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Forjados no Sertão #3: Nacional de Patos busca reviver glórias em 2026 e deixar crises no passado

Forjados no Sertão #3: Nacional de Patos busca reviver glórias em 2026 e deixar crises no passado

Nacional de Patos vai querer reencontrar os tempos de glória no estadual
A temporada de 2026 vai ser especial para o Campeonato Paraibano, que será um dos com mais representantes sertanejos dos últimos anos. Dos 10 clubes, cinco são do Sertão, entre eles o Nacional de Patos, que busca reviver os tempos de glórias no futebol da Paraíba e deixar no passado as crises que abalaram sua história recente.
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O Canário do Sertão se junta a Atlético-PB, Esporte de Patos, Pombal e Sousa na série do ge Forjados no Sertão, que resgata a trajetória desses clubes, evidencia a forte identidade construída com o sertão paraibano e se aprofunda nas histórias, desafios e expectativas que cercam cada equipe para a temporada de 2026.
“Forjados no Sertão” é a série que mergulha na trajetória dos clubes sertanejos no Paraibano 2026
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Resumo da história do clube
O Nacional Atlético Clube teve sua história iniciada no dia 23 de dezembro de 1961, na cidade de Patos, a partir de um grupo de funcionários federais que trabalhavam nos Correios. Um dos objetivos com a criação era rivalizar contra o Esporte de Patos, fundado em 1952, com quem faz um dos principais dérbis da Paraíba: o Clássico Patoense.
O Canário do Sertão foi, inicialmente, um clube amador, vindo a se profissionalizar em 1965, quando disputou o primeiro Campeonato Paraibano. Já a rivalidade contra o Patinho nasceu um pouco antes, no dia 14 de abril de 1963, com o primeiro duelo terminando com vitória do Alvirrubro por 3 a 1.
Contudo, no histórico do clássico, o Alviverde leva a melhor. De acordo com o levantamento do jornalista Genival Júnior, as equipes se enfrentaram 101 vezes, com o Nacional de Patos vencendo 44, o Esporte de Patos apenas 19, e o dérbi terminando empatado em 38 oportunidades. Em relação aos gols, o Canário do Sertão marcou 143 contra 95 do Patinho.
Elenco do Nacional de Patos no primeiro jogo contra o Esporte de Patos, em 1963
Fundação Ernani Sátyro
Entre as principais conquistas estão o Campeonato Paraibano 2007, a Copa Paraíba 2008 e a 2ª divisão do Campeonato Paraibano 2017. Já no contexto nacional, não possui títulos, mas garantiu campanhas marcantes na Série B do Campeonato Brasileiro 1981 e na Série C do Campeonato Brasileiro 2007, além de participações na Copa do Brasil em 2008 e 2009.
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Conexão com o Sertão
Apesar de dividir o estádio com o maior rival, o Nacional de Patos tem o José Cavalcanti como a sua casa, o que intensifica a relação do clube com a cidade. Um dos principais exemplos disso foi a campanha na Série C 2007, quando o Canário do Sertão teve uma atuação quase perfeita jogando em seus domínios.
A competição contava com três fases de grupos, e o desempenho do Alviverde foi tão marcante que, no segundo chaveamento, chegou a perder seis pontos por escalação irregular e, mesmo assim, se classificou para o octogonal. Campeão do Paraibano 2007, o Nacional de Patos tinha um elenco entrosado e sempre lotava o estádio.
Porém, o octogonal obrigava os clubes a atuar em uma praça esportiva com capacidade superior a 10 mil pessoas, sendo que o JC conseguia comportar apenas 8 mil torcedores. Assim, o Naça precisou mandar suas partidas no Amigão, em Campina Grande. No primeiro jogo, alguns patoenses se fizeram presentes, mas viram o Vila Nova vencer por 5 a 1.
Vila Nova x Nacional de Patos, Série C 2007
O Popular
O Nacional de Patos disputou sete jogos em Campina Grande, amargando quatro derrotas, um empate e apenas duas vitórias. Nesse cenário, destaca-se a conexão do Alviverde com o José Cavalcanti, onde o clube escreveu grandes momentos de sua história.
