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Ford rebate acusação da Cadillac de “marketing” em parceria com RBR: “Na verdade, é o contrário”

Ford rebate acusação da Cadillac de “marketing” em parceria com RBR: “Na verdade, é o contrário”

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A chegada da Cadillac como equipe e da Ford como fornecedora de motores (para RBR e RB) à Fórmula 1 impulsionou uma faísca de rivalidade americana na categoria, com críticas públicas de ambos os lados. O pontapé inicial aconteceu quando Dan Towriss, CEO da Cadillac na F1, afirmou que o retorno da Ford à elite do automobilismo mundial não passa de “marketing”.
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Dan Towriss e Bill Ford, representantes de Cadillac e Ford
Getty Images
Além disso, Towriss considerou que o envolvimento da concorrente é bem menor que o da Cadillac na F1 – a marca é subsidiária da General Motors, que compete com a Ford no mercado automotivo.
– Não chega nem perto. Um é um acordo de marketing com impacto mínimo, enquanto a GM é sócia (da equipe Cadillac). Eles estão profundamente envolvidos do ponto de vista da engenharia e participaram desde o primeiro dia. Esses dois acordos não poderiam ser mais diferentes – afirmou Towriss, em entrevista ao site “The Athletic”.
Carro da Cadillac para pré-temporada da F1 na Espanha
Divulgação/Cadillac
A Ford estava fora da Fórmula 1 desde 2004, mas decidiu retornar em parceria com a RBR e a RB. Ambos os times usaram motores Honda nos últimos anos, mas decidiram mudar de rota a partir de 2026, ano que marca a estreia do novo regulamento de motores da categoria.
Por outro lado, a Cadillac vai participar da categoria principal de monopostos pela primeira vez. Neste início, a equipe utilizará motores da Ferrari, mas já trabalha no desenvolvimento de uma unidade de potência própria, com previsão de uso em 2028.
Os comentários de Dan Towriss não caíram bem dentro da Ford. Bill Ford, presidente executivo da marca americana, disse ter ficado “atônito” ao ver as declarações da Cadillac e que “começou a rir”. Ele classificou as acusações como “patentemente absurdas” e citou a parceria da escuderia com a Ferrari.
– Eu diria que, na verdade, é o contrário. Eles estão usando um motor Ferrari. Não estão usando um motor Cadillac. Não sei se há algum funcionário da GM na equipe de corrida – rebateu Bill.
Quem também se manifestou sobre o comentário de Towriss foi Will Ford, gerente geral da Ford Performance. O gestor disse que a fala “não poderia passar mais longe da verdade” e explicou o motivo da parceria com a RBR.
– Poderíamos ter gastado muito dinheiro para estampar nosso logotipo em um carro ou associar nosso nome a uma equipe. Mas tomamos a decisão muito consciente de formar a RB Ford Powertrains, como uma verdadeira parceria técnica, para complementar o esforço audacioso que a RBR decidiu empreender no desenvolvimento de sua própria unidade de potência – disse, acrescentando:
– Encontramos as áreas em que a Ford pode complementar de forma única as habilidades e capacidades da RBR, dada a dimensão, a abrangência e a expertise técnica dentro de nossa organização, com a intenção de criar a melhor unidade de potência da F1, assim como fizemos nas décadas passadas – concluiu.
Yuki Tsunoda, da RBR, no treino para o GP da Itália
Zak Mauger/LAT Images
Cadillac e Ford disputam – cada uma à sua maneira – o espaço de representar os Estados Unidos na Fórmula 1. A categoria já possui uma equipe do país: a Haas, presente na competição desde 2016. Entretanto, o time não consolidou uma ligação intrínseca ao país – um fato que demonstra isso é a recente ampliação da parceria com a japonesa Toyota.
O primeiro ato da Ford enquanto fornecedora de RBR e RB acontece nesta quinta-feira (15), quando os carros das escuderias vão ser divulgados em uma cerimônia na cidade de Detroit, sede da marca. A Cadillac, por sua vez, vai revelar seu monoposto no dia 8 de fevereiro, durante o intervalo do Super Bowl – o jogo decisivo da NFL. geRead More