Náutico protocola pedido de reconhecimento de títulos nacionais das décadas de 50 e 60
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O Náutico formalizou, junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), dois requerimentos oficiais para o reconhecimento de duas conquistas como títulos nacionais. Os pedidos correspondem ao Torneio dos Campeões do Norte da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) de 1952 e ao Torneio dos Campeões do Norte de 1966, também conhecido como “Pequena Taça Brasil”.
Os documentos já foram protocolados pela Federação Pernambucana de Futebol (FPF), que atua como intermediária do processo.
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Paralelamente, o clube também trabalha, em conjunto com historiadores ligados ao Sport, ao Ceará, ao Fortaleza, ao Remo e, futuramente, ao Bahia, na construção de um dossiê para solicitar à CBF o reconhecimento de torneios denominados “Copa Norte-Nordeste”.
No caso do Náutico, o pedido envolve as Taças Norte de 1965, 1966 e 1967, além da solicitação de entrega oficial de taças, medalhas e faixas, e a sugestão de inclusão de uma nova data no calendário oficial da CBF.
Dessa forma, ao todo, o Náutico trabalha pelo reconhecimento, por parte da CBF, de cinco títulos oficiais conquistados nas décadas de 1950 e 1960:
Três inter-regionais organizados diretamente pela CBD (Taça Norte de 1965, 1966 e 1967)
Dois torneios de caráter nacional (Torneio dos Campeões de 1952 e o Torneio dos Campeões do Norte, também chamado de Pequena Taça Brasil, em 1966) organizados pela Federação Pernambucana e chancelados pela CBD. À época, a FPF exercia a função de subpresidência da CBD na região Norte-Nordeste.
Recorte do jornal Diário de Notícias (RJ) em 1952
Reprodução
Torneio dos Campeões de 1952
Agora, o Timbu busca a equiparação de dois títulos ao status de Campeonato Brasileiro Série A, com base nos documentos históricos apresentados e em precedentes da própria CBF.
Sobre o Torneio dos Campeões de 1952, o clube destaca que a competição foi o maior torneio geográfico do Brasil naquele ano, com oito federações profissionais e reunindo os campeões estaduais em formato semelhante ao adotado posteriormente pela Taça Brasil, criada apenas em 1959.
Diario de Pernambuco sobre o título do Náutico em 1952
Reprodução
O documento ressalta que o torneio teve chancela da CBD e das federações participantes, com repercussão nacional e peso histórico na formação das competições nacionais futuras. O Náutico defende que o torneio corresponde, à época, à expressão máxima possível de um campeonato nacional regionalizado, cumprindo requisitos de caráter oficial e profissional.
Em registros de jornais da época, como o Jornal dos Sports e o Diario de Pernambuco, o Náutico era tratado como “campeão brasileiro do Norte” e “campeão brasileiro do Norte-Nordeste” em diversas ocasiões. O clube também era referido como “campeão do Brasil Norte”, em alusão ao torneio que tinha a proposta de ser a principal competição da região.
A disputa surgia como uma resposta às iniciativas do eixo Sul-Sudeste, como o Rio-São Paulo, que mais tarde daria origem ao Torneio Roberto Gomes Pedrosa.
Diario de Pernambuco cita o Náutico como “campeão do Brasil norte”
Reprodução
Torneio dos campeões do Norte de 1966
No requerimento referente ao Torneio dos Campeões do Norte de 1966, o Náutico sustenta que a competição possuía caráter nacional regionalizado, reunindo “as cinco maiores potências do eixo Norte-Nordeste”, todos campeões oficiais da Taça Norte entre 1959 e 1965.
Em 1966, time do Náutico também daria seguimento a campanha do hexa estadual
Reprodução/Diario de Pernambuco
A competição, idealizada pelo Náutico, organizada pela FPF e chancelada pela CBD, seguiu critérios de profissionalização, regulamento técnico, atletas licenciados, arbitragem oficial e inclusão no calendário das federações.
Matéria do Diario de Pernambuco, de abril de 1966, sobre o título do Náutico do Torneio dos Campeões do Norte / Pequena Taça Brasil
Reprodução
Jornais da época, como o Diario de Pernambuco, chamavam o torneio de “Pequena Taça Brasil”, termo usado para identificar competições de nível nacional que ocupavam o calendário brasileiro nos anos em que a Taça Brasil não era disputada.
O Náutico defende que o torneio tinha formato de pontos corridos, com turno e returno, reunia apenas clubes campeões oficiais, era organizado por federações e se encaixa nos mesmos critérios usados na unificação de 2010 — quando a CBF reconheceu mais de um campeão brasileiro em uma mesma temporada. Por isso, o clube considera a competição equivalente ao Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967, já reconhecido pela entidade como Campeonato Brasileiro.
Confira abaixo os argumentos dos requerimentos:
Oficialidade: os dois torneios nasceram oficiais, com apoio direto da CBD e da FPF.
Caráter nacional: as competições reuniam clubes campeões de todas as federações profissionais do Norte-Nordeste, alcançando o maior recorte geográfico possível para a época.
Equivalência histórica: assim como o Robertão de 1967, reconhecido mesmo com a participação de clubes de apenas parte das federações do país, os torneios tinham representatividade suficiente para serem considerados de alcance nacional.
Precedente jurídico: a própria CBF já reconheceu competições regionais de formato semelhante como Campeonatos Brasileiros, como a Taça Brasil (1959–1968) e o Roberto Gomes Pedrosa (1967–1970).
Em contato com a reportagem do ge, o Náutico confirmou a solicitação para o reconhecimento dos títulos. Agora, a CBF irá julgar, através das comissões competentes, mas sem um prazo definido para resposta.
Confira posicionamento do clube:
O Clube Náutico Capibaribe informa que protocolou, junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por intermédio da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), dois requerimentos formais solicitando o reconhecimento de conquistas históricas como títulos nacionais: o Torneio dos Campeões da CBD de 1952 e a Pequena Taça Brasil de 1966.
Através destes pedidos, o Náutico reafirma seu compromisso com a valorização de sua história e com o reconhecimento justo de suas conquistas no cenário nacional. Os documentos apresentados reúnem ampla pesquisa documental, registros da imprensa da época e fundamentação jurídica consistente, de modo que o clube está confiante no deferimento dos pedidos formulados.
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