDALHAS
E é claro que não são só as medalhas que importam. Outros resultados importantes terminaram sem os atletas irem ao pódio. No handebol, por exemplo, o time masculino fez a melhor campanha da história ao terminar em sétimo lugar, enquanto o feminino só caiu para as finalistas do Mundial e terminou em sexto.
No levantamento de peso, quatro atletas ficaram entre os oito primeiros no Campeonato Mundial, embora uma medalha ainda esteja um pouco distante. No remo costal, modalidade estreante nas Olimpíadas de 2028, um ótimo quinto lugar de David Souza. Na canoagem, em um Mundial sem Isaquias Queiroz, o Brasil ficou pertinho do pódio com a quarta posição da dupla formada por Gabriel Assunção e Jacky Godmann. No tiro com arco, o time masculino fez a melhor campanha da história ao terminar em quarto lugar a prova por equipes.

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