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De titulares a negociáveis: quem começa 2026 em alta ou em baixa no Corinthians

De titulares a negociáveis: quem começa 2026 em alta ou em baixa no Corinthians

Corinthians faz trabalhos técnicos em segundo treino da pré-temporada 2026
Depois de uma temporada oscilante em 2025, mas com dois títulos conquistados, o Corinthians inicia o novo ano com jogadores em alta e outros em baixa.
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A lista a seguir traz atletas titulares que se consolidaram na temporada e outros que perderam espaço e se tornaram opções de negociação para o Timão.
Em alta
Hugo Souza
Hugo Souza manteve uma regularidade durante a temporada inteira, sendo decisivo em defesas de pênaltis nos dois títulos que o Corinthians conquistou em 2025: na final do Paulistão contra o Palmeiras e na semifinal da Copa do Brasil contra o Cruzeiro.
Um dos líderes do elenco, o goleiro teve as atuações notadas pelo técnico Carlo Ancelotti, que o convocou para amistosos da seleção brasileira e o colocou no radar para a Copa do Mundo.
Com as grandes atuações do ano, o Corinthians recusou uma proposta do Milan, da Itália, pelo goleiro.
Hugo Souza, goleiro do Corinthians
Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
Gustavo Henrique
No seu segundo ano pelo Corinthians, Gustavo Henrique não só se consolidou como principal peça do sistema defensivo, como colaborou no ataque. Foram quatro gols e uma assistência – o seu segundo melhor desempenho ofensivo na carreira, abaixo apenas de 2019, quando o defensor fez cinco gols pelo Flamengo.
Gustavo Henrique, zagueiro do Corinthians
Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
Matheus Bidu
Matheus Bidu viveu um 2025 de reviravolta. Depois de quase ser negociado em 2024, o lateral-esquerdo reconquistou espaço e, apesar da contratação de Fabrizio Angileri para a posição no início do ano passado, manteve a titularidade e cresceu de produção ao longo da temporada.
Ele disputou 49 partidas, das quais 43 como titular, o maior número desde que chegou ao Corinthians, em 2023, sendo muito mais participativo do que em anos anteriores. Foram cinco gols e quatro assistências em 2025.
Matheus Bidu, lateral do Corinthians
Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
Matheuzinho
Do outro lado do campo, Matheuzinho também virou uma peça fundamental do esquema tático corintiano, especialmente depois da chegada do técnico Dorival Júnior, que lhe deu mais liberdade ofensiva, por vezes atuando como ala no 3-5-2 utilizado em certas partidas.
Foi com essa liberdade que Matheuzinho, além de marcar três vezes, deu seis assistências na última temporada, tendo participação nas jogadas dos dois gols na vitória por 2 a 1 sobre o Vasco na final da Copa do Brasil.
Matheuzinho, lateral do Corinthians
Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
Breno Bidon
Os gols do título da Copa do Brasil foram marcados por Memphis Depay e Yuri Alberto, mas nada foi mais falado do que o drible desconcertante de Breno Bidon em Cauan Barros na jogada do segundo gol da final contra o Vasco.
Foi o jogador do Corinthians que terminou o ano sendo mais comentado e valorizado, em uma temporada em que, depois de um início mediano, evoluiu muito, a ponto de substituir Rodrigo Garro com competência nas ausências do titular.
Antes mais recuado, Breno Bidon brilhou como meia armador sob o comando de Dorival Júnior, sendo utilizado também junto de Garro.
Breno Bidon, jovem revelação do Corinthians
Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
Memphis
Memphis Depay passou o ano inteiro sob escrutínio público e interno sobre o custo-benefício de sua presença no Corinthians.
Quando mais precisou, mostrou-se decisivo. Ele disputou, pelo Corinthians, o maior número de jogos em uma temporada na carreira, igualando o Lyon de 2017/2018, marcou 12 gols e deu dez assistências.
Na Copa do Brasil, o título mais importante de 2025, o atacante holandês fez o gol da vitória na partida de ida da semifinal contra o Cruzeiro e marcou o segundo gol no triunfo sobre o Vasco na final.
Memphis anotou o gol do título do Corinthians na Copa do Brasil
Divulgação
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Em baixa
Félix Torres
Félix Torres jogou a última rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Juventude, em uma partida em que o Corinthians utilizou reservas, depois de passar pouco mais de três meses sem entrar em campo. Fruto do seu desprestígio, mesmo em um elenco enxuto.
O zagueiro equatoriano perdeu muito espaço, tendo atuações ruins na defesa e também na lateral direita, onde chegou a ser improvisado, por necessidade no ano passado.
Após disputar 28 partidas em 2025, quase um terço delas no Paulistão, bem menos do que as 52 de 2024, Félix Torres se tornou uma opção de negócio para o Corinthians, já que deixou de ser uma peça importante para o técnico Dorival Júnior.
Cacá
Cacá é outro zagueiro que, apesar de ter jogado três partidas a mais do que Félix Torres, também teve apresentações ruins nas últimas vezes que entrou em campo, inclusive também sendo improvisado na lateral direita.
Cacá terminou a temporada 2025 na reserva do Corinthians
Rodrigo Coca/ Ag. Corinthians
Rodrigo Garro
Rodrigo Garro fez uma temporada muito abaixo da sua primeira pelo Corinthians, em 2024. Foram dois gols e sete assistências em 2025, a maioria delas em bolas aéreas, menos do que os 13 gols e as 14 assistências do ano anterior.
Em uma temporada em que teve quatro períodos de afastamento por lesões e conviveu com dores no joelho direito, o meia argentino oscilou entre momentos bons, ruins e discretos, admitiu que não estava em sua melhor forma física e técnica e ainda viu Breno Bidon o substituindo com competência nas suas ausências.
Voltando de problema muscular na panturrilha, Garro não aguentou ficar o tempo todo em campo nas quatro partidas decisivas da Copa do Brasil, tendo começado três delas na reserva, inclusive na volta da final contra o Vasco.
Rodrigo Garro, meia do Corinthians
Rodrigo Coca/ Ag. Corinthians
Gui Negão
Gui Negão brilhou assim que teve as primeiras oportunidades com o técnico Dorival Júnior, devido aos desfalques no ataque do Corinthians. Chegou a marcar cinco gols em oito jogos, sendo decisivo nas duas partidas das quartas de final da Copa do Brasil contra o Athletico-PR.
Entretanto, o jovem da base corintiana perdeu espaço com os retornos dos titulares e terminou o ano de 2025 com quase três meses sem balançar as redes e não entrando em campo nos últimos quatro duelos da Copa do Brasil.
Gui Negão, jovem revelação das categorias de base do Corinthians
Rodrigo Coca/ Ag. Corinthians
Hugo, Ryan e Charles
O lateral-esquerdo Hugo e o meio-campista Ryan são dois jogadores que tiveram pouquíssimas oportunidades em 2025 e podem até ser negociados pelo Corinthians, em caso de propostas.
Hugo passou por cirurgia de hérnia inguinal e disputou só 20 partidas em 2025, contra 51 do ano anterior.
Já Ryan até jogou mais no ano passado do que em 2024, mas terminou a temporada sendo cortado do banco de reservas de várias partidas, inclusive da ida da final da Copa do Brasil.
Charles atuou em mais jogos do que Ryan e Hugo, mas nunca se firmou como titular ou até como primeira opção das substituições de Dorival Júnior. Ele terminou o ano despertando o interesse do Coritiba. Pode ser vendido.
Ryan, volante do Corinthians
Rodrigo Coca/ Ag. Corinthians
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