Dólar opera em alta com mercado de olho em dados dos EUA e cenário geopolítico
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera em alta nesta sexta-feira (23) e avançava 0,12% por volta das 9h45, cotado a R$ 5,2902. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Com a agenda econômica doméstica mais enxuta, o mercado voltou a direcionar a atenção para dados dos Estados Unidos e para o comportamento recente dos ativos globais. Indicadores de atividade, sinais de menor tensão geopolítica e o desempenho das bolsas ajudam a compor o cenário acompanhado pelos investidores.
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▶️ Nos EUA, os investidores analisam os índices de gerentes de compras (PMI). Em dezembro, o indicador que reúne indústria e serviços recuou de 54,2 para 52,7, abaixo da leitura preliminar de 53.
▶️ Na véspera, as bolsas globais avançaram após o presidente Donald Trump descartar o uso de força militar para anexar a Groenlândia e suspender tarifas que estavam previstas para oito países europeus, reduzindo a percepção de risco.
▶️ Hoje, EUA, Ucrânia e Rússia iniciam hoje a primeira rodada de negociações trilaterais sobre o conflito ucraniano, que se aproxima de quatro anos. O encontro ocorre em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e está previsto para seguir até sábado..
▶️ No Brasil, o Ibovespa fechou a quinta-feira com alta de 2,20%, aos 175.589,35 pontos, no maior nível de encerramento da história. Desde o início desta semana, o índice acumulou mais de 10 mil pontos de valorização.
▶️ Durante o pregão, o Ibovespa também renovou a máxima histórica intradiária, ao alcançar 177.741,56 pontos. O desempenho foi sustentado por ações de grande peso no índice. A Petrobras subiu 0,69%, a Vale avançou 0,58% e o Itaú registrou alta de 3,38%.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: 1,65%;
Acumulado do mês: -3,73%;
Acumulado do ano: -3,73%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +6,55%;
Acumulado do mês: +8,98%;
Acumulado do ano: +8,98%.
“Acordo” sobre a Groelândia
O presidente Donald Trump afirmou na quinta-feira que obteve garantias de “acesso total e permanente” dos EUA à Groenlândia a partir de um acordo ainda em negociação.
A declaração veio após ele recuar das ameaças de impor tarifas à Europa e descartar o uso da força para assumir o controle da ilha, o que trouxe alívio aos mercados e reduziu, momentaneamente, a tensão entre Washington e seus aliados.
👉 A mudança de tom foi bem recebida pelas bolsas europeias e ajudou os principais índices de Wall Street a retornar a níveis recordes.
Ainda assim, autoridades europeias avaliam que os danos à confiança política e econômica podem ser duradouros. Para a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, as relações com os EUA “sofreram um grande golpe” nos últimos dias.
Os termos do acordo seguem indefinidos. A Dinamarca reforçou que a soberania sobre a Groenlândia não está em negociação. O primeiro-ministro do território, Jens-Frederik Nielsen, disse não ter informações claras sobre o conteúdo do entendimento.
“Não sei o que há no acordo, ou no acordo, sobre meu país”, afirmou.
Ele destacou que o governo local está aberto ao diálogo, mas impôs limites claros: “A soberania é uma linha vermelha”.
Trump evitou responder diretamente a questionamentos sobre soberania, mas foi explícito ao falar sobre os interesses americanos.
“Temos que ter a capacidade de fazer exatamente o que queremos fazer”, disse Trump a jornalistas.
À Fox Business, afirmou que o acordo garantiria “acesso total” aos EUA e seria “muito mais generoso” para o país.
Fontes envolvidas pela Reuters indicam que Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, concordaram em iniciar novas negociações entre EUA, Dinamarca e Groenlândia para atualizar o acordo de 1951, que regula a presença militar americana na ilha.
A proposta incluiria restrições a investimentos chineses e russos na região. Segundo uma das fontes, trata-se apenas de “uma estrutura sobre a qual construir”, sem detalhes fechados.
Rutte afirmou que caberá agora aos comandantes da Otan definir as necessidades adicionais de segurança no Ártico. “Não tenho dúvidas de que podemos fazer isso rapidamente”, disse, projetando avanços até o início de 2026.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, reconheceu que o momento ainda é delicado, mas disse haver progresso ao direcionar o debate para a segurança regional. Ela defendeu uma presença permanente da Otan no Ártico.
Outros líderes europeus, como o presidente da Finlândia e o primeiro-ministro do Reino Unido, também sinalizaram apoio ao fortalecimento da segurança na região.
O acordo de 1951 continua em vigor e garante aos EUA o direito de manter bases militares e circular livremente pela Groenlândia, desde que Dinamarca e autoridades locais sejam informadas. Washington mantém atualmente uma base em Pituffik, no norte da ilha.
Bolsas globais
O mercado em Wall Street fechou em alta, aproximando-se de suas máximas históricas, depois que Trump reduziu sua ameaça de tarifas sobre os países europeus, enquanto novos dados apontaram para uma economia resiliente.
O Dow Jones Industrial Average avançou 0,63%, aos 49.384,01 pontos, o S&P 500 subiu 0,55%, aos 6.913,35 pontos, e o Nasdaq Composite teve alta de 0,91%, aos 23.436,02 pontos.
Na Europa, os mercados também reagiram de forma positiva ao alivio no cenário internacional.
Os principais índices europeus também fecharam em alta, com o STOXX 600 subindo 1,03%. Entre os mercados nacionais, o DAX da Alemanha avançou 1,20%, o CAC 40 da França teve alta de 0,99%, o FTSE MIB da Itália ganhou 1,36% e o FTSE 100 de Londres subiu 0,12%.
Na Ásia, os mercados encerraram o dia com leves ganhos. Em algumas praças, as altas foram impulsionadas por setores ligados à indústria aeroespacial e à energia, que compensaram perdas em empresas de metais, afetadas pela queda do ouro.
No fechamento, os resultados foram mistos, mas positivos. Em Xangai, o índice SSEC subiu 0,14%, enquanto o CSI300 avançou 0,01%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,17%.
Já em outros mercados asiáticos, o Nikkei de Tóquio avançou 1,7%, o KOSPI de Seul ganhou 0,87%, o índice de Taiwan subiu 1,60% e o Straits Times de Singapura teve valorização de 0,33%.
Dólar atinge a segunda maior cotação da história: R$ 5,86
Reprodução/TV Globog1 > EconomiaRead More


