Análise: Inter atropela no Gre-Nal 449 com assinatura de Pezzolano e brilho de Borré
Internacional 4 x 2 Grêmio | Melhores Momentos | 5ª rodada | Campeonato Gaúcho
O Inter venceu o Gre-Nal 449 por 4 a 2 em atuação de autoridade. O time de Paulo Pezzolano foi superior ao longo de todo o clássico e só não construiu uma goleada histórica por falta de precisão nas finalizações. Ainda assim, a noite teve dono: Rafael Borré, que voltou a decidir contra o Grêmio e ratificou a redenção.
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Mesmo após sair atrás logo aos três minutos, o Inter assumiu o controle do jogo. Mérito de Pezzolano, que alternou o 4-2-3-1 com momentos de linha de cinco 5-3-2 ao recuar Vitinho para ajudar Bruno Gomes na base da jogada e na proteção ao flanco.
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Pelos lados, o apoio de Bernabei é fundamental. O lateral-esquerdo funcionou quase um ponta e incomodou o lado direito gremista. O gol do argentino, o quarto do colorado, veio ao receber de Carbonero, com quem formou dupla para infernizar Marcos Rocha.
O jogo vira pelo volume
O empate veio por esta superioridade que apareceu no clássico. E com participação de Borré. Alan Patrick cobrou escanteio na cabeça do camisa 19. A bola não entrou porque Noriega cortou, mas o azar puniu os gremistas. A bola voltou em Marcos Rocha e morreu no fundo das redes.
Autor de dois gols na vitória do Internacional, Borré projetou a temporada do clube
O Beira-Rio explodiu e o time veio junto. A partir dali, Pezzolano superou Luís Castro no encaixe das peças e no controle dos espaços, ainda que o lado esquerdo da defesa, em algumas ocasiões, tenha cedido espaços.
Ronaldo foi seguro atrás. Paulinho levou a melhor sobre Arthur. Alan Patrick não marcou, mas ditou o ritmo e deu uma assistência. Vitinho cansou de passar por Marlon, para cruzar ou finalizar. Na esquerda, Carbonicius mostrou que segue letal. É difícil lembrar uma jogada que foi desarmado.
Borré voltou a brilhar no Gre-Nal
Ricardo Duarte/Divulgação, Internacional
Já antes do intervalo o Inter merecia sair com a virada, tal o número de oportunidades criadas e desperdiçadas. Carbonero acertou duas vezes a trave. No segundo, seguiu em cima, mas foi mais preciso e assegurou os três pontos. Ainda houve o empurrão de Arthur no camisa 7 dentro da área, que o árbitro nada marcou.
Show de Borré
Por quê? Porque era dia de baile da Colômbia! Borré, criticado no ano passado pelas falhas na conclusão, colocou novamente seu nome na história do clássico.
Antes mesmo do Grêmio abrir o placar, aos dois, teve a primeira oportunidade. Interessado, apareceu para participar das construções e buscava a finalização. Borré conhece a área. Mais do que isso. Entende o clássico.
Além da participação no primeiro empate, fez o que se espera do homem mais avançado: gols. Aos 28, Carbonero cruzou da esquerda na cabeça do camisa 19, que não perdoou. Dois minutos depois, Paulinho acionou Alan Patrick, que lançou Borré. O gringo chutou cruzado e rasteiro para estufar as redes de Weverton.
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A noite era dele. Borré confirmava ser talhado para enfrentar o Grêmio. Pela terceira vez na carreira, a segunda pelo Inter, decidiu diante do rival. A outra pelo Colorado ocorreu na vitória em 2024. Em 2018, ainda pelo River Plate, marcou na virada por 2 a 1 que eliminou o Tricolor da Conmebol Libertadores.
– São partidas especiais. No outro clube, foi marcante aquela semifinal. Agora no Inter são clássicos, partidas que o jogador gosta de viver. Fazer os gols é lindo. O mais importante é a vitória – vibrou.
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Borré deixou o gramado aos 43 minutos para a entrada de João Bezerra. O Beira-Rio se levantou e o aplaudiu. O colombiano devolveu o carinho e ficou no banco para esperar o apito final.
O 4 a 2 não só reabilita Borré. Legitima o projeto de Pezzolano: um Inter móvel, agressivo e protagonista, capaz de variar estrutura sem perder identidade. Em janeiro, uma meta parecia ousada: recuperar o atacante. Quatro gols depois, com dois no clássico, já soa missão encaminhada.
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