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Davi Belfort ambiciona “dominar” em UCF para abrir caminho à NFL

Davi Belfort ambiciona “dominar” em UCF para abrir caminho à NFL

Davi Belfort lista objetivos para carreira na universidade: ser titular e conquistar Troféu Heisman
O ano de 2025 ficou marcado na história do futebol americano do Brasil. Pela primeira vez, um quarterback nascido no país jogou uma partida da principal divisão universitária da modalidade nos EUA. Não só uma, aliás: em várias oportunidades, o brasileiro Davi Belfort entrou em jogos da University of Central Florida (UCF), com um papel que aumentou durante a temporada regular. O filho de Vitor Belfort inclusive marcou seu primeiro touchdown, correndo com a bola em vitória sobre West Virginia.
As conquistas do ano validaram a decisão de Davi de se transferir de Virginia Tech, onde ficou colado ao banco por todo seu primeiro ano de universidade, para a faculdade localizada em Orlando, a poucas horas de distância da casa da família Belfort no sul da Flórida. Também validaram a persistência do jovem de 20 anos, que saiu de quarta opção no elenco a escolha recorrente do treinador Scott Frost quando os Knights precisavam de uma faísca para mudar um jogo.
Davi Belfort no Rio de Janeiro
Adriano Albuquerque
– Eu transferi em maio, transferi um pouco atrasado e a temporada já começa em agosto. Tive que aprender o playbook (livro de jogadas) muito rápido. Minha meta era ser o titular este ano e comecei a temporada como o quarto reserva. Pus na minha cabeça, posso fazer duas coisas: ou posso não dar meu melhor esta temporada, ou posso dar meu melhor porque eu sei que a minha oportunidade vai chegar. Continuei fazendo isso dia por dia. Fui subindo o depth chart (hierarquia de jogadores). Comecei a ter um pouquinho de chance quando virei o terceiro reserva, naquele jogo em que fiz a estreia, contra North Carolina A&T, que eu entrei para duas jogadas, mas já fiz coisas boas e os técnicos gostaram. Fui subindo e virei o segundo – rememorou Belfort em entrevista ao ge no último domingo (4), durante clínica que ministrou para outros quarterbacks brasileiros no Rio de Janeiro.
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O touchdown contra West Virginia impressionou ainda mais os treinadores, e Davi teria sua grande oportunidade do ano em 7 de novembro, contra a universidade de Houston. Com sua equipe em desvantagem de três pontos a 2min23s do fim, Frost escolheu o brasileiro para liderar o que poderia ser a campanha da vitória. Belfort conseguiu levar os Knights até a linha de 27 jardas do campo de ataque, em grande parte graças a duas corridas dele de 19 e 17 jardas. Porém, com 11 segundos restando, foi interceptado na endzone.
– Cara, eu nem fiquei nervoso. Eu estava tão pronto, que eu só fiquei rindo. Falei, “Obrigado, Jesus, agora é minha hora”. Foi um momento bem difícil para mim, porque eu estava tão preparado, eu tinha tanta certeza que ia fazer o touchdown e ia virar o jogo. Porque eu estava assim (faz gesto indicando espaço curto), assim quase quase. Eu lead (liderei) o meu time ao campo de ataque, a gente estava no field goal range (alcance de field goal), a gente podia chutar um field goal e ir para overtime (prorrogação), mas meu técnico confiou em mim, falou, “A gente vai ganhar o jogo”. Meu técnico é muito agressivo, por isso que eu amo ele, acredita em mim. E eu arrisquei, fui um pouco atrasado, mas eu aprendi. Eu sou grato por este momento, porque me ensinou muito – analisou Davi.
Davi Belfort (10) corre com a bola em partida de UCF contra Houston pelo futebol americano universitário
Dustin Markland/Getty Images
Como não jogou em sua única temporada em Virginia Tech, o primeiro ano de Belfort em UCF contou como seu ano de calouro – na NCAA, usa-se o termo redshirt freshman para estes jogadores. Com isso, o brasileiro ainda tem três anos de eligibilidade no futebol americano universitário. E ele pretende fazer proveito máximo deste período. Apesar de ter recebido a concorrência de mais um quarterback de elite no elenco – Alonza Barnett III, jogador do ano na conferência Sun Belt pela universidade James Madison, foi anunciado como transferência para UCF esta semana – Davi pretende lutar pela vaga de titular em 2026 e ambiciona conquistar o Troféu Heisman, dado ao melhor jogador de futebol americano universitário a cada temporada.
– A longo prazo, óbvio que meu goal é chegar na NFL e fazer coisas grandes na NFL. Mas antes disso, eu tenho que jogar na faculdade e dominar na faculdade. Então minha meta agora é ser o titular do meu time, porque sem ser titular, não vou conseguir ser as outras coisas que quero ser, e ser o melhor teammate (companheiro) para os meus jogadores, ajudando e elevando eles todo dia. E ganhar um Heisman, este é um sonho meu. Ganhar isso um dia é sempre um sonho que eu tive – manifestou Davi Belfort. geRead More