Pela 1ª vez em quase duas décadas, Ciel fica fora do Acreano: “Começar a pensar em parar”
Aos 39 anos, Ciel flerta com aposentadoria e mira título estadual inédito
Não só a falta de público marcou a primeira rodada do Campeonato Acreano Série A, mas também a ausência de um personagem emblemático do futebol local: o meia Ajaciel da Silva Moraes, mais conhecido como Ciel, 40 anos.
Meia Ciel está fora do Campeonato Acreano 2026
Arquivo pessoal/Manoel Façanha
Ficha técnica
Nome: Ajaciel da Silva Moraes
Apelido: Ciel
Idade: 40 anos
Posição: Meia
Currículo: Adesg, Plácido de Castro, Independência, Juventus-AC, Atlético-AC, Humaitá, Galvez, Rio Branco-AC e São Francisco
Títulos: bicampeão acreano da 2ª divisão – Humaitá (2016) e Adesg (2017)
Pela primeira vez em quase duas décadas, Ciel está fora da elite do estadual desta temporada. Um dos motivos para a ausência nesta edição, segundo o meia, foi a falta de propostas.
Ciel teve passagens pelo Atlético-AC ao longo da carreira
Manoel Façanha/Arquivo Pessoal
– A gente só teve algumas conversas, mas não chegou a ser convite não. Não chegou a nem ser diretor de clube não, foi o fisioterapeuta que chegou a conversar comigo e tal, o treinador mandou conversar, mas não foi para frente não – disse Ciel em entrevista por telefone ao ge.
– Não sei se por causa da idade. Os caras acham: “Ah, o cara tá com 40 anos, não serve mais”. Faz parte do futebol acreano. Chega um ponto que a gente tem que começar a pensar em parar.
A ausência de propostas trouxe reflexões ao experiente meia, sobre tempo com a família e desvalorização, apesar extensa experiência no futebol estadual.
Ciel (2º esq. p/ dir.) comemora gol ao lado de companheiros na Adesg
Arquivo pessoal/Manoel Façanha
– Nesses últimos tempos, os clubes não valorizam. Pagam pouco e o cara perde tempo pra estar nesses negócios (…) Nesses últimos anos, eu perdi mais do que ganhei. Às vezes, a gente perde porque deixa de fazer alguma coisa pra ganhar financeiramente fora do futebol para ir jogar ganhando mixaria. O cara vai mais porque gosta, gosta do futebol, gosta de estar jogando, mas ultimamente esses times daqui do Acre estão complicados. A gente deixa de estar presente com a família porque quando começa a treinar e, como eu trabalho, passo o dia fora de casa e só tem a noite, e chega a noite bem tarde, aí fica com pouco tempo com a família também – justificou.
Natural de Gonçalves Dias (MA), Ciel chegou ao Acre em 1988 e esteve presente em todas edições da primeira divisão estadual desde 2008, quando estreou no futebol profissional atuando pela Adesg.
De lá pra cá, rodou por praticamente todos os clubes do estado, foi eleito Craque do Acreano de 2018, e artilheiro das edições de 2018 e 2020, mas nunca foi campeão acreano na elite. Ele também disputou edições da Copa do Brasil, Copa Verde e Campeonato Brasileiro Série D.
Ciel foi artilheiro e craque do Acreano de 2018
GloboEsporte.com
A última atuação no futebol profissional foi no estadual da temporada 2025, na campanha do rebaixamento do São Francisco.
Ciel agora avalia os próximos passos na carreira, e não descarta jogar o Campeonato Acreano Série B nesta temporada.
– Eu tava pensando em fazer só um jogo, me aposentar e parar, mas tem umas propostas para esse ano. Tô vendo sobre a segunda divisão, ver o que eu vou fazer – disse.
+ Meia do Atlético-AC se divide entre o futebol e o trabalho em frigorífico
+ Aos 39 anos, Ciel flerta com aposentadoria e mira título estadual inédito: “Seria glorioso”
Fora das quatro linhas, Ciel deixou a função de auxiliar de inspeção federal em um frigorífico e agora trabalha como vigilante. geRead More


