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Como o Botafogo pode contratar mesmo sob transfer ban? Entenda

Como o Botafogo pode contratar mesmo sob transfer ban? Entenda

Luiz Henrique visita CT do Botafogo nas férias e veste camisa
O Botafogo tem três reforços confirmados para a temporada 2026: os zagueiros Riquelme e Ythallo e o atacante Lucas Villalba, este último o primeiro a ser anunciado. No entanto, o clube também lida nos bastidores com um transfer ban imposto pela Fifa devido à falta de pagamento na transação por Thiago Almada. Como o Botafogo consegue contratar jogadores neste período? O ge explica.
Na prática, o transfer ban não é uma limitação jurídica — as restrições impostas pela Fifa em nada alteram o teor dos contratos celebrados entre o Botafogo e os jogadores, vistos internamente como “juridicamente perfeitos”.
O clube é proibido “apenas” de formalizar os vínculos nos órgãos de registro do futebol brasileiro, como o Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o que limita a participação em quaisquer torneios oficiais.
Como a janela de transferências só abriu nesta segunda-feira, 5 de janeiro, todos os reforços estão pendentes de regularização junto à CBF. Nenhum dos nomes pôde ser registrado antes da imposição do transfer ban, que aconteceu em 30 de dezembro do ano passado.
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Vitinho e Villalba em treino do Botafogo no Espaço Lonier
Vitor Silva/BFR
Enquanto a situação burocrática não se resolve, os reforços podem frequentar as instalações do clube normalmente, assim como podem participar de quaisquer atividades internas, como treinos.
Riquelme, Villalba e Ythallo já estão integrados ao grupo do Botafogo e se apresentaram junto com o restante do elenco no último domingo, no primeiro dia de trabalho da nova comissão técnica.
Com o treinador Martín Anselmi, chegaram também os auxiliares Luis Piedrahita e Pablo De Muner, o preparador de goleiros Darío Herrera e o preparador físico Diego Bottaioli.
Neste momento, o Botafogo conversa com o Atlanta United (EUA) e tenta negociar o pagamento dos US$ 21 milhões (cerca de R$ 114 milhões) pendentes em parcelas. Até o momento de publicação desta reportagem, não houve sinalização positiva por parte dos americanos.
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Villalba durante atividades do Botafogo no Espaço Lonier
Vitor Silva/BFR
O que o Botafogo alegou para não pagar a compra do Almada?
A negociação entre Botafogo e Atlanta United por Almada aconteceu em junho de 2024; nela, ficou estabelecido o pagamento de US$ 21 milhões parcelados em quatro anos. As duas primeiras parcelas foram quitadas. No entanto, de acordo com o documento apresentado pelo Atlanta à Fifa, os valores teriam que ser liquidados até o dia 30 de junho de 2026.
O Atlanta chegou a exigir que Almada abrisse mão dos 10% a que tinha direito — na MLS, o atleta em negociação tem direito a esse percentual por lei. Houve negativa por parte dos advogados do atleta.
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Para que o negócio fosse concluído, ficou definido que a Eagle, empresa dona da SAF do Botafogo, compraria esse “crédito” de US$ 2,1 milhões de Almada. Posteriormente, a rede multiclubes de John Textor cobraria o valor da MLS.
O Botafogo reivindica os 10% na justiça americana, enquanto o Atlanta pede o pagamento na Fifa. Um dos argumentos do jurídico do clube carioca é que há débito do Atlanta/MLS com o Botafogo, mas que está sendo cobrado em outra esfera.
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