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Eleição presidencial em Portugal: pesquisa indica vitória do Partido Socialista no segundo turno

Eleição presidencial em Portugal: pesquisa indica vitória do Partido Socialista no segundo turno

 Portugal vai às urnas para escolher novo presidente em disputa acirrada
Uma pesquisa realizada entre os dias 20 e 21 de janeiro aponta que o socialista António José Seguro venceria no segundo turno das eleições presidenciais em Portugal.
O levantamento realizado pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop), da Universidade Católica, mostra o candidato do Partido Socialista com 70% das intenções de votos, contra 30% do líder do Chega, que tem como candidato André Ventura.
O segundo turno está previsto para 8 de fevereiro.
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A pesquisa mostra que o eleitorado está praticamente decidido, com apenas 5% de indecisos.
Se confirmado, o resultado representaria um feito histórico: Seguro poderia igualar o recorde de Mário Soares, que conquistou 70,4% dos votos na reeleição, e superar o desempenho de Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2021 com pouco mais de 60% dos votos.
A pesquisa, divulgada pelo jornal Público, evidencia uma vantagem consolidada de Seguro, que teria mais do que o dobro das intenções de voto de Ventura, refletindo a inclinação clara da maioria do eleitorado frente à divisão política apresentada na sondagem.
Candidato socialista José Seguro vota neste domingo (18), em Caldas da Rainha, em Portugal.
Pedro Rocha/Reuters
Como foi o primeiro turno
A votação para a eleição presidencial em Portugal aconteceu no domingo (18). Com todos os votos apurados, o socialista António José Seguro liderou a disputa com 31,13% dos votos. O candidato da extrema direita, André Ventura, ficou em segundo lugar, com 23,49%. João Cotrim Figueiredo, do centro-direita, ficou em terceiro com 15,99%, ficando de fora da disputa.
Cerca de 11 milhões de portugueses voltaram às urnas menos de um ano após as últimas eleições legislativas, que renovaram o Parlamento e definiram o primeiro-ministro.
➡️ Em Portugal, o presidente é o chefe de Estado e tem funções principalmente institucionais e simbólicas. Ele representa o país, garante o respeito à Constituição, nomeia o primeiro-ministro e pode promulgar ou vetar leis. Também é comandante-chefe das Forças Armadas, embora seu papel diário seja mais cerimonial.
O primeiro-ministro, por sua vez, é o chefe de governo e comanda o Executivo, cuidando da administração do país e da implementação das políticas públicas. Em crises políticas, o presidente ganha mais poder: pode vetar leis, dissolver o Parlamento, destituir o governo e convocar eleições, garantindo o equilíbrio entre os poderes.
Entenda mais: por que Portugal tem dois líderes, e o que faz o presidente?
Candidato pelo Chega, da extrema direita, André Ventura bebe vinho durante campanha presidencial, em 9 de janeiro de 2026.
Pedro Nunes/ Reuters
O cargo é atualmente ocupado por Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita, que completa quase uma década no Palácio de Belém. Impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato consecutivo, Rebelo de Sousa abriu espaço para uma corrida inédita à presidência.
Embora lidere parcialmente a disputa, André Ventura chega ao fim do primeiro turno com alta rejeição — cerca de 60%, segundo pesquisas recentes.
O candidato à presidência de Portugal João Cotrim Figueiredo durante ato de campanha, em 15 de janeiro de 2026.
Pedro Nunes/ Reuters
Disputa acirrada
Ao todo, onze partidos lançaram candidatos. Pela primeira vez, três forças políticas chegaram à reta final da campanha em condição de relativa igualdade
O avanço do Chega, partido de extrema direita que se tornou a segunda maior força política do país nas últimas eleições parlamentares, redesenhou o cenário tradicionalmente polarizado entre socialistas e sociais-democratas.
Uma pesquisa de intenção de voto feita pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP), da Universidade Católica do país, indicava o seguinte cenário:
André Ventura, líder do Chega, lidera a corrida eleitoral por uma pequena margem, com 24% das intenções de voto;
Em segundo lugar, está o socialista António José Seguro, com 23%;
João Cotrim de Figueiredo, deputado do Parlamento Europeu do partido de centro-direita Iniciativa Liberal, aparece 19% das intenções de voto;
Luis Marques Mendes, da coligação de centro-direita Partido Social-Democrata (PSD)/ Aliança Democrática (AD) — que tradicionalmente disputava a presidência com os socialistas — aparece apenas na 4ª posição, com 14% dos votos.
“A fragmentação do eleitorado continua, tornando provável que os candidatos dos dois partidos tradicionais recebam menos votos do que os seus partidos obtiveram nas eleições parlamentares do ano passado (em que o Chega ultrapassou os Socialistas)”, disse à Reuters o cientista político António Costa Pinto.
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