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Análise: Weverton e outras quatro razões para o Grêmio ser amassado no Gre-Nal

Análise: Weverton e outras quatro razões para o Grêmio ser amassado no Gre-Nal

Internacional 4 x 2 Grêmio | Melhores Momentos | 5ª rodada | Campeonato Gaúcho
Um furacão passou no Beira-Rio neste domingo. E não foi Tetê, atacante conhecido por este apelido desde os tempos da base gremista.
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Após sair à frente no placar, o time de Luís Castro acabou amassado pelo Inter e perdeu por 4 a 2. No segundo tempo, sofreu três gols em nove minutos, e se viu perdido diante da velocidade imposta pelo Colorado. Ao final do jogo, precisou ouvir a massa vermelha gritar “olé” no estádio.
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Afora a noite inspirada da equipe de Paulo Pezzolano, o duro revés sofrido pelo Grêmio tem ao menos cinco razões. A primeira delas esteve embaixo das traves.
Weverton foi mal ao sair em cobrança de escanteio e não achar a bola. A cobrança era alta e aberta, sem chances para qualquer goleiro. Borré ficou livre para cabecear, Noriega tentou tirar em cima da linha, a bola espirrou e Marcos Rocha fez contra aos nove minutos da primeira etapa.
Veja a falha de Weverton em lance que originou o primeiro gol do Inter
O empate saiu apenas cinco minutos depois do gol de Amuzu, e o Grêmio não conseguiu utilizar a vantagem para acalmar o ritmo do jogo, aluciando e imposto pelo Inter, e controlar o confronto.
No meio, Cristaldo, substituído no intervalo, desperdiçou chance valiosa. Luís Castro acertou ao colocá-lo como titular diante do bom início da temporada. Entretanto, o argentino teve pouca movimentação e não conseguiu ditar o ritmo do time, como se espera de um camisa 10.
O torcedor está cansado de se decepcionar com Cristaldo. No quarto e último ano de contrato, ele dá contornos tristes para a reta final da passagem por Porto Alegre.
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O terceiro motivo passou pelos pontas, aspecto forte da ideia jogo de Luís Castro. Tetê conseguiu um cruzamento na medida para Carlos Vinicius escorar a Amuzu, no primeiro gol. Contudo, pouco fez no restante da partida além de dribles sem efeito pela zona intermediária.
No lado esquerdo, Amuzu foi pouco acionado, já que o Grêmio priorizou o ataque pela direita. Enamorado, quando entrou, passou despercebido pelo clássico. Os ataques pelo lado foram neutralizados e será preciso arranjar remédio a dupla marcação que outros adversários com certeza também irão fazer. Ronaldo esteve quase sempre no auxílio a Bernabei, por exemplo.
Esperança de gols para o Grêmio, Tetê foi bem marcado pelo Inter no Gre-Nal 449
Maxi Franzoi/AGIF
Se o Inter esteve bem na marcação, o Grêmio foi muito mal. Quarta razão, não em ordem de importância, porque talvez aqui esteja o principal ponto crítico do lado azul.
Os jogadores do Grêmio ocupavam os espaços, mas ficavam distantes dos colorados. Tiaguinho deixou jogarem às suas costas, e Arthur precisou se virar em dois. A diferença da atitude em campo, na marcação e na maneira de encarar o Gre-Nal, ficou gritante entre os dois times.
A avenida Marcos Rocha foi inaugurada, e abriu sinal de alerta sobre o experiente lateral, que tem João Pedro como sombra a ser considerada para a titularidade. Depois do Gre-Nal 449, o capitão gremista sonhará com Carbonero.
“Fomos superados mais na vontade que na técnica”, lamenta Marcos Rocha
Por fim, a quinta razão de derrota impactante pode ser colocado sobre as alterações de Luís Castro. O treinador, que precisa ser respeitado e deve ter tempo para trabalhar, não conseguiu mudar o panorama do jogo a partir das substituições.
Ao optar por Edenilson e Dodi no meio, no intervalo, o português utilizou fórmula gasta e sem sucesso dos últimos três treinadores do Grêmio. Enamorado não conseguiu mostrar seu estilo. E a dupla de centroavantes com André Henrique e Carlos Vinicius teve “zero” resultado, já que a bola não chegou.
Marcos Rocha deu espaços na marcação e não fez bom Gre-Nal
Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação
Como Luís Castro afirmou na coletiva, o Gre-Nal 449 “não é o fim”. Entretanto, o duelo com o maior rival deixou recados importantes para o Grêmio, que, na próxima quarta-feira, tem outro encontro de mesmo ou até maior nível de dificuldade, com o Fluminense, fora de casa.
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