Diante de ameaças dos EUA, Irã está disposto a encerrar programa nuclear, diz jornal
Tump diz ver chance de acordo com o Irã
O Irã está disposto a encerrar o programa nuclear para reduzir as tensões com os Estados Unidos, informou nesta segunda-feira (2) o jornal The New York Times, com base em fontes com conhecimento no assunto.
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Os Estados Unidos pressionam o Irã a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. Teerã nega as acusações e afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados à produção de energia.
Autoridades iranianas e norte-americanas devem se reunir na sexta-feira (6), na Turquia, para discutir o tema. O encontro terá a presença de Steve Witkoff, enviado do presidente Donald Trump para o Oriente Médio, e de Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã.
De acordo com o New York Times, o Irã deve defender na reunião a aceitação de uma proposta dos EUA para a criação de um consórcio regional no Oriente Médio voltado à produção de energia nuclear.
Como alternativa, o país também poderia encerrar ou suspender o programa atual para aliviar as tensões com os norte-americanos.
Ainda segundo a reportagem, autoridades iranianas se reuniram recentemente com o presidente russo, Vladimir Putin, para avaliar a possibilidade de enviar urânio enriquecido para a Rússia.
Medida semelhante foi adotada em 2015, no âmbito de um acordo internacional sobre o programa nuclear.
À época, o Irã se comprometeu a limitar as atividades nucleares em troca do alívio de sanções internacionais.
Mais de 11 toneladas de urânio de baixo enriquecimento foram enviadas à Rússia.
Três anos depois, Trump retirou os EUA do acordo sob a justificativa de que o Irã continuava enriquecendo urânio. Ele também reimpôs sanções ao país.
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Tensões
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24/05/2022 REUTERS/Lisi Niesner
As tensões entre Estados Unidos e Irã aumentaram na semana passada após novas ameaças de Trump. O presidente norte-americano afirmou que está disposto a autorizar uma operação militar contra o país caso Teerã não aceite fechar um acordo nuclear.
Em uma rede social, Trump citou o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln à região e disse que o grupo de ataque está pronto para agir “com velocidade e violência, se necessário”.
O presidente também comparou a mobilização atual a operações recentes conduzidas pelos EUA, como a ação que levou à captura do ditador deposto Nicolás Maduro, na Venezuela. Segundo ele, a movimentação no Oriente Médio é ainda maior.
Trump também relembrou o bombardeio de três instalações nucleares do Irã, realizado em junho do ano passado em parceria com Israel. Ele declarou que um novo ataque ao país seria “muito pior”.
Após as declarações, o Irã afirmou estar disposto ao diálogo, mas reforçou que não abrirá mão do direito de se defender. Em nota, a missão iraniana junto à ONU disse que o país responderá “como nunca antes” caso seja atacado.
Além disso, o chanceler iraniano Abbas Araghchi negou que existam negociações em curso com os Estados Unidos. Ele também afirmou que o Irã não aceitará dialogar sob ameaças militares.
Autoridades iranianas disseram que o governo se prepara para o pior cenário, incluindo a possibilidade de uma “guerra total”.
Trump disse no domingo (1º) estar “otimista” com a possibilidade de um acordo com o Irã, mas manteve a ameaça implícita: “Esperamos chegar a um acordo. Mas, se não chegarmos, vamos ver o que pode acontecer”.
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