Análise: cinco motivos para a atuação de chorar do Grêmio contra o São José
Grêmio 0 x 1 São José | Melhores Momentos | 2ª rodada | Campeonato Gaúcho 2026
A estreia do Grêmio na Arena foi de chorar. E não de alegria. Com “zero” de brilho individual e qualidade coletiva, o time de Luís Castro teve sorte em jogar com portões fechados. Assim, escapou da primeira vaia da temporada na derrota por 1 a 0 para o São José.
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Na segunda partida do ano, o futebol do Grêmio foi comprometido por ao menos cinco fatores. Todos passam diretamente pelos jogadores e, por enquanto, isentam o português de qualquer culpa pelo resultado.
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O primeiro motivo da derrota foi a falta de ritmo dos atletas. Ao optar pelo rodízio, o treinador português colocou em campo uma escalação totalmente diferente da que iniciou o jogo de estreia, contra o Avenida.
Além das férias e a curta pré-temporada — 14 dias —, que impactam o time de forma geral, houve o caso do lateral-direito João Pedro. O lateral-direito não atuava desde maio em função do tratamento de uma trombose no ombro direito.
Ah, Luís Castro! Abre o olho com esse time!
Maxi Franzoi/AGIF
A saída de jogo pelo lado esquerdo dificultou o jogo do Grêmio. Sem Marlon, recuperando-se de lesão, e com Caio Paulista no banco, sobrou o zagueiro Viery improvisado para Luís Castro, na lateral.
O jovem esteve abaixo da qualidade necessária para a função, principalmente no que diz respeito ao apoio ao ataque. A dupla com Kannemann não engrenou.
Willian atuou centralizado e não funcionou como o tão esperado meia de criação. Por natureza, o experiente jogador cai mais pela esquerda. Contratado em setembro do ano passado, ele ainda não demonstrou que conseguirá jogar de costas para o gol. A posição na qual mais rende até o momento é aberto pela esquerda.
Willian não funcionou de forma centralizada contra o São José
Maxi Franzoi/AGIF
Como quarto motivo para o resultado ruim, está rendimento decepcionante dos pontas. O Grêmio não teve profundidade no ataque e muito disso se deve a Aravena e Gabriel Mec, que pecaram no acabamento das jogadas. O jovem até foi voluntarioso na recomposição e buscou mais o “um contra um”. Roger e Amuzu, quando entraram no segundo, agregaram novo ânimo e mais perigo.
E o quinto motivo está em setor nevrálgico da equipe: o dos volantes. Quando Arthur está em campo, problema resolvido. Quando não está, Deus nos acuda.
Cuéllar e Dodi deixam a desejar em relação ao volante que veio da Juventus. Conseguir ter controle do meio sem Arthur é um desafio que se arrasta desde o ano passado. E foi visto novamente na noite deste quarta-feira contra o São José.
É, Luís Castro, o trabalho será longo, e a partida desta quarta foi mostra que está tudo bem no começo.
Cuellar está muito abaixo de Arthur, e o time sente quando há a troca
Maxi Franzoi/AGIF
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