No BBB, Edílson Capetinha já relatou arma em concentração e soco em Evaristo de Macedo
Edilson Capetinha fala sobre o dia que agrediu o Evaristo de Macedo
Edílson Capetinha foi pentacampeão do mundo, brilhou por Corinthians, Palmeiras e Flamengo, mas também se envolveu em uma série de polêmicas. Uma delas, em Salvador, teve arma e até soco no então treinador do Vitória, Evaristo de Macedo, em 2004.
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Em entrevista ao Charla Podcast, em novembro de 2025, Edilson lembrou o episódio dos tempos que atuava pelo Vitória. Na ocasião, ele ficou contrariado ao saber por Evaristo de Macedo que a concentração para um jogo contra o São Paulo, marcado para um domingo, começaria na sexta-feira. Tudo isso pouco tempo depois do local ser assaltado.
– O Evaristo disse que ia concentrar na sexta-feira. Aí eu disse: “Pô, Evaristo, o jogo é domingo e concentrar na sexta-feira? Sacanagem. Não vou concentrar”. Tinha uma parada para eu fazer, minha boate ia funcionar. Eu disse: “Deixa eu concentrar em casa”. Ele disse: “Se não concentrar, não vai jogar”. Isso na frente de todo mundo. Eu disse: “Quem manda no time não é você, é o presidente, o Paulo Carneiro, que me contratou”. De pirraça eu não fui para concentrar – lembra.
Edilson contou que, no sábado, recebeu uma ligação do então presidente Paulo Carneiro o convocando para concentrar com o time. Na chegada à Toca do Leão, o ex-atacante do Vitória decidiu “fazer uma brincadeira” usando uma arma.
– Quando eu cheguei, eu falei: “Pô, vou fazer uma brincadeira com os caras”. Eu com porte de arma, andando armado. Quando o cara abriu o portão, eu meti a primeira [marcha], meti a segunda. Quando cheguei na frente dos caras dei um cavalo de pau. Subiu um poeirão. Baixei o vidro e dei uns oito tiros para cima. Que brincadeira sem graça. O presidente saiu correndo para o mato, Evaristo para o outro, os jogadores para a cozinha…
Edílson Capetinha no Charla Podcast
Charla Podcast / Reprodução
Depois do episódio, Edílson conta que foi para um dos quartos da concentração. Pouco tempo depois, ele foi convocado para uma reunião no clube.
– Aí veio Evaristo e o presidente: Evaristo falou comigo: “P****, que brincadeira sem graça. Eu estou lidando com quem? Com jogador ou bandido?”. Eu disse: “Pô, professor, brincadeira isso aqui. Desculpa”. O Paulo Carneiro botou pilha também. [O clima] foi esquentando. Ele começou a falar alto, e bateu em mim [no ombro]. Eu pensei: “Esse velho vai dar em mim. Já vou virar dano”. Virei dando. Quando vi, bateu nele, que caiu por cima do sofá. Piorei a merda que eu já tinha feito. Evaristo era como um pai.
Edílson conta que, depois do episódio, foi para casa e não jogou a partida contra o São Paulo, que acabou em derrota para o Vitória. Apesar da agressão, o ex-atacante afirma que se resolveu com Evaristo de Macedo e voltou a atuar pelo clube baiano.
Edílson nos tempos de Vitória
Reprodução/TV Globo
– Eu sempre peço desculpas a ele. Eu não me glorifico com essa história em nada. Não estou me gabando de nada. Fico até com vergonha. Foi uma das coisas que mais me arrependo no futebol -inicia.
– Eu fui lá, pedi desculpas e voltei a treinar. Graças a Deus, as coisas que aconteceram no campo ou concentração comigo acabaram ali. Hoje eu sou um dos melhores amigos do Pet, jogador que mais briguei – finaliza.
Em 2004, Edílson atuou em 44 jogos pelo Vitória, com 22 gols marcados. Foi a primeira passagem do Capetinha pelo clube baiano (voltou em 2007).
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