Raio-X da crise: Santos vê tensão nos bastidores aumentar antes de momento decisivo no Paulistão
Torcedores romperam com a diretoria do Santos?
O Santos entra na primeira semana decisiva da temporada sob pressão. Nos bastidores, o presidente Marcelo Teixeira, o diretor executivo Alexandre Mattos e o técnico Juan Pablo Vojvoda têm sido alvo de cobranças de diferentes setores, em meio ao jejum de sete jogos sem vitória.
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No fim de semana, o Peixe terá jogo importante válido pelo Paulistão. A equipe alvinegra não só corre o risco de terminar fora das quartas de final, mas também de ser rebaixado.
Caso não consiga a vitória contra o Noroeste, no domingo, e o Velo Clube vença o Bragantino, o Santos vai para a última rodada na zona de rebaixamento e com a necessidade de vencer o confronto direto contra o Velo Clube, na Vila, para evitar a queda para a Série A-2.
A crise atinge diversas hierarquias do Santos e de formas diferentes: Teixeira, com o poder de decisão e a “caneta na mão”, é questionado e cobrado por erros administrativos. O dirigente virou o principal alvo da torcida nos últimos dias, com cobranças mais fortes pelo momento esportivo ruim.
Mattos, que está afastado do dia a dia nesta semana por questões particulares, recebe críticas de conselheiros e pessoas próximas a Teixeira pela falta de ações no mercado, além de negócios que não deram certo, como Billal Brahimi e Caballero. Ele também é alvo das organizadas.
Marcelo Teixeira e Alexandre Mattos sofrem pressão nos bastidores
Guilherme Gregui/ Santos FC
O dirigente é cobrado para dar respostas mais rápidas e eficazes no mercado de transferências, mas, em sua defesa, tem argumentado que a situação financeira do clube é complicada e que fazer negócios rápidos nessas circunstância aumenta a incidência de erro ou decepção.
Vojvoda, por sua vez, naturalmente esperava um elenco mais completo, com duas opções boas para cada posição do time titular, mas não recebeu. Internamente, há quem critique o comandante pela falta de leitura tática de algumas partidas ou por insistências em peças em baixa técnica.
O ge ouviu que o argentino Lautaro Diaz, por exemplo, é um desses pilares da cobrança.
O jogador tem a confiança do treinador e, por vezes, cumpre uma função tática valorizada por Vojvoda, mas está mal tecnicamente e é um ponto de destaque nas cobranças direcionadas ao comandante. Virou cena comum os torcedores vaiarem o argentino durante o anúncio das escalações na Vila.
Próximos passos
Vojvoda durante clássico entre Santos e São Paulo
Jota Erre/AGIF
Embora tenha a caneta na mão, Teixeira, por ora, não cogita fazer mudanças no futebol, seja na diretoria ou na comissão técnica. Mattos, que muitas vezes é até usado como um escudo para o presidente, é visto como alguém com capacidade de atuar no mercado e trocá-lo neste momento na temporada não faria sentido, na visão da cúpula.
Já Vojvoda foi contratado com status de ótima opção e neste momento está blindado pela presidência, independente de pressão interna ou externa. A avaliação é de que o elenco está incompleto e que o argentino tem capacidade para tirar a equipe da crise.
Membros de uma torcida organizada, que protestaram contra a gestão, deixaram o treinador fora das cobranças. Mas, nos bastidores, houve questionamentos sobre o trabalho do argentino.
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Internamente, inclusive, enxerga-se uma “guerra fria” entre a comissão técnica e a diretoria do futebol. Nesta semana, porém, o treinador tomou uma atitude para despertar uma mobilização coletiva contra os resultados insatisfatórios que ameaçam o futuro da equipe.
Antes do clássico contra o São Paulo, Vojvoda reuniu funcionários e jogadores para cobrar união e ainda mais comprometimento para tirar o clube da atual situação, reforçando que “todos estão no mesmo barco”.
A pressão sobre o trabalho do argentino cresceu após o empate por 1 a 1 diante do São Paulo, na Vila Belmiro, pelo Brasileirão, e às vésperas do confronto importante contra o Noroeste.
No domingo, às 16h (de Brasília), o Peixe vai a Bauru para se tentar se afastar da zona de rebaixamento do Paulistão e aliviar a crise nos bastidores.
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