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Papa Leão XIV diz que Venezuela deve permanecer um país independente

Papa Leão XIV diz que Venezuela deve permanecer um país independente

 O papa Leão XIV preside uma missa de Natal na basílica de São Pedro no Vaticano, em 25 de dezembro de 2025.
AP Foto/Gregorio Borgia
Após a captura do presidente Nicolás Maduro pelo governo dos Estados Unidos, o papa Leão XIV disse neste domingo (4) que a Venezuela deve permanecer um país independente.
O pontífice, primeiro papa dos EUA, afirmou que está acompanhando a situação no país com “profunda preocupação”. Ele ainda pediu respeito pelos direito humanos.
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“O bem-estar do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre todas as outras considerações e levar à superação da violência e ao início de caminhos de justiça e paz, garantindo a soberania do país”, disse após a oração deste domingo na Praça de São Pedro.
No início de dezembro, Leão XIV já havia feito um apelo para que os Estados Unidos unissem priorizassem o diálogo com a Venezuela antes de qualquer operação no país e se colocou contra qualquer solução violenta.
➡️Leão XIV tem vínculos profundos com a América Latina, especialmente com o Peru, onde foi missionário por quase três décadas, naturalizou-se cidadão peruano.
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Detido em Nova York
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou ao centro de detenção em Nova York no fim da noite deste sábado (3), após ser capturado por autoridades dos Estados Unidos. A prisão ocorreu durante a madrugada, em Caracas, de acordo com o governo americano.
Mais cedo, Maduro foi conduzido sob custódia ao escritório da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), onde foi fichado. Um perfil oficial da Casa Branca no X divulgou as imagens do venezuelano escoltado por agentes.
Em entrevista coletiva, o presidente Donald Trump disse que avalia os próximos passos para o país sul-americano. Ele ainda afirmou que os EUA pretendem conduzir o país por meio de um “grupo” que está em formação até uma transição de poder, sem detalhar prazos nem como esse arranjo funcionaria.
Também neste sábado, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal de Nova York.
Segundo Bondi, o líder venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores — também detida pelas autoridades americanas —, foram formalmente acusados dos seguintes crimes:
Conspiração para narcoterrorismo;
Conspiração para importação de cocaína;
Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
Conspiração para posse de metralhadoras.
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