Ibrahimovic revela implicância de Guardiola: “Aqui os jogadores não vêm de Ferrari”
Ibrahimovic marca gol escorpião em jogo com amigos
Useiro e vezeiro em criticar Pep Guardiola, o ex-atacante Ibrahimovic revelou mais uma passagem da relação conturbada que tiveram no Barcelona. Afirmou que quando chegou ao clube tentava ser outra pessoa para agradar aos outros e reparou que o caldo iria entornar ao ver o treinador espanhol implicar com o luxuoso carro que dirigia.
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– No primeiro dia, Guardiola me disse: “Olha, aqui os jogadores não vêm de Ferrari”. Perguntei a mim mesmo “Que mensagem é essa? Eu tenho de ser quem sou. Se venho ou não venho de Ferrari, o que é que isso muda realmente? Não muda”. Isso ficou na minha cabeça, e eu pensava sempre duas vezes antes de fazer qualquer coisa. E isso não está certo. A forma como você se sente fora do campo é a forma como se sente em campo – afirmou, em entrevista Slaven Bilic.
Guardiola e Ibrahimovic
Reuters
O desentendimento inicial, de acordo com Ibrahimovic, não atrapalhou o andamento das coisas no início da passagem pelo Barcelona. A paz, porém, durou pouco, e os dois precisaram conversar.
– Os primeiros seis meses foram bons. Jogava, fazia gols, mas depois algo aconteceu. Até hoje, Guardiola não me disse o quê. Depois desses seis meses, deixei de jogar. Não sou de ir ao treinador perguntar por que não jogo. Mas fui um grande investimento, pagaram 70 milhões de euros. Não jogo e no fim fui conversar Guardiola e digo a ele: “Antes de mais nada, quero te dizer que não quero criar problemas. Você é o treinador, você é o patrão. O que decidir, assim é. Respeito isso, mas também tenho os meus desejos e quero ajudar você e o time.
Ibra pediu mais minutos, revelou incômodo com o papel exercido dentro de campo e encerrou seu pleito afirmando que não queria causar qualquer tipo de crise. A resposta, porém, foi surpreendente e definitiva. Ao ouvir o que Guardiola reservava a ele, certificou-se de que não seria feliz em terras catalãs. A relação profissional durou entre 2009 e 2010.
Disse a ele que achava que ele estava me sacrificando em benefício de outros jogadores. E que precisava de espaço para fazer a minha parte, senão o que é que estava fazendo ali? Que era melhor jogar. Falamos durante uma hora e no fim disse “Não é para criar confusão, sou profissional”. E ele me responde: “Banco, banco, banco”. Desde então, não entendi qual era o problema dele, ele nunca me disse que havia um problema.
– Seis meses passaram, eu não estava feliz. Não queria treinar, nem queria estar ali, sentia-me diferente dos outros. Ele fez me sentir indesejado e isso não está certo. E quando é assim você não aproveita o futebol. No dia seguinte, vim de Ferrari e estacionei em frente ao escritório dele. Agora é ego contra ego. Depois disso, saí do Barcelona e fui para o Milan. Me senti vivo de novo. geRead More


