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‘A casa mais confortável da Inglaterra’: para onde se mudou o ex-príncipe Andrew, implicado em escândalos sexuais de Epstein

‘A casa mais confortável da Inglaterra’: para onde se mudou o ex-príncipe Andrew, implicado em escândalos sexuais de Epstein

 A rainha Elizabeth II e o príncipe Philip posam para foto no terreno da Sandringham House, Inglaterra, em fevereiro de 1982
Ron Bell/PA via AP/Arquivo
Andrew Mountbatten-Windsor, ex-príncipe da Inglaterra e irmão do rei Charles III, se mudou antes do previsto após novas revelações comprometedoras sobre seus vínculos com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
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O ex-príncipe, de 65 anos, esperava permanecer por mais tempo no Royal Lodge, sua casa em Windsor há décadas, informou o jornal The Sun, mas ele teria se mudado “sob o manto da escuridão” na segunda-feira (2) e sido levado de carro para uma casa de campo em Sandringham, a propriedade do rei em Norfolk.
“Com o mais recente lote de arquivos de Epstein, ficou claro para ele que era hora de ir embora”, disse um amigo, segundo o The Sun. “Sair foi tão humilhante para ele que escolheu fazer isso sob o manto da escuridão.”
Caso Epstein: Departamento de Justiça dos EUA divulga mais 3 milhões de arquivos
Por ser parte do complexo real de Windsor, o Royal Lodge é considerado propriedade da Coroa britânica — isso significa que, apesar de tecnicamente pertencer à monarquia, ela é administrada em prol do contrinuinte britânico, cujos impostos financiam diretamente os custos de gerência e manutenção.
Sandringham, por sua vez, é um grande complexo com mansões, jardins, bosques e lagos que são propriedade particular do rei Charles III.
O apreço da família real da Inglaterra pelo local é célebre e atravessa gerações. Reis frequentemente passaram lá períodos de férias e de licença — dois deles, George V e George VI, avô e bisavô de Charles e Andrew, morreram na propriedade.
Os Windsor também realizam frequentemente caçadas nos bosques do entorno.
Novos arquivos de Epstein mostram ex-príncipe inglês Andrew ajoelhado ao lado de mulher
DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA DOS EUA/AFP
Sandringham era uma propriedade particular quando foi comprada em 1862 pelo príncipe herdeiro Albert Edward, filho da rainha Victoria e que se tornaria o rei Edward VII.
O então duque de Gales promoveu uma enorme reforma no local, que se tornou, segundo um de seus convidados, “a casa mais confortável da Inglaterra”.
A propriedade se tornou o tradicional ponto de encontro da família real para passar o Natal. Ao longo de seu reinado, Elizabeth aproveitou para criar cavalos e cães de caça por lá também.
Segundo fontes ouvidas pela agência Reuters, Andrew não ocuparia nenhuma ala do prédio principal. Ele teria sido alocado em uma das casas menores da propriedade, conhecida como Marsh Farm.
De acordo com a revista “Vanity Fair”, a casa, embora espaçosa, está longe de oferecer o luxo do qual Andrew desfrutava no Royal Lodge. Ainda assim, o local conta com cinco quartos e duas salas para recepções.
Há rumores de que Mash Farm estaria recebendo uma reforma para acomodar seu novo residente, mas a informação é difícil de se confirmar, já que Sandringham possui uma estrita política de privacidade e segurança estendida até seu espaço aéreo, fechado para qualquer tipo de voo.
Marsh Farm, residência que faz parte do complexo de Sandringham, propriedade do rei da Inglaterra
Jack Taylor/Reuters
Escândalo
Charles retirou os títulos de Andrew em outubro e disse que ele seria transferido depois que surgiram detalhes sobre seu relacionamento contínuo com Epstein.
O rei também afirmou que sua solidariedade está com as vítimas de abuso.
Novos arquivos relacionados a Epstein, publicados pelo Departamento de Justiça dos EUA na sexta-feira, incluíram e-mails que sugerem que Andrew manteve contato regular com Epstein por mais de dois anos depois que ele foi considerado culpado por crimes sexuais contra crianças.
Além de já ter aparecido em fotografias ao lado de uma das vítimas de Epstein, Virginia Giuffre, que ele havia negado conhecer, novas imagens revelam Andrew ao lado de uma jovem deitada no chão, cuja identidade não foi revelada.
Andrew negou qualquer irregularidade em relação a Epstein e já havia negado manter laços com o financista após a condenação de Epstein em 2008, exceto por uma visita a Nova York em 2010 para encerrar o relacionamento entre eles.
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