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Você sabia?
Hoje conhecemos o Nacional de Patos como alviverde, mas algumas pessoas não sabem que, por um certo período, o clube foi auriverde. Nos primeiros anos de história, as cores amarela e verde estampavam o uniforme principal da equipe, que acabou precisando substituir o modelo por uma determinação da CBF.
Na época em que o Naça passou a disputar competições profissionais, a entidade proibiu que clubes de futebol utilizassem as cores da Seleção Brasileira. Por causa disso, a equipe se viu obrigada a abandonar o amarelo e assumir o branco, tornando-se alviverde.
Daí que surgiu a alcunha de Canário do Sertão, se baseando nas cores da Seleção Brasileira e na inspiração da marcante camisa canarinho.
Nacional de Patos utilizou o uniforme canarinho contra o Sousa, na Série D do Brasileiro 2023
Éder Souza / Nacional de Patos
Em 2023, ano em que disputou a Série D do Campeonato Brasileiro pela última vez, os jogadores entraram em campo com as cores primárias do clube, e parece que deu sorte. Contra o Sousa, o Nacional de Patos venceu por 3 a 1, no José Cavalcanti, e quebrou um tabu de 14 anos sem ganhar do Dinossauro.
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Como foi 2025?
Em 2025, o Nacional de Patos viveu momentos conturbados dentro e fora de campo. Ainda em janeiro, uma discussão aconteceu no CT do Alviverde, quando atletas e torcedores cobraram da diretoria os salários atrasados referentes ao mês de dezembro de 2024, período em que o clube iniciou a pré-temporada.
Membros da torcida foram ao local para cobrar os resultados da equipe, que, até aquele momento, havia vencido apenas um dos três jogos do estadual. Após o episódio e atuações ruins em campo, o time sofreu com baixas importantes, como os atacantes Kieza e Rogério, além do técnico Rafael Soriano. Com a saída do treinador, Delany comandou a equipe até a chegada de Marcelinho Paraíba.
Para a reta final da 1ª fase do Campeonato Paraibano, o Canário do Sertão apostou no ex-camisa 10 do Treze, que conquistou os resultados necessários para livrar o clube do rebaixamento à 2ª divisão estadual.
Kieza e Rogério reeditaram dupla no Nacional de Patos
Reprodução/Redes Sociais
Ainda no campo político, o Conselho Deliberativo do Nacional de Patos articulou a destituição do presidente Thiago Cintra do cargo, que, desde a posse, em agosto de 2023, protagonizou uma relação de atritos com os conselheiros e parte da torcida. Contudo, o caso não se prolongou, já que, dias após o pedido, o dirigente deixou a presidência do clube.
Em agosto, foi realizada uma eleição que elegeu a nova diretoria para o triênio 2026–2028. Encabeçada pelo presidente Kleber Gomes, conhecido como Pardal, a gestão foi eleita junto de novos dirigentes para o Conselho Deliberativo.
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O que esperar para 2026?
Para 2026, o Canário do Sertão vai apostar na juventude do técnico Felipe Soares, que, mesmo sem muitos destaques na carreira, chega com novas ideias para colocar em prática.
No elenco, o Alviverde conta com experiência, tendo como pilares o volante Guto, ex-Fortaleza, e o atacante Rogério, ex-São Paulo e Sport, que vai defender o Nacional de Patos pelo segundo ano consecutivo.
Rogério é uma das promessas do Nacional de Patos para 2026
Éder Souza/Nacional de Patos
Com uma nova gestão e sem muitos investimentos, como os demais clubes, o Alviverde deve ir em busca, mais uma vez, da permanência na elite do Campeonato Paraibano, além da participação na Copa Paraíba.
A competição, conquistada pelo Naça em 2008, retorna ao calendário e promete agitar as disputas pela terceira vaga do estado na Copa do Brasil.
*Estagiário sob a supervisão de Matheus Aquino.
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