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Diagnosticado com Alzheimer, aposentado descobre a corrida para enfrentar a doença

Diagnosticado com Alzheimer, aposentado descobre a corrida para enfrentar a doença

Esporte: aposentado em Muriaé usa atividade física para retardar Alzheimer
O diagnóstico de Alzheimer se transformou em um ponto de partida para Israel Belloni, de 75 anos, começar uma nova vida. Morador de Muriaé, no interior de Minas Gerais, o aposentado encontrou na corrida não apenas um exercício, mas um caminho de resistência e redescoberta.
Desde que recebeu a notícia da doença e começou a correr, Israel participou de mais de 200 provas, colecionou medalhas e troféus, e provou que o esporte pode ser mais do que movimento: pode ser memória, esperança e qualidade de vida.
Israel Belloni, Alzheimer, corrida
Reprodução/TV Globo
Aos poucos, a caminhada virou corrida, e a corrida virou estilo de vida. As medalhas e troféus mal cabem na estante de casa.
— Eu comecei a caminhar. Aprender a caminhar. Assim que eu comecei a correr, comecei a melhorar minhas conexões, comecei a ficar melhor. Passei a treinar devagarzinho, entrei nesse grupo e comecei a desenvolver. Eu ficava para trás, perdia, mas fui melhorando até chegar onde cheguei hoje — disse Israel.
Diagnóstico
A esposa, Nádia Lisboa Belloni, foi quem percebeu os primeiros sinais do Alzheimer em Israel. Pequenos esquecimentos no dia a dia, compras incompletas e até a perda do carro no estacionamento acenderam o alerta. O diagnóstico veio acompanhado de medo, mas também de uma nova perspectiva.
— O Belloni fazia as compras e eu comecei a notar. Pedia uma coisa, ele não trazia. Quando foi um dia ele me ligou: “Filha, eu perdi o carro, não sei onde está o carro”. Daí eu falei: “Belloni, você não está bem” — relembra Nádia.
Israel Belloni, Alzheimer, corrida
Reprodução/TV Globo
O Alzheimer é uma doença progressiva e sem cura, marcada pela destruição dos neurônios e pela perda gradual da memória. Mas o exercício físico tem se mostrado um aliado poderoso no enfrentamento da condição. Segundo o neurologista Emerson de Paula, a prática regular ajuda a oxigenar o cérebro e reduzir sintomas associados.
— A gente entende que ele melhora as estruturas da circulação cerebral e também ajuda na remoção de toxinas do cérebro. Isso deixa o órgão mais saudável, preserva funções e pode até reduzir sintomas como insônia e ansiedade. Além disso, fortalece o corpo e diminui o risco de quedas — explicou o médico.
Cada medalha e troféu conquistados por Israel é uma vitória contra o esquecimento e um símbolo de resistência.
“Nunca na minha vida eu estive tão ótimo. Queria que as pessoas entendessem isso: qualquer exercício que faz, é bom. Faço pilates, corro. Eu não sei viver sem corrida. A corrida hoje faz parte da minha vida”. geRead More