Irmãos do Inter decidem na Copinha e Gauchão no mesmo dia e emocionam mãe; conheça
Na estreia do técnico Pezzolano, Inter goleia com 2 gols de Borré
A última quinta-feira dificilmente sairá da cabeça da família Alves. Os irmãos Luiz Felipe e João Victor foram protagonistas do Inter no mesmo dia, 16 de janeiro de 2026. O primeiro ajudou ao colocar o time nas oitavas de final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O atacante, o caçula, abriu o placar na goleada por 4 a 0 sobre o Monsoon no profissional.
– Estou muito feliz, abençoada! Quase infartei! Não tenho mais lágrimas de tanto que chorei – se emociona Fabiana Alves, mãe dos colorados.
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Garotos decisivos
Fabiana ainda mora no Rio de Janeiro. Trabalha em um hospital, mas acompanhou a classificação dos gaúchos na Copa São Paulo. Luiz Felipe teve papel fundamental, ao acertar dois pênaltis.
Horas depois, o time profissional entrou em campo pela segunda rodada do estadual. Paulo Pezzolano escalou João Victor entre os titulares. A resposta da aposta apareceu aos 37 minutos. O atacante marcou o primeiro gol da partida e deu o passe para Aguirre cruzar ao primeiro de Borré, já no segundo tempo.
– Falei com os dois. O João estava vendo o jogo do Felipe, que ficou muito feliz. Depois foi a vez do Felipe. Eu só chorava, grata por tudo. Eles retribuíram – afirma a mãe coruja.
Foi um dia perfeito. Ver meu irmão decidindo e depois eu ajudar… Especial demais. Nossa família estava muito feliz. Todo mundo acompanhou e vibrou junto. Ele é uma grande inspiração para mim. Viver isso juntos torna tudo mais legal.
Veja o gol de João Victor
Confiança no Inter pela evolução
O momento dos Alves coroa o trabalho para educá-los. Criados na Ilha do Governador, os garotos tinham personalidades distintas. Luiz Felipe, hoje com 19 anos, era intenso, emotivo e muito agarrado à mãe. João Victor, um ano mais novo, se mostrava mais racional.
O atacante chegou ao Inter em 2024, trazido do Vasco da Gama. Apesar do pouco espaço nos cariocas, Luther Alves, gerente de captação, enxergou potencial no atacante.
João Victor e Luiz Felipe ainda crianças
Arquivo pessoal
No ano passado, desembarcou Luiz Felipe. O lateral-esquerdo tinha outras propostas, mas a confiança no trabalho colorado – em especial o cuidado do dirigente – pesou para a escolha. O temperamento mereceu atenção logo nos primeiros contatos.
– Optamos pelo Inter para ajustar o comportamento. Sabíamos da preocupação com a orientação. O Luther se sentou com o Luiz e falou sobre postura e que seria exigido. Ficou mais responsável. A Fabiana perguntava se dava trabalho e ouvia que só dava orgulho – revela Caio Tércio, empresário da dupla.
João Victor e Luiz Felipe com a mãe Fabiana
Arquivo pessoal
Com João, era necessário trabalhar para ganhar corpo e ficar mais forte.
– Ele desenvolveu rápido. Chegou muito franzino e, em meio ano, ganhou de quatro a cinco quilos de massa – diz Caio.
O trabalho de Roger
João Victor começou a conviver com o grupo principal ao longo de 2025. Roger Machado puxava o jovem para os treinos, como plano de adaptação e amadurecimento. Os frutos começam a ser colhidos neste início de ano. O camisa 44 apareceu como um dos destaques entre os guris.
– Ele chegou a ser relacionado pelo Roger, que o observava na transição. Foi um trabalho planejado. Treinou com o profissional. Esse processo de maturação fez a diferença agora – valoriza o empresário.
João Victor abriu a goleada do Inter no Passo d’Areia
Ricardo Duarte/Divulgação, Internacional
O contrato de João Victor é válido até o fim de 2027. Os gaúchos já debatem a renovação com o atacante. O de Luiz Felipe termina em dezembro deste ano.
Enquanto isso, Fabiana conta as horas para estar com os filhos novamente, desta vez em Alvorada. A matriarca está em negociação para deixar o emprego e vir morar no Rio Grande do Sul. O choro agora vai ser na arquibancada, mas com longos abraços na sequência das partidas.
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