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Morte em Minneapolis: Relembre outros 4 episódios de ação violenta do ICE, o serviço de imigração dos EUA

Morte em Minneapolis: Relembre outros 4 episódios de ação violenta do ICE, o serviço de imigração dos EUA

 Morte de mulher por agente de imigração nos EUA gera protestos em Minneapolis e outras cidades americanas
A morte de uma mulher baleada em Minneapolis por um agente do ICE, o serviço de imigração dos EUA, chocou o país e gerou protestos em diversas cidades.
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Na quarta-feira (8), um agente com o rosto coberto disparou três tiros a curta distância contra Renee Nicole Good, uma mãe de três filhos, de 37 anos, que havia acabado de se mudar para a cidade. Ela era cidadã americana, poeta premiada e guitarrista amadora.
Good estava dentro de um carro e acabou batendo o veículo contra um poste após ser baleada.
O governo Trump, por meio do Departamento de Segurança Interna (DHS), alegou que um dos agentes do ICE atirou após a mulher tentar avançar com o carro contra os oficiais.
Manifestantes entram em confronto com agentes federais em Saint Paul, Minnesota, em 8 de janeiro de 2026.
OCTAVIO JONES / AFP
Minneapolis e a vizinha St. Paul estão em estado de alerta desde que o DHS anunciou, na terça-feira (6), o início de uma grande ofensiva migratória na região.
Cerca de 2.000 agentes e oficiais devem participar da operação, que está ligada, em parte, a investigações sobre supostas fraudes envolvendo residentes de origem somali.
Esse não é, porém, o primeiro episódio no qual o ICE é acusado de agir com truculência e de forma arbirária. Confira abaixo quatro outras vezes em que as ações de agentes de imigração foram postas em xeque:
Prisão de sul-coreanos legalizados na Geórgia
Sul-coreano preso pelo governo Trump em fábrica de automóveis nos EUA fala com a imprensa da Coreia do Sul após retornar ao país em 12 de setembro de 2025.
REUTERS/Kim Soo-hyeon
Em setembro, agentes do ICE prenderam 475 trabalhadores em uma fábrica de baterias de automóveis da Hyundai, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos. A maioria era originária da Coreia do Sul.
As detenções interromperam as obras que estavam ocorrendo na fábrica, que é um dos maiores investimentos da montadora coreana nos EUA.
A batida dos agentes teria se originado com a denúncia de uma mulher que estranhou a quantidade de estrangeiros no local. Ocorre, porém, que eles tinham vistos de trabalho, e alguns dos detidos eram engenheiros formados.
Ao todo, 316 sul-coreanos foram detidos retornaram ao país, segundo a agência de notícias Yonhap.
Segundo a agência de notícias Reuters, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu aos imigrantes sul-coreanos detidos em fábrica da Hyundai que ficassem no país, mas a maioria dos trabalhadores optou por voltar ao país de origem.
Caso Alice Barbosa
Brasileira trans é detida de forma truculenta por agentes de imigração nos Estados Unidos
A brasileira Alice Barbosa, de 28 anos, uma mulher trans, foi presa em agosto do ano passado no estado de Maryland.
Um vídeo gravado por amigos de Alice mostra que ela foi levada de forma truculenta pelos agentes que a abordaram (veja acima). Ainda no momento da detenção, um dos agentes usa o pronome masculino para se referir a ela e é corrigido instantaneamente pela mulher que filmava.
Em nota divulgada nesta terça-feira (28), o ICE deu tratou Alice pelo nome masculino —e não pelo nome social.
Cunhada de porta-voz da Casa Branca
Bruna com o filho, Michael Leavitt Junior
Arquivo Pessoal
A mãe do sobrinho da secretária de imprensa do governo Trump, Karoline Leavitt, foi detida por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em Boston no fim de novembro de 2025.
Brasileira, Bruna Caroline Ferreira tem um filho com o irmão da porta-voz do presidente americano, Michael Leavitt. Eles tiveram um relacionamento, mas não se falam há vários anos, de acordo com o próprio advogado dela, Todd Pomerleau.
Segundo o advogado, agentes à paisana abordaram Bruna no estacionamento, sem identificação oficial, o que fez a ação parecer um sequestro.
Após a detenção, Bruna foi transferida por quatro estados até chegar a um centro de imigração na Louisiana. O filho, de 11 anos, vive com o pai em New Hampshire, estado vizinho à antiga casa da mãe. Os dois mantêm guarda compartilhada e relação considerada amigável pela família — a imprensa norte-americana relatou, porém, uma disputa acirrada pela guarda do filho logo após a separação.
Em 8 de dezembro, ela foi solta sob o pagamento de fiança. O advogado que representa o governo Trump não se opôs à decisão do juiz de libertá-la.
Mulher jogada no chão em Nova York
Vídeo mostra imigrante agredida por agente nos EUA
Em outubro, um caso registrado em vídeo chamou a atenção pela truculência. A equatoriana Mónica Moreta Galarza saía de um tribunal de imigração com a família em Manhattan, quando agentes do ICE tentaram separar a família e prenderam o pai, Ortiz López, em meio a gritos e súplicas desesperadas da esposa e o choro dos filhos.
“Um deles me atacou de forma tão agressiva que fiquei apavorada. Ele acabou me jogando no chão”, relatou Mónica, que caiu na frente de jornalistas, fotógrafos e agentes da lei.
O agente, que não teve sua identidade divulgada, foi “afastado de suas funções”, segundo informou o Departamento de Segurança Nacional (DHS, na sigla em inglês).g1 > Mundo Read More