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Passagem de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito, registra movimentação às vésperas de reabertura

Passagem de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito, registra movimentação às vésperas de reabertura

 Passagem de Rafah será reaberta para civis nesta segunda-feira
A passagem de Rafah, na fronteira da Faixa de Gaza com o Egito, apresentou atividade neste domingo (1º), enquanto Israel afirmou que viagens limitadas de entrada e saída do território devem ser retomadas na segunda-feira, após anos de isolamento quase total. A reabertura da passagem é um passo fundamental à medida que o cessar-fogo entre Israel e o Hamas avança.
Caminhões com ajuda humanitária fizeram fila para passar pelo ponto. Israel anunciou que a passagem foi reaberta em caráter de teste. O COGAT, órgão militar israelense que controla a entrada de ajuda em Gaza, disse em nota que o posto estava sendo preparado ativamente para uma operação mais ampla, acrescentando que moradores de Gaza começariam a atravessar a fronteira na segunda-feira (2).
Rafah, que os palestinos veem como sua porta de saída para o mundo, esteve em grande parte fechada desde que foi tomada por Israel em maio de 2024. Este é o único ponto de entrada e saída entre a Faixa de Gaza e o exterior que não passa por Israel.
A reabertura foi pedida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e por ONGs internacionais para permitir a entrada de ajuda no território palestino, devastado por dois anos de guerra contra o grupo terrorista Hamas.
Caminhões com ajuda humanitária são vistos próximos à passagem de Rafah, entre o Egito e a Faixa de Gaza, neste domingo (1º)
Mohamed Arafat/AP
Israel anunciou que a passagem fronteiriça estará limitada “ao trânsito dos habitantes” da Faixa de Gaza.
“O retorno de moradores do Egito para a Faixa de Gaza será permitido, em coordenação com o Egito, apenas para residentes que deixaram Gaza durante o curso da guerra, e somente após autorização prévia de segurança por Israel”, disse o COGAT.
A medida ocorre um dia depois de ataques israelenses terem matado ao menos 30 palestinos, incluindo várias crianças, segundo autoridades hospitalares. Os bombardeios resultaram em um dos maiores números de mortos desde o início do cessar-fogo em outubro. No dia anterior, Israel acusou o Hamas de novas violações da trégua.
Nicolay Mladenov, diretor-geral do conselho de paz de Trump para Gaza, publicou no domingo uma mensagem no X pedindo às partes que “exerçam contenção e respeitem o cessar-fogo”. Ele disse que seu escritório trabalha com o comitê palestino escolhido para supervisionar Gaza para “encontrar maneiras de evitar incidentes futuros”.
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