Danilo, do Flamengo, revela planos para aposentadoria e brinca: “Impossível fazer como o Filipe Luís”
Danilo comenta se essa será sua última temporada no futebol profissional
Mesmo sem saber em quais condições estaria, Danilo projetava há algum tempo que 2026 seria a última temporada da carreira. Há poucos meses de completar 35 anos, o zagueiro do Flamengo ainda admite a possibilidade de não parar em dezembro, mas indica que pode seguir o planejamento de vida que já estava feito. Dentre as possibilidades que se apresentam para o futuro, o jogador quer viver cada uma das etapas que tem pela frente antes de tomar uma decisão.
Ainda é prematuro falar o que Danilo fará. Ele entrou nos meses finais de contrato com o Flamengo em um vínculo milimetricamente pensado como a última grande oportunidade antes de se aposentar neste ano. Além de realizar o sonho de atuar pelo clube do coração, também vive a expectativa de mais uma Copa do Mundo na carreira. Antes de tomar a decisão final, o zagueiro quer entender em quais condições estará para, talvez, estender um pouco mais a carreira.
— Nesse momento o meu pensamento é que essa seja a minha última temporada no futebol, que em dezembro eu deixe de jogar. Eu não boto isso em pedra e está feito. Se eu chegar no final do ano e eu estiver me sentindo bem mentalmente, fisicamente e tiver ainda uma empatia grande com o Flamengo, certamente poderia fazer mais um ano. Mas nesse momento meu pensamento é fazer essa temporada da melhor maneira possível, ano de Copa do Mundo… E depois deixar de jogar. Até porque sempre foi o meu objetivo deixar de jogar em um nível importante e não arrastando, jogando pouco — disse, em exclusiva ao ge.
Danilo mostra camisa do Flamengo em homenagem ao tetracampeoanto
Luiza Sá/ge
A entrevista completa feita na casa da família de Danilo em Bicas, Minas Gerais, será publicada neste sábado. Cercado pelas conquistas da carreira, o jogador torce para que o ano passe devagar, especialmente se este for mesmo o último ato como jogador em uma trajetória que começou bem cedo.
— Eu quero que passe devagar se essa realmente for minha última temporada. Muitas vezes alguém fala “mas você está tão tranquilo em relação a isso”. Não. É assustador ter que deixar algo que você fez durante a vida inteira e que, mesmo tentando de certa forma fazer essa transição, fazendo outras coisas, olhando outros cenários e já vivenciando outras experiências, é uma vida desconhecida, é totalmente incerto, é tudo novo. Eu estou tentando ser fiel àquilo que eu sempre planejei como carreira e como final. Quero que passe devagar para desfrutar de cada treinamento, cada momento de dificuldade, cada momento de glória. Porque a minha carreira foi feita disso, desse mix de momentos e de continuar sempre, mas eu quero que passe lentamente para desfrutar cada momento, porque depois eu tenho certeza que eu vou sentir falta.
Danilo fala se existe ansiedade para começar a jogar com a possibilidade de ser a última
Planos para o futuro
Danilo acena para a torcida da Juventus em seu retorno ao Allianz Stadium
REUTERS/Alberto Lingria
Antes de assinar com o Flamengo, Danilo recebeu convites de clubes da Europa que incluíam um período como jogador e um cargo como dirigente em seguida. A Juventus já sinalizou a ele a possibilidade do retorno, mas ainda sem uma função definida. Os italianos têm sondado a situação, especialmente com as mudanças recentes na diretoria e no comando técnico que reaproximaram o zagueiro da Juve depois da saída conturbada. Permanecer no Flamengo também é uma ideia. No momento não há nenhum caminho descartado.
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Fato é que Danilo quer ter tempo fora dos gramados depois de pendurar as chuteiras. Viver os momentos dos quais precisou abrir mão ao lado dos filhos e da família, tocar os negócios pessoais e, principalmente, descansar após tantos anos dedicados ao futebol. Para, aí sim, voltar a trabalhar com a atividade que norteou sua vida até aqui.
Danilo fala sobre trabalhar como treinador ou outra função na comissão técnica no futuro
— Eu tive uma experiência com o Guardiola no Manchester City e realmente mudou a minha forma de enxergar futebol. Eu acho que é por isso que até hoje eu jogo em um time como o Flamengo, seleção brasileira, enfim, porque se eu fosse depender só do físico e do jogo imposto, dificilmente eu estaria jogando nesse nível. A experiência com o Guardiola me ajudou muito a pensar o jogo, os espaços, o timing dos passos, o timing de movimentação. E isso eu vou passando para os meus companheiros e ajudo muito e penso muito em futebol, muito parecido com o Filipe — contou.
— Ajudo bastante, obviamente não passo por cima da comissão, mas ajudo quando eu posso ajudar, quando sou chamado também. Eu gosto muito do campo, dessa estratégia, das movimentações e tudo. Mas quando eu deixar de jogar, eu preciso descansar um pouco. Eu me dedico muito ainda, sempre me dediquei muito e hoje em dia cada vez mais, então eu preciso de um tempo de descanso do campo. Impossível fazer como o Filipe, que parou em dezembro e em fevereiro já estava trabalhando no campo. Impossível. Não me vejo no campo por isso, mas o futebol tem várias outras coisas que posso trabalhar. Tenho várias conversas já com clubes, com instituições para seguir trabalhando. Mas também quero viver de outras maneiras, quero viver uma vida também completamente à parte do futebol para ter essa experiência — completou.
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