Desde Juninho, Flamengo evitou apostas e investiu quase R$ 400 milhões em reforços consolidados
Juninho, que estava no Azerbaijão, é apresentado no Flamengo
Há pouco mais de um ano, no dia 15 de janeiro de 2025, o Flamengo anunciou o primeiro reforço da gestão Bap. Pouco badalado e jogando em um mercado desconhecido dos brasileiros, Juninho deixou o Qarabag (Azerbaijão) e chegou à Gávea alimentando a expectativa de que o clube rubro-negro faria um mercado atípico. A aposta no atacante não vingou, e as contratações seguintes foram de jogadores consolidados em sua maioria em clubes mais tradicionais da Europa.
O foco no mercado europeu fugiu do óbvio, mas o Flamengo evitou apostar em jogadores menos conhecidos desde Juninho. A contratação menos badalado foi a de Emerson Royal. Com carreira curta no Brasil (Ponte Preta e Atlético-MG), o jogador passou por clube expressivos, como Barcelona (Espanha) e Totteham (Inglaterra) e foi comprado do Milan (Itália). O lateral-direito foi contratado com status de “compor elenco” e ainda não conquistou a titularidade absoluta com Filipe Luís.
Os demais reforços, no entanto, chegaram com pompa ao Rio de Janeiro: zagueiro bicampeão da Champions League e campeão mundial; volante campeão da Champions e da Eurocopa; meia e atacante com passagens marcantes por clube grande na Espanha; meia comparado a Neymar e valorizado na Europa; zagueiro destaque do Campeonato Brasileiro; e goleiro premiado em Portugal.
A mudança de perfil passa não só pela certeza na qualidade dos reforços, mas também pelo fortalecimento econômico do Flamengo. Quando Bap assumiu a direção, barrou contratações de peso até que o caixa fosse equilibrado. A realidade mudou na segunda janela, e o clube fez o investimento mais alto da história. Ao todo, desde Juninho, o Fla investiu quase R$ 400 milhões na contratação de jogadores.
Contratações pós-Juninho:
Danilo (luvas) – R$ 16,8 milhões
Jorginho (luvas e comissão) – R$ 23,8 milhões
Saúl (valor de luvas e comissão não divulgado)
Emerson Royal – R$ 58 milhões
Samuel Lino – R$ 143 milhões
Jorge Carrascal – R$ 77 milhões
Vitão – R$ 65 milhões (incluindo perdão da dívida por Thiago Maia de R$ 30 milhões)
Andrew – R$ 9,4 milhões
TOTAL = R$ 393 milhões
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Juninho foi o primeiro reforço de Bap no Flamengo
Gilvan de Souza / CRF
Juninho foi comprado por 5 milhões de euros (R$ 31 milhões). O atacante foi o investimento mais baixo do clube em compras de direitos. Outros jogadores custaram menos, casos de Danilo, Jorginho e Saúl, umas em situações diferentes, porque estavam livres no mercado após rescindirem contratos e não obrigaram o Flamengo a comprá-los de outros clubes.
O diretor de futebol José Boto chegou a identificar outro jogador do perfil de Juninho no mercado, mas a contratação foi barrada por Bap. O Flamengo se acertou com o irlandês Mikey Johnston, do West Bromwich (segunda divisão da Inglaterra), que tinha viagem marcada ao Brasil, mas o presidente mandou voltar atrás após pressão de grupos políticos da Gávea. O atacante seria o primeiro reforço da segunda janela e custaria R$ 37 milhões. A partir do veto, o departamento de futebol passou a mirar nomes de clubes da primeira divisão europeia.
Juninho foi o primeiro jogador a ser negociado pelo Flamengo nesta janela. O clube recuperou o investimento e o vendeu por 5 milhões de euros (R$ 32 milhões) para o Pumas (México). Indicado por Filipe Luís, ele não conseguiu se firmar com o treinador. Ao longo de 2025, o atacante disputou 32 partidas e marcou quatro gols.
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