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Conselho do Corinthians manda caso de Andrés à Comissão de Ética e cobra ressarcimento

Conselho do Corinthians manda caso de Andrés à Comissão de Ética e cobra ressarcimento

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O presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, encaminhou para a Comissão de Ética o relatório que concluiu haver despesas pessoais do ex-presidente Andrés Sanchez no cartão corporativo do clube no período de 2018 a 2020.
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A Comissão de Ética deverá instaurar processo ético-disciplinar para avaliar as informações da investigação da Comissão de Justiça e deliberar sobre eventuais punições, como suspensão e expulsão do ex-presidente. A decisão final sobre sanções caberá ao Conselho Deliberativo.
No despacho, Romeu Tuma tomou outras providências, como o afastamento de Andrés enquanto durar o procedimento na Comissão de Ética.
O ex-presidente já havia pedido afastamento dos conselhos do Corinthians, em outubro do ano passado, ao ser denunciado à Justiça pelo Ministério Público pelo suposto uso irregular do cartão corporativo. Agora, o afastamento é uma decisão que independe da vontade dele de retornar ou não.
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Romeu Tuma também determinou que a Diretoria Executiva aponte, no prazo de dez dias, quais são os gastos realizados pelo ex-presidente no cartão corporativo que não têm relação com as atividades do clube.
Para Romeu Tuma, “até o presente momento não houve cobrança nem sequer apontamento claro de quais gastos efetivamente guardam ou não relação com a Instituição”.
Com a discriminação dos gastos e dos valores atualizados pela inflação, o presidente do Conselho Deliberativo cobra de Andrés o ressarcimento das despesas irregulares aos cofres corintianos.
Romeu Tuma também quer que a Diretoria Executiva, comandada pelo presidente Osmar Stabile, esclareça, em até cinco dias, se já adotou medidas para que as irregularidades não se repitam, como a regulamentação do uso do cartão corporativo. Se isso ainda não tiver acontecido, que as providências sejam tomadas em até dez dias.
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O que diz o relatório
O relatório da apuração administrativa da Comissão de Justiça aponta que Andrés usou o cartão do Corinthians para custeio de despesas pessoais, entre 2018 e 2020, sem prestação de contas.
Entre os gastos apontados como irregulares está o uso em hotéis, restaurantes, lojas de móveis, de joias e de vestuário, clínicas, hospitais e empresas de transporte aéreo, sem relação com compromissos oficiais do Timão.
Por isso, o relatório classifica a conduta do ex-presidente como gestão irregular e temerária, em razão do uso de recursos corporativos para fins pessoais e dos prejuízos materiais, morais e de imagem ao clube.
O relatório recomenda a adoção de medidas para ressarcimento dos valores irregularmente utilizados aos cofres corintianos, o aperfeiçoamento das normas internas sobre o uso de cartão corporativo e a implementação de mecanismos de controle.
No estatuto do Corinthians, não há regulamentação que discipline o uso de cartão corporativo por dirigentes, mas a Comissão de Justiça entendeu que isso não é justificativa para a utilização de recursos do clube para fins pessoais.
Conforme o relatório, os órgãos de controle do clube não foram informados à época da existência de um cartão para uso do ex-presidente e não receberam justificativas das despesas.
